A sua pesquisa
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Desde sua criação, os testes psicológicos têm sido usados em diferentes contextos, subsidiando decisões que afetam a vida de muitas pessoas. Seu uso adequado tem, como condição fundamental, o conhecimento de seus pressupostos teóricos e de suas limitações. O objetivo deste trabalho é explicitar tais pressupostos e demonstrar que o rótulo genérico testes psicológicos é inadequado para abrigar a diversidade de instrumentos do exame psicológico existentes. Com base em Pierre Bourdieu, considera-se o conhecimento científico como uma atividade social, sendo a conformação de um campo científico decorrente da configuração das forças que o compõem e de seus respectivos pesos em um dado momento histórico. Procura-se recuperar a trajetória de Alfred Binet e de Francis Galton, dois dos principais atores do campo do exame psicológico, abordando o contexto pessoal, social e histórico em que desenvolveram suas obras, e a influência de suas ideias na conformação posterior do campo. A partir disso, procura-se diferenciar técnicas projetivas e testes psicométricos, discutir as implicações de considerá-los sob o mesmo rótulo na conformação do campo do exame psicológico no Brasil de hoje e apontar aspectos importantes da formação do psicólogo para o uso adequado desses instrumentos
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O objetivo desta dissertação é criar um registro dos primeiros cinqüenta anos da história do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a finalidade de promover um instrumento para a reflexão da profissão e formação em psicologia e também para sua divulgação, pois ainda é desconhecida por muitos. O Instituto de Psicologia teve sua origem no laboratório de psicologia da Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro em 1924. Quando foi convertido em Instituto de Psicologia da Universidade do Brasil em 1937 teve como primeiro diretor o médico Jayme Grabois que permaneceu no cargo durante dez anos. Neste período a profissão de psicólogo não era regulamentada e ainda não existia nenhum curso de formação de psicólogo no Brasil. A primeira tentativa de criação de curso de formação em psicólogo aconteceu no Instituto de Psicologia, em 1932, quando ainda pertencia à Colônia de Psicopatas. A história do Instituto de Psicologia se cruza com a história da psicologia no Brasil e com os acontecimentos políticos do país. O Instituto nasce do desejo de criação de um centro de formação de psicólogos. O curso de psicologia é criado em 1964 na Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Brasil e incorporado ao Instituto de Psicologia em 1966. Desde sua criação até os anos de 1980 o Instituto de Psicologia passa por diversas transformações e configurações que atravessam e são atravessadas por toda uma geração de estudantes, professores e funcionários, personagens desta história que vamos conhecer agora.
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O objetivo deste trabalho é sistematizar informações dispostas em documentos e publicações a respeito da participação dos psicólogos de São Paulo na regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil. Pela análise, foi identificado o empenho de Annita Cabral pela formação e para a criação de um curso de bacharelado em psicologia na Universidade de São Paulo. São também iniciativas suas a criação da Sociedade de Psicologia de São Paulo e da Associação Brasileira de Psicólogos fundamentais para organização e representação institucional dos psicólogos de São Paulo em suas reivindicações. Concluiu-se que a participação dos psicólogos de São Paulo foi fundamental para a formação e definição das atribuições do profissional psicólogo como estão atualmente estabelecidas
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Esta pesquisa trata da institucionalização do Curso de Psicologia no ensino superior do Estado de Goiás, ocorrida em 1973, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Parte da trajetória da Psicologia no Brasil, desde a formação das ideias psicológicas até a constituição da psicologia científica, e busca resgatar os elementos constitutivos dessa história no Estado de Goiás. Para tanto, demonstra a organização do ensino de graduação em Psicologia no Brasil, através de dados do e-MEC, Cadastro da Educação Superior do Ministério da Educação - MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, da Associação Brasileira de Ensino em Psicologia - ABEP, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia - ANPEPP, da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior - ABMES, empresas de consultorias e instituições de ensino que ministram o Curso de Psicologia no país. Por fim, trata da criação do Curso de Psicologia no ensino superior do Estado de Goiás, elaborando um recorte histórico sobre a criação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, do Gabinete de Orientação à Pós-Graduação, na investigação e sistematização de sua história.
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Essa dissertação tem como objetivo a produção de uma história do presente, que intenta problematizar aquilo que fazemos de nossas vidas e as possibilidades do vir a ser, que essa analítica permite. Sustentada num modo de pensar a história a partir de Michel Foucault, como uma história que se quer efetiva, que intenta remexer as estruturas vistas como sólidas, imóveis, mostrando que podem ser desestruturadas e pensadas de outras formas. Ela não aponta constâncias, mas o descontínuo, diferenciando-nos de um passado, demarcando o caráter singular do acontecimento. E essa história tem como campo de experiência e de problematização a disciplina optativa Tópicos Especiais em Psicologia Social e Institucional, ministrada para o curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, abordando em sua ementa o tema Cinema, história e psicologia. Ela também teve como função o cumprimento dos créditos optativos de Estágio em Docência, do Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia Social da UFS. A disciplina tinha como proposta a criação de um espaço para discussão sobre questões que atravessassem o cotidiano daqueles que fizessem parte dela, tendo como vetor provocativo o uso de filmes. Um weblog foi utilizado como outro espaço possível, para que novos sentidos sobre os debates fossem produzidos. A partir da análise dos diversos vetores que atravessaram essa disciplina, como o blog, os filmes e os pensadores trazidos para construção de diálogos, foi possível produzir uma história sobre essa experiência. Uma história que não diz somente do que foi a disciplina, que nos permite levantar questões que envolvem não só um espaço acadêmico, como a sala de aula, mas que nos aproxima de uma dimensão ética, que nos impulsiona a pensar: o que estamos fazendo de nossas vidas e da vida dos outros? Para assim questionarmos também: que outras formas são possíveis de se viver?
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Nesse artigo, pretendemos trazer à cena um dos mais originais intérpretes do Brasil – Manoel Bomfim. Como voz dissonante no cenário intelectual do início do século XX, o autor foi original ao afirmar que nossas mazelas teriam sido construídas historicamente nas relações vigentes desde a colonização do continente latino-americano em contraposição aos argumentos que valorizavam o determinismo biológico ou geográfico.
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Este artigo pretende analisar as interfaces da produção científica feminina no início do século XX com a constituição do espaço psi no Brasil, utilizando para tanto um artigo do periódico católico "A Ordem" e uma tese da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Para sermos mais precisos, nosso recorte temporal situa-se nos primeiros 40 anos do século XX, uma vez que datam desse período os primeiros trabalhos de caráter psicológico escritos por mulheres encontrados por nós, dentre as teses de Medicina e as edições da revista "A Ordem" consultadas. As produções da Medicina e da Igreja Católica foram eleitas como fontes privilegiadas a partir de constatações de uma pesquisa mais ampla, que demonstrou a grande importância que esses discursos – o médico e o religioso – tiveram na construção do campo da psicologia no Brasil.
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Esta dissertação tem como objetivo investigar, mediante uma perspectiva epistemológica, a noção de organismo no fieri teórico de Carl Rogers. Por fieri entende-se o devir ou o fato que faz uma ciência não ficar estagnada em suas concepções. Para realizar esta investigação foram: identificadas as fases do fieri teórico de Rogers; pesquisado o fato de como Rogers concebeu a noção de organismo; examinados os principiais teóricos e influências que Rogers reconheceu a este respeito; verificadas as linhas epistemológicas gerais da noção de organismo em Rogers. Neste trabalho adotou-se uma abordagem epistemológica de pesquisa, inspirada no uso que Jean Piaget fez do método histórico que, segundo ele, consiste em determinar como procedeu à invenção de um conceito ou teoria, reconhecendo as ideias que a tornaram possível. O método utiliza-se de um sistema dedutivo do que foi levado a imaginar a criação da ideia de organismo em Rogers. Foram utilizados como fontes de pesquisa os textos escritos de Rogers e de suas influências. A seleção destes seguiu o critério de conter aspectos relativos à concepção organísmica de Rogers. Como resultado, ficou evidente que Rogers foi um pensador ligado às questões de sua época. Ele assimilou e elaborou, com suporte em sua experiência com essas influências, uma concepção organísmica que integrou as dimensões da personalidade (eu), sociedade (inter-elações) e natureza (cosmos). Em cada fase do seu pensamento, Rogers indicou as seguintes influências para essa concepção: (1) no aconselhamento não-diretivo o funcionalismo-pragmatismo dos Estados Unidos e a psicanálise neofreudidana de Rank, Horney e Sullivan; (2) na terapia centrada no cliente repetem-se as influências anteriores acrescidas do cientificismo estadunidense e sua Psicologia aplicada, a Psicologia da Gestalt, Kurt Lewin, a filosofia educacional, social e política estadunidense e os teóricos da personalidade; (3) na transição entre terapia centrada no cliente e abordagem centrada na pessoa - o impacto do conceito de experienciação de Gendlin, as experiências com grupos, a atuação no campo da educação, as reflexões de perspectivas alternativas às ciências do comportamento e os estudos sobre organismo e auto-realização de Goldstein, Maslow, Angyal e alusões a Whyte; (4) na abordagem centrada na pessoa – se acresce aos estudos de organismo e auto-realização, as pesquisas de Szent-Gyoergy, e a emergência do paradigma sistêmico e holístico de Capra, Prigogine e Maruyama. Considera-se que é possível traçar uma nova inelegibilidade de Rogers com base em noção de organismo. Por esta é possível pensar no avanço de uma abordagem cosmológica da pessoa que não se restringe somente à personalidade. Percebe-se que Rogers deu pistas de como desenvolver um solo científico para a abordagem centrada na pessoa, com arrisco paradigma emergente de ciência contemporânea.
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Este texto objetiva construir uma narrativa histórica sobre os laboratórios de Análise do Comportamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na década de 1970. A caixa de Skinner foi o principal objeto estudado, por sua centralidade para os referidos laboratórios. A década de 1970 foi escolhida, uma vez que os laboratórios de Análise do Comportamento foram instalados na UFMG, nessa época. A Historiografia foi o método de trabalho, especificamente o campo da História da Psicologia. As fontes utilizadas foram documentos escritos e orais. O principal resultado foi que o laboratório de Análise do Comportamento, a partir de seu uso didático, funcionou como um centralizador de agentes em prol de uma psicologia científica no recém-criado curso de Psicologia da UFMG.
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