Bibliografia completa
Nos subterräneos da história: institucionalização da psicologia na Bahia, no contexto da ditadura militar (1968-1980)
Tipo de recurso
Autor ou contribuidor
- Silva, Rosane Maria Souza E. (Autor)
Título
Nos subterräneos da história: institucionalização da psicologia na Bahia, no contexto da ditadura militar (1968-1980)
Resumo
A pesquisa visa descrever e analisar o processo de institucionalização da Psicologia na Bahia,
no contexto da ditadura militar, entre os anos de 1968 a 1980. Considerou-se: a influência que
o contexto autoritário e as políticas de Estado para as áreas de educação e ciência exerceram
sobre a formação e consolidação do curso de graduação em psicologia da Faculdade de Filosofia
e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia; a recepção da Análise do
Comportamento e da Psicanálise por parte da comunidade acadêmica, naquele contexto
político; e, as lutas e mobilização dos discentes e docentes frente às políticas de Estado. Tratase de um estudo descritivo-analítico, que tem como referenciais teóricos os Estudos Sociais das
das Ciências e a História da Psicologia. Adotam-se procedimentos metodológicos da História
do Tempo Presente, utilizando-se da metodologia da História Oral e de Análise Documental
para levantamento e análise de dados. Os resultados indicaram que as medidas adotadas pelo
regime militar impactaram no processo de institucionalização e desenvolvimento da psicologia,
enquanto campo disciplinar e profissional, na Bahia. As políticas educacionais implantadas
pelos governos militares no âmbito da Educação produziram efeitos na demanda pela psicologia
educacional, enquanto o interesse pela área industrial crescia a partir dos investimentos públicos
que expandiram o polo industrial e tecnológico baiano. Houve uma prevalência da clínica, como
área de estágio, em detrimento da área educacional e industrial. Demonstrou-se a forte
influência do campo psiquiátrico sobre os rumos da psicologia, sob diversos âmbitos, inclusive
formativos. Evidenciaram-se as condições sociais e políticas que possibilitaram a emergência
da cultura psicanalítica na Bahia e sua influência na formação dos psicólogos, a partir da vinda
dos psicanalistas argentinos, capitaneados por Emílio Rodrigué, e do psicanalista Carlos Pinto
Corrêa, integrante do Círculo Brasileiro de Psicanálise de Minas Gerais. Destacou-se, no modo
de recepção da Análise do Comportamento, o papel dos psicólogos formadores de análise do
comportamento da Universidade de São Paulo na implantação do laboratório de Psicologia
Experimental e na formação das primeiras gerações de docentes e analistas do comportamento
da Bahia. Observou-se, ademais, que houve uma vigilância e tutela sistemática sobre a
comunidade acadêmica de psicologia, que impactou na vida universitária e exigiu dos discentes
e docentes da área organização da resistência para lidar com a tensão política e capacidade de
enfrentamento na luta contra a ditadura militar. Tal cenário forjou um posicionamento político
e socialmente ampliado entre os integrantes do movimento estudantil, naquele momento de
intensa restrição e carências de toda ordem.
Tipo
Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)
Universidade
Universidade Federal da Bahia
Lugar
Salvador
Data
09/10/2020
# de páginas
261
Idioma
Português
Citation apa
Silva, R. M. S. E. (2020). Nos subterräneos da história: institucionalização da psicologia na Bahia, no contexto da ditadura militar (1968-1980) [Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências), Universidade Federal da Bahia]. https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/32472/3/Tese%20Rosane%20Maria%20Souza%20e%20Silva.pdf
Citation abnt
SILVA, Rosane Maria Souza E. Nos subterräneos da história: institucionalização da psicologia na Bahia, no contexto da ditadura militar (1968-1980). Tese (Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências)—Salvador: Universidade Federal da Bahia, 10 set. 2020.
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