A Escola de São Paulo de Psicologia Social: uma análise do seu desenvolvimento desde o materialismo histórico-dialético

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Título
A Escola de São Paulo de Psicologia Social: uma análise do seu desenvolvimento desde o materialismo histórico-dialético
Resumo
Este trabalho defende a tese de que, em seu desenvolvimento, a Escola de São Paulo de Psicologia Social operou um importante giro ideopolítico em relação àqueles seus trabalhos que datam até fins da década de 1980. Tal giro, gestado no período posterior ao fim do socialismo no leste europeu (1989) e na derrocada da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1991), concretizou-se no abandono ou transformismo de importantes fundamentos e categorias do materialismo histórico-dialético, tais como a estrutura e a dinâmica das classes (e da luta de classes), a centralidade do trabalho e a perspectiva de superação do capitalismo. A tese anunciada sustenta-se em pesquisa cujo objetivo foi o de historiar a Escola de São Paulo de Psicologia Social. O primeiro capítulo da exposição dos resultados alcançados por esta pesquisa inicia com uma discussão dos fundamentos metódicos que orientaram a sua realização, em que estão condensados: a) as discussões historiográficas (relativas à escrita da história) a partir de trabalhos de importantes historiadores da psicologia; b) os fundamentos do materialismo histórico-dialético que, sob a forma de uma filosofia da história, orientaram esta produção. No segundo capítulo, são analisados os primeiros desenvolvimentos da Escola de São Paulo de Psicologia Social, desde os primeiros trabalhos realizados por Silvia Lane e Alberto Abib Andery em comunidades nos anos 1960, passando pelas primeiras formulações críticas em relação à Psicologia Social estadunidense que ganham expressão nos escritos de Lane nos anos 1980, até sua síntese mais elaborada em Psicologia Social: o homem em movimento, obra organizada por Silvia Lane e Wanderley Codo e publicada em 1984 e cuja inspiração marxista, tanto em termos das categorias que constituem a compreensão do ser humano singular quanto em termos do sentido do projeto de transformação social, é notória. Este momento do desenvolvimento da Escola de São Paulo cede lugar a uma série de reformulações (pós 1989-1991), cuja principal expressão reside na apropriação dos autores neomarxistas Heller e Habermas. O livro Novas veredas da Psicologia Social, de 1994, organizado por Silvia Lane e Bader Sawaia, representa uma obra-síntese das novas formulações da Escola de São Paulo. Junto a outros escritos, a partir da década de 1990, este livro é objeto de análise do terceiro capítulo, que identifica, em termos dos fundamentos e das categorias da psicologia social, as reformulações operadas. Por fim, é dimensionado o sentido do projeto de transformação social que se deriva das reformulações das categorias e fundamentos da psicologia social, realizadas pela Escola de São Paulo pós 1989-1991
Tipo
Tese (Doutorado em Psicologia Social)
Universidade
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Lugar
São Paulo
Data
14/03/2014
# de páginas
272
Idioma
Português
Citation apa
Carvalho, B. P. (2014). A Escola de São Paulo de Psicologia Social: uma análise do seu desenvolvimento desde o materialismo histórico-dialético [Tese (Doutorado em Psicologia Social), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. https://repositorio.pucsp.br/bitstream/handle/17047/1/Bruno%20Peixoto%20Carvalho.pdf
Citation abnt
CARVALHO, Bruno Peixoto. A Escola de São Paulo de Psicologia Social: uma análise do seu desenvolvimento desde o materialismo histórico-dialético. Tese (Doutorado em Psicologia Social)—São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 14 mar. 2014.