A sua pesquisa
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Num contexto onde professores e diretores de escolas públicas se queixavam da indisciplina de seus alunos e encontravam dificuldades para enfrentá-la, desenvolveu-se uma pesquisa-ação com o intuito de, conhecendo as versões dos pais, professores e alunos sobre o fenômeno, assim como suas idéias sobre as causas e sugestões para solucioná-las, poder desenvolver alternativas afim de o psicólogo trabalhar com os personagens envolvidos, a partir de outro olhar sobre o problema. O trabalho realizou-se durante dois anos, através de entrevistas individuais e em grupos com pais, professores e jovens de quatro escolas públicas, que haviam pedido a ajuda do psicólogo para enfrentar a indisciplina de seus alunos. Partimos da teoria de Winnicott, que discute o homem no mundo e postula a existência do espaço potencial, para a elaboração do método e para compreender o sentido das histórias comunicadas. As interpretações de "indisciplina" como manifestação de tendência anti-social, tendo origem em uma privação, assim como expressão de resistência à vigilância e à punição praticadas pela escola, revelaram-se insuficientes para a compreensão de todos os casos. Pais, alunos e professores comunicaram necessidades psíquicas que buscavam, através de atos de indisciplina, serem satisfeitas no âmbito escolar. Avançando com outros autores de linha materialista histórica, podem-se entender tais atos de indisciplina como comunicações positivas e criativas, de indivíduos que buscam a participação na escola, segundo suas concepções e necessidades, e que revelam, também, uma tentativa de objetivação - ou seja, de manifestar a subjetividade - num contexto cuja tendência é a objetificação - isto é, transformar as pessoas em coisas.
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A eugenia, ciência fundada por Francis Galton, no século XIX, procurava estabelecer as condições ideais de reprodução humana, visando o melhoramento racial pela a progressiva extinção dos degenerados e com a estimulação da reprodução dosindivíduos bem dotados fisica, moral e mentalmente. Seu programa foi amplamente aceito e incorporado pelos intelectuais brasileiros, sobretudo pelos psiquiatras, entre eles, Franco da Rocha, Antonio Carlos Pacheco e Silva, Ernani Lopes, lnácioda Cunha Lopes, entre outros, no começo do século XX. Alguns psiquiatras criaram a psycho eugenia - tema de nossa pesquisa -, prática que, através do trole de nascimento dos "degenerados mentais", procurava melhorar as qualidades psicológicas da"raça brasileira. Esta apropriação fundamentou uma das principais estratégias de ação da psiquiatria profilática e da emergente psicologia científica, naquele momento um ligada à medicina. Neste estudo historiográfico, objetivamos discutir aapropriação dos pressupostos eugênicos pelos saberes psicológicos no Brasil, bem como as idéias eugênicas merentes a estes saberes, fatos que fundamentaram práticas legalizadas como internações eugênicas; controle imigratório; desaconselhamentode casamentos interraciais etc. Focalizamos nosso trabalho no estado de São Paulo, devido às preocupações com a onda imigratória que este estado recebia, o que poderia, segundo a perspectiva eugênica, degradar o nível mental e o padrãocomportamental dos seushabitantes. Os dados foram colhidos de periódicos específicos de medicina, eugenia, psiquiatria e psicologia produzidos no estado de São Paulo entre 1900 e 1940
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Foi feita, em 1998, a réplica de uma pesquisa realizada entre 1929 e 1944 por Helena Antipoff e em 1993 por Regina Helena de Freitas Campos, com o objetivo de investigar o impacto, nos ideais das crianças de Belo Horizonte, da ênfase que a mídia vem dando ao consumismo na sociedade contemporânea. Um questionário aberto foi aplicado a 307 crianças (151 meninas e 156 meninos) da quarta série das escolas públicas e particulares de Belo Horizonte. Os dados referentes aos ideais destas crianças foram submetidos à análise de conteúdo, por gênero, e comparados com os dados das pesquisas anteriores. Foi comprovada a hipótese de que os valores transmitidos pela mídia vêm contribuindo para mudanças nos ideais infantis ao longo do século.
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