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Esta tese de doutoramento trata da história da Psicologia da Educação no Brasil pela análise de documentos do curso normal de uma escola confessional católica da cidade de São Paulo, nos anos de 1941 a 1961, para compreender de que forma se apresentava, em termos de conteúdos e métodos, nos Pontos de Exame das disciplinas Psicologia, Pedagogia e Psicologia e Pedagogia, na perspectiva da pesquisa sócio-histórica em Psicologia. Para tal, são abordados temas tais como a história da Psicologia no Brasil, mais especificamente as relações entre Psicologia da Educação, escolas normais e escolas normais confessionais católicas; gênero e magistério; aspectos políticos, econômicos e legais do período estudado e metodologia da pesquisa documental. Os indicadores teóricos e de campo direcionaram nossas conclusões no sentido de ter sido a Psicologia da reeducação ensinada nas disciplinas Psicologia, Pedagogia e Psicologia e Pedagogia, do curso normal estudado, reflexo daquilo que se entendia como Psicologia Educacional na época, mesclada a conteúdos confessionais que influenciaram a abordagem de algumas teorias psicológicas, em especial a psicanálise, oferecendo importante contribuição para a disseminação das idéias sobre a psicologia educacional e a Psicologia como ciência, possibilitando às alunas uma formação sólida na área, capaz de fornecer-lhes subsídios para a vivência dos papéis de mães e esposas, além de professoras primárias
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Visa a reconstrução da história e memória do Curso de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes, instituição de ensino superior privada, constituída em 1962, buscando abrir um espaço para explicitar as experiências do passado, tornando-as públicas e visando contribuir para modificar atitudes, adequar ações, propor mudanças, projetar novos caminhos para o futuro; objetiva ainda, subsidiar informações para a história da Psicologia Brasileira e estimular o registro e a conservação de documentos. Utiliza basicamente a coleta de depoimentos de pessoas que de alguma forma estiveram ligadas ao Curso de Psicologia da UM eventualmente os documentos escritos disponíveis. A reconstrução vai do final da década de 60 até o final de década de 70 e meados de 80, período identificado como "época de ouro" de curso, buscando os ensinamentos mais significativos. Concluí que o passado do Curso de Psicologia foi rico em ensinamentos que podem servir de norte às ações futuras e que é preciso examiná-las criticamente para não prevalecer o conservadorismo.
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Considerando a dispersão teórica da psicologia com relação a seus fundamentos mais básicos, faz-se necessário retomar a discussão acerca dos fundamentos e assim sendo, a psicologia de Wilhelm Wundt se apresenta como alternativa à psicologia fisicalista aliada às neurociências atuais. Assim, esta pesquisa toma como objeto o sistema psicológico de Wilhelm Wundt a partir da obra Outlines of Psychology e toma como campo problemático a pertinência de seus conceitos à psicologia atual. Para tal, foram utilizados, além de Wundt, alguns autores clássicos da história da psicologia e da filosofia. O primeiro capítulo consiste em uma discussão acerca dos fazeres possíveis da história e da pertinência e impertinência de uma pesquisa em epistemologia e história da psicologia, bem como a proposição da história como palimpsesto e uma análise da psicologia como saber moderno e dos problemas que envolvem sua constituição e autonomia. O segundo capítulo consiste em um exame mais detalhado dos principais conceitos do sistema wundtiano, a saber, síntese criadora, processos volitivos, experiência imediata e processualidade da mente e busca contemplar a noção de vontade e criação no contexto do estudo da cognição. O terceiro capítulo, por sua vez, propõe abordar a atualidade do sistema wundtiano a partir dos conceitos apresentados no segundo capítulo. Por fim, esta dissertação de mestrado se apresenta mais como um convite, uma abordagem inicial de uma problemática muito maior.
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Historicamente, a Psicologia foi chamada a contribuir, por meio dos seus métodos e técnicas, no sentido de compreender os aspectos relacionados à tríade trabalhador-trabalho-sociedade, como também a propor intervenções, considerando o contexto político, cultural, econômico e social em que o trabalho se inseria. Com isso, para se entender as problemáticas, perspectivas e desafios atuais da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), é importante e necessária uma compreensão histórica e contextualizada de como a Psicologia vem sendo construída, ao longo das décadas. A presente pesquisa visou descrever e analisar publicações vinculadas à Psicologia do Trabalho que foram veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (ABP), entre 1949 e 1968. O recorte temporal compreendeu os anos de trâmite da regulamentação da profissão de Psicologia no país, além de incluírem todo o período de existência dos ABP. Como referencial teórico-metodológico, utilizou-se dos recursos da Sociobibliometria e apropriou-se de estratégias da História Digital da Psicologia para se produzir uma História Crítica da Psicologia. Os resultados desta investigação sinalizam estudos e intervenções que levaram à compreensão dos impactos das transformações do Trabalho na vida do trabalhador, considerando aspectos produtivos, de saúde, qualidade de vida, relações sociais, entre outros vieses pertinentes à interação sujeito-trabalho. Todavia, a maior parte das investigações sinalizava o papel da Psicologia nas organizações e a utilização de seus métodos e técnicas para o desenvolvimento teórico e aplicado na investigação de habilidades e tendências de comportamento. Neste contexto, visavam o ajustamento do trabalhador às condições específicas dos cargos, bem como a possibilidade de promover condições para o seu desenvolvimento. Outro aspecto observado é que a aplicação dos conhecimentos científicos psicológicos, na área do trabalho, está associada à regulamentação da profissão de Psicólogo, com a sanção da Lei 4119 de agosto de 1962. Assim, historicizar a Psicologia Organizacional e do Trabalho, por meio de publicações da época, permitiu lançar luz sobre aspectos de seu desenvolvimento, os impactos na formação da identidade do psicólogo, bem como suas formas de atuação, no país.
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Nossa proposta, neste trabalho, foi mostrar a construção do humano na História da Psicologia com a integração das abordagens internalista/externalista de historiar - desafio contemporâneo da Psicologia - que só se tornou viável em função da mudança do Paradigma da Simplificação para o Paradigma da Complexidade, representante do modelo científico atual. O caminho que percorremos foi apresentar o humano na visão histórica internalista, depois na externalista para, posteriormente a um exame do novo paradigma, apresentá-lo na perspectiva da integração entre as duas abordagens. Utilizamos os método Histórico e Comparativo em nosso percurso.
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O objetivo deste trabalho é sistematizar informações dispostas em documentos e publicações a respeito da participação dos psicólogos de São Paulo na regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil. Pela análise, foi identificado o empenho de Annita Cabral pela formação e para a criação de um curso de bacharelado em psicologia na Universidade de São Paulo. São também iniciativas suas a criação da Sociedade de Psicologia de São Paulo e da Associação Brasileira de Psicólogos fundamentais para organização e representação institucional dos psicólogos de São Paulo em suas reivindicações. Concluiu-se que a participação dos psicólogos de São Paulo foi fundamental para a formação e definição das atribuições do profissional psicólogo como estão atualmente estabelecidas
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Esta pesquisa trata da institucionalização do Curso de Psicologia no ensino superior do Estado de Goiás, ocorrida em 1973, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Parte da trajetória da Psicologia no Brasil, desde a formação das ideias psicológicas até a constituição da psicologia científica, e busca resgatar os elementos constitutivos dessa história no Estado de Goiás. Para tanto, demonstra a organização do ensino de graduação em Psicologia no Brasil, através de dados do e-MEC, Cadastro da Educação Superior do Ministério da Educação - MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, da Associação Brasileira de Ensino em Psicologia - ABEP, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia - ANPEPP, da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior - ABMES, empresas de consultorias e instituições de ensino que ministram o Curso de Psicologia no país. Por fim, trata da criação do Curso de Psicologia no ensino superior do Estado de Goiás, elaborando um recorte histórico sobre a criação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, do Gabinete de Orientação à Pós-Graduação, na investigação e sistematização de sua história.
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Esta tese teve como objetivo traçar uma história comparada das trajetórias de Eliezer Schneider (1916-1998) e Plácido Horas (1916-1990) no campo da Psicologia Jurídica, a fim de trazer contribuições para as discussões acerca da constituição e consolidação desta área tanto no Brasil quanto na Argentina. Considerados personagens relevantes na criação dos cursos de Psicologia em seus países, Eliezer Schneider e Plácido Horas trilharam um percurso que os levou a se aproximarem do campo da Psicologia Jurídica, realizando atividades importantes para o desenvolvimento desta área no Brasil e na Argentina. Suas condições de emergência estão nas articulações entre a Psicologia e o Direito. A Criminologia possibilitou estudar a etiologia da criminalidade, o comportamento e a personalidade criminosa. Diante disso, a Psicologia, ao contribuir para a compreensão da personalidade e da conduta criminosa, se tornou uma ferramenta de auxílio à justiça. Os momentos iniciais da Psicologia Jurídica no Brasil e na Argentina se relacionam com a inserção do psicólogo no âmbito jurídico como testólogo ou assistente técnico, realizando atividades de perícia e de diagnóstico. Tanto Schneider quanto Horas exerceram atividades vinculadas à prática pericial. Além disso, após a regulamentação da profissão de psicólogo em ambos os países, sistematizaram a Psicologia Jurídica enquanto disciplina independente nos currículos do curso de Psicologia. Foi possível verificar que Schneider e Horas, apesar de empenharem algumas práticas comuns no campo da Psicologia Jurídica, fizeram uma leitura do crime e do criminoso sustentada em conceitos teóricos com abordagens específicas: Schneider com um saber ancorado nas influências neobehavioristas e na psicologia social e Horas com um saber mais criminológico centrado na capacitação profissional do psicólogo
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ESTA E UMA DISSERTACAO QUE SE PROPOE A FAZER UM ESTUDO DO SURGIMENTO DA PSICOLOGIA COMO CIENCIA, NO FINAL DO SECULO XIX, SOB A PERSPECTIVA DE SUAS CONDICOES DE POSSIBILIDADE E LEVANTAR AS IMPLICACOES DESTE ACON TECIMENTO PARA A CONSTITUICAO DA SUBJETIVIDADE MODERNA. OS PRINCIPAIS ASPECTOS QUE SUSTENTAM A PSICOLOGIA COMO CIENCIA SAO DESTACADOS ATRAVES DA OBRA DE RIBOT LA PSYCHOLOGIE ANGLAISE CONTEMPORAINE E DOS TRABALH OS DE VARIOS AAUTORES NELA CONTIDOS QUE COMPOEM O CONJUNTO DE DISCURSOS DA PSICOLOGIA EXPERIMENTAL INGLESA DESTE PERIODO. OS ASPECTOS CONSTITUTIVOS DESTA NOVA CIENCIA SAO ANALISADOS SOB A PERSPECTIVA DA ANALISE GICA DE UM DETERMINADO CONJUNTO DE DISCURSOS EM PSICOLOGIA, NO MOMENTO DE SUA CONSTITUICAO COMO CIENCIA, TEM POR INTENSAO FUNDAMENTAL ESTABELECER AS IMPLICACOES DESTA NOVA PRODUCAO DISCURSIVA SOBRE O HOMEM PARA A CONFIGURACAO DA SUBJETIVIDADE MODERNA.
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A presente dissertação tem por objeto elaborar um relato histórico da emergência da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) no Brasil, com especial observância ao eixo Rio-São Paulo nas décadas de 1950, 1960 e 1970. A ACP faz parte da chamada Psicologia Humanista, um movimento inicialmente organizado pelo psicólogo norte-americano Abraham Maslow (1908-1970) na década de 1950, que contou com a forte participação de Carl Rogers (1902-1987), também psicólogo norte-americano, e fundador da atualmente denominada Abordagem Centrada na Pessoa. A trajetória profissional de Rogers foi marcada pelos acontecimentos de sua época, como a crise econômica americana da década de 1930, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e os conflitos globais por questões étnicas, religiosas e raciais. Para uma melhor compreensão do desenvolvimento da ACP, este foi narrado em conjunto com a história dos principais acontecimentos políticos, econômicos e culturais dos EUA, buscando construir uma narrativa situada historicamente. O mesmo foi feito em relação à história da ACP no Brasil, nas décadas de 1950 a 1970, ressaltando-se o objetivo dos governantes nacionais de transformar o Brasil em uma grande nação em termos culturais e educacionais, para isso se valendo da criação de diversas instituições voltadas às crianças, adolescentes e jovens adultos, para seu atendimento psicológico, educacional, orientação profissional e aprimoramento técnico. A instauração da ditadura civil-militar iniciada em 1964, o processo de regulamentação da profissão de psicólogo e a criação dos primeiros cursos de psicologia no Brasil são destaque. Registrar a história da ACP no Brasil é uma tarefa que se justifica dado o contingente de profissionais que atuam neste referencial teórico e para incentivar a pesquisa em história da psicologia. A metodologia de trabalho adotada foi a revisão bibliográfica e o relato oral instrumentalizado por entrevistas com profissionais de destacada relevância na história da ACP no Rio de Janeiro e em São Paulo. Este estudo tem como marco final a vinda de Carl Rogers e sua equipe em 1977 ao Brasil para a realização do I Encontro Brasileiro Centrado na Pessoa (Arcozelo I), o que possibilitou a reunião, o reconhecimento mútuo e a troca de experiências entre os profissionais brasileiros, fechando desta forma o período da emergência da ACP no Brasil e favoreceu uma nova fase de desenvolvimento por todo o país.
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Essa dissertação tem como objetivo a produção de uma história do presente, que intenta problematizar aquilo que fazemos de nossas vidas e as possibilidades do vir a ser, que essa analítica permite. Sustentada num modo de pensar a história a partir de Michel Foucault, como uma história que se quer efetiva, que intenta remexer as estruturas vistas como sólidas, imóveis, mostrando que podem ser desestruturadas e pensadas de outras formas. Ela não aponta constâncias, mas o descontínuo, diferenciando-nos de um passado, demarcando o caráter singular do acontecimento. E essa história tem como campo de experiência e de problematização a disciplina optativa Tópicos Especiais em Psicologia Social e Institucional, ministrada para o curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, abordando em sua ementa o tema Cinema, história e psicologia. Ela também teve como função o cumprimento dos créditos optativos de Estágio em Docência, do Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia Social da UFS. A disciplina tinha como proposta a criação de um espaço para discussão sobre questões que atravessassem o cotidiano daqueles que fizessem parte dela, tendo como vetor provocativo o uso de filmes. Um weblog foi utilizado como outro espaço possível, para que novos sentidos sobre os debates fossem produzidos. A partir da análise dos diversos vetores que atravessaram essa disciplina, como o blog, os filmes e os pensadores trazidos para construção de diálogos, foi possível produzir uma história sobre essa experiência. Uma história que não diz somente do que foi a disciplina, que nos permite levantar questões que envolvem não só um espaço acadêmico, como a sala de aula, mas que nos aproxima de uma dimensão ética, que nos impulsiona a pensar: o que estamos fazendo de nossas vidas e da vida dos outros? Para assim questionarmos também: que outras formas são possíveis de se viver?
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Ao longo da história, as relações entre vivência da religiosidade e psicopatologia têm sido complexas e ambíguas. O presente estudo parte de um fato pontual, o surgimento do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, inaugurado em Curitiba em 1946, para discutir as diferentes concepções e tratamentos que se desenvolveram, nesse contexto, nos campos do espiritismo e da psiquiatria médica. Tendo o método fenomenológico como substrato, foram utilizados procedimentos da pesquisa historiográfica oral e documental e consultados os acervos do próprio Hospital, da Universidade Federal do Paraná, da Biblioteca Pública do Paraná e da Federação Espírita do Paraná. Apoiada nessas fontes, esta dissertação objetivou a construção de uma narrativa que, sensível ao contexto social de Curitiba na primeira metade do século XX, se volta à análise de três distintos cenários: a expansão da doutrina kardecista no Paraná e a concepção e tratamento da doença mental por ela propostos; a constituição do saber psiquiátrico no Paraná e as relações que esse saber estabelece com o espiritismo; por fim, a constituição e funcionamento do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro.
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Esta pesquisa é uma investigação dos caminhos seguidos por Edward Bradford Titchener para a elaboração de uma proposta de psicologia, apontando acordos e desacordos entre Titchener e seus contemporâneos alemães e americanos. Por meio da análise do seu Text-Book e alguns dos seus artigos, objetivou-se entender a metodologia titcheneriana e legitimar seu eixo intelectual na história da psicologia. Realizou-se uma discussão entre a fisiologia experimental inglesa e alemã sobre a natureza perceptiva do espaço a fim de mostrar que o panorama contextual das tradições empíricas e continentais entrelaça tanto a formulação da psicologia experimental alemã, quanto da psicologia experimental titcheneriana. Questiona-se, então, o modo como o autor é tratado pela historiografia moderna, procurando localizar a perspectiva histórica que construiu a imagem titcheneriana na memória da psicologia. Esta pesquisa pretende contribuir, portanto, com uma historiografia crítica, estabelecendo outro enfoque para o papel de Edward B. Titchener na história da psicologia
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O objetivo deste trabalho é construir uma história que promova a visão da participação das mulheres na constituição do espaço psi no Rio de Janeiro. Para tanto, optamos por investigar as atividades e a inserção das mulheres em uma instituição relevante para a Psicologia em seu período de autonomização. A instituição estudada foi o Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP), da Funadação Getulio Vargas (FGV), no período que vai desde sua fundação, agosto de 1947, até o final da década de 1970. Utilizamos como fonte dados coletados nos Relatórios Anuais do ISOP e entrevistas realizadas com pessoas que atuaram no Instituto durante o período estudado. Assim, buscamos aliar o entendimento do momento vivido pela Psicologia com os modos de se ver e pensar a inserção da mulher na sociedade. O referencial teórico utilizados vai de autores brasileiros como Ana Maria Jacó-Vilela, Paulo Rosas, Antônio Gomes pena a estrangeiros como Aldo Carotenuto, Bosch Fiol e Ferrer Pérez, que contribuem com as pesquisas e relatos para a configuração da história da Psicologia. Além destes, autores que permeiam nossa perspectiva de gênero como Judith Butler, Thomas Laqueur e Margareth Rago. A aliança de perspectivas destes diversos autores aos dados coletados produziram uma análise que promoveu a emergência de diversos fatores que influenciaram a visibilidade feminina na história da Psicologia. Acreditamos que este trabalho possa contribuir para a ampliação do campo de estudos femininos na história da Psicologia, quiçá da ciência brasileira
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A presente tese tem objetivo contribuir para a história da Psicologia Social no Brasil a partir da análise da produção bibliográfica deixada por Aniela Meyer Ginsberg, profissional e pesquisadora na área entre 1936 a 1984. Além da bibliografia análise de conteúdo foi feita sobre o conjunto de sua obra escrita, localizada e organizada para esta tese, é que abrange artigo, resenhas críticas, capítulos de livros, livros, projetos de pesquisa, resumos apresentados em congressos complementada pela análise de monografia, dissertações e teses orientadas por ela e da relação de dissertações e teses (de doutorado e de livre docência) de cujas bancas de defesa participou. Entrevistas com colegas e ex-alunos da doutora Aniela foram ainda realizadas, para esclarecimento de aspectos levantadas ao longo da análise. Foi possível destacar o que poderia ser considerado profissional e cientificamente significativo no que se refere à contribuição de Doutora Aniela à psicologia brasileira. Conclui-se destacando ainda seu papel como educadora.
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Os 17 aparelhos que se encontraram sob o cuidado do Núcleo de Estudos em História da Psicologia da PUC-SP (NEHPSI) foram doados, em 2004, por Pe. Salesiano João Modesti, de Araras SP. Seu achado resulta da pesquisa de doutorado de Iolanda Brandão sobre Os Salesianos na Psicologia Brasileira , defendida no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social dessa Universidade. Trazidos da Itália no início dos anos 1950, os aparelhos eram então utilizados para ensino, pesquisa e prestação de serviços psicotécnicos. Depois de uma primeira exposição realizada na PUC-SP, o NEHPSI tem sido convidado a repeti-la em instituições de ensino e profissionais, tendo realizado exposições na UNICAMP, na Universidade São Marcos, na Universidade Federal de São João del Rei, na PUC/Minas, Campus Poços de Caldas, no Conselho Regional de Psicologia 3ª Região Bahia e Sergipe e no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Registros de observação assistemática são aqui analisados apenas para ilustrar a participação efetiva dos visitantes ao entrarem em contato com os aparelhos. O objetivo desta pesquisa é verificar se a exposição dos aparelhos, juntamente com outros documentos do período, pode ser um recurso para o ensino de história da psicologia do Brasil. Um recorte especial (sete aparelhos para medida de inteligência) foi feito para isso, com duas Exposições (alunos do curso de graduação em psicologia da PUC-SP e de pedagogia da Faculdade Oswaldo Cruz) com questionários especialmente elaborados para os visitantes. Os resultados mostram que a Exposição constrói conhecimento e além de interessante, pode ser um recurso para o ensino de História da Psicologia
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Visa a reconstrução da história e memória de um movimento chamado ENEP (Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia), com o intuito de analisar a dinâmica de funcionamento do movimento estudantil na área da psicologia; estimular o registro e conservação do material histórico; e verificar sua importância para a própria psicologia em um âmbito mais global. Enquanto um movimento específico, inserido na dinâmica dos movimentos estudantis e dos movimentos sociais, o ENEP se constitui em um objeto de estudo privilegiado, no sentido de um resgate da história e das interrelações entre o saber psicológico, as identidades culturais, a comunidade psi e o seu papel político. Utiliza a análise de documentos escritos e a coleta de depoimentos de pessoas que viveram o movimento. Tem como amplitude temporal o período entre a década de 60 e a década de 90, no qual o ENEP teve lugar; e se restringe ao estado de São Paulo (amplitude espacial). Tem como eixo norteador a microesfera do ENEPe a microesfera do movimento estudantil e dos movimentos sociais. Conclui que o movimento estudantil na psicologia carece de uma maior organização, continuidade e legado histórico, muitas vezes se tornando um fim em si mesmo, mas que o ENEP constitui importante espaço de influência na formação de futuros psicólogos. Essa é a trilha: caminhos da história e da memória - sempre em eterno movimento...
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