A sua pesquisa
Resultados 28 recursos
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Esta dissertação investigou as possibilidades educativas do Estudo Dirigido no ensino de História como atividade de mediação, como recurso técnico-político para a construção de conceitos científicos a partir da apropriação do conhecimento histórico. A investigação contou com a aplicação e acompanhamento de uma sequência didática aplicada para o ensino médio em uma escola pública do município de Contagem - MG, com duração de um mês durante o ano de 2022. A utilização de atividade prática de mediação intelectualizada apontou para o fortalecimento de um processo de instrução robusto em termos pedagógico e didático – na perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica. Este trabalho atua com categorias da lógica dialética, movimento, desenvolvimento e contradição, a partir da atividade de instrução escolar com a perspectiva da ensinar conceitos científicos no campo da História. A Psicologia Histórico-Cultural foi utilizada para o desenvolvimento da análise das ações subordinadas do estudo dirigido visando compreender o processo de produção de sentidos e o desenvolvimento dos conceitos científicos. Os resultados da pesquisa indicaram que os conceitos científicos foram apropriados pelos estudantes, sendo a atividade um elemento de mediação determinante para o desenvolvimento da ação de verbalização intelectualizada de conceitos científicos históricos. As análises mostraram também que a partir do desenvolvimento de interações dos fatos históricos com categorias do quadro conceitual, elevaram o número de relações de codeterminação entre conceitos científicos e por isso contribuiu com a apropriação do conhecimento histórico. Na mesma medida, a atividade contou com intenso trabalho não material de planejamento e de problematização do professor, bem como a consolidação da realização pelos estudantes de textos dissertativos-argumentativos evidenciando sentidos históricos científicos corretos sobre a temática estudada.
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O cuidado psicológico à população LGBTI+ na atualidade é fruto de processos históricos de patologização e negligência no campo da medicina e da psicologia, somados a uma cultura ocidental homofóbica. Segundo a literatura, tais processos continuam exercendo influência em como a assistência psicológica é formulada e operacionalizada. Desse modo, o objetivo desta investigação é analisar como se dá a capacitação destes profissionais e identificar as recomendações para uma atuação profissional adequada. Para tal, foram realizados dois estudos, o primeiro se tratando de um estudo documental que analisa de que forma o cuidado psicológico com a população LGBTI+ é descrito e proposto por associações profissionais ao redor do mundo e o segundo, uma revisão integrativa de literatura que explora como tem se dado a capacitação dos psicólogos para atuar com essa população. O primeiro estudo demonstrou uma ênfase na conscientização do profissional sobre as contribuições históricas da Psicologia; a necessidade de autoavaliação do mesmo; a importância do desenvolvimento de uma postura profissional afirmativa e do envolvimento com a promoção de mudanças sociais e políticas. O segundo estudo explorou atitudes e competências profissionais no manejo com a população LGBTI+, avaliação de programas de treinamento específicos para o trabalho com esse grupo e a percepção dos clientes em relação às competências dos profissionais. Os trabalhos se complementam ao proporcionar um entendimento, sob perspectivas distintas, de como qualificar o cuidado psicológico à população LGBTI+.
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A dissertação apresenta a produção do conhecimento histórico sobre concepções de Educação Profissional para os menores desamparados que fundamentaram os discursos políticos de Helena Antipoff, no período de 1930 a 1935. A escolha temporal reflete o período que Helena Antipoff protagonizou a criação de várias instituições educacionais e mobilizou recursos por meio de palestras, conferências, artigos, seminários e relatórios. Os escritos publicados para esse fim definem o corpus de análise para a compreensão da problemática de pesquisa. A fundamentação teórico-metodológica deste trabalho é a Análise do Discurso Político de linha franco-brasileira, destacando as ferramentas conceituais de Foucault, Charaudeau e Berstein. Primeiramente, apresentamos a constituição da identidade de Helena Antipoff como sujeito político tendo como base os critérios de validação propostos por Charaudeau de legitimidade, credibilidade e autoridade. Em seguida, com base nos estudos teóricos e análises empreendidos, procurou-se conhecer, partindo da materialidade linguística presente no corpus selecionado, as concepções e os efeitos de sentido de Educação Profissional para os menores desamparados nos discursos políticos de Helena Antipoff. Nosso estudo, identificou a presença de formações discursivas higienistas, liberais, escolanovistas e republicanas na caracterização dos sujeitos menores desamparados e no projeto de Educação Profissional pensado para atender esses sujeitos. Ressaltamos que o projeto de Educação Profissional pensado por Helena Antipoff foi considerado no âmbito da pesquisa como importante vetor na identificação das culturas políticas que marcaram o período histórico estudado. Os discursos analisados apontam a aproximação da cultura política republicana em contraposição à cultura política varguista. Lembrando que o recorte histórico corresponde a um período de transição no cenário político brasileiro com o fim da República Velha e início da Era Vargas.
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Esta tese tem como objetivo apresentar a história da separação que a psicóloga e educadora Helena Antipoff entreteve com seu filho único, Daniel, educando-o por meio de cartas semanais entre ela e ele, durante 9 anos, de1929 a 1938. O referencial teórico utilizado para trabalhar essa extensa correspondência executa uma espécie de fenomenologia sugerida por Husserl, acrescida dos cuidados que as críticas de Kant e de Marx postulam para a atividade teórica, levando também em consideração a literatura epistolar dos últimos séculos, como as recentes publicações das cartas entre Claparède e Antipoff e das de Freud a seus filhos. Quanto ao método, depois de uma leitura longitudinal das cerca de 700 cartas, ordenadas cronologicamente, selecionamos 58 de Helena Antipoff, distribuídas em três quadros (da infância, da adolescência e da juventude de Daniel), esquadrinhadas pelos temas tratados para, em seguida, apresentarmos algumas delas. Consideramos que os resultados obtidos oferecem aos estudiosos uma visão geral do conteúdo e da relevância desse acervo para o tratamento das relações de contraponto - a partir da escola - às limitações da família, porque nos remetem ao que de melhor oferecem a filosofia, a psicologia e a pedagogia de todos os tempos para conclusão da tarefa educativa. Sobre esse patamar, ergueu-se um tripé: a criação de uma escola nova, em Beauvallon, França, as cartas semanais e o escotismo, com o verniz da musicalidade. Os golpes de estado no Brasil(1930 e 1937) e a ascensão do nazismo na Europa, envolvem o conteúdo lírico e filosófico das cartas, tornadas testemunho vivo daqueles momentos históricos. Por sua vez, a então recente ação educativa de Antipoff, na Rússia dos primeiros anos da revolução de 1917, revela-se por escrito numa tradução informal de suas dúvidas e convicções. Os insistentes convites ao filho para se juntar a ela no atendimento à juventude encarcerada pelo sistema prisional mineiro sinalizam, naqueles anos de separação, sua inclinação pelos caminhos inclusivos da educação, a tônica de sua obra magistral. À guisa de conclusão, consideramos que nosso esforço trouxe à luz - como um convite - uma opção apaixonada pela arte de viver e pela arte de educar, sugerida naquela separação voluntária entre mãe e filho por quase meio milhar de semanas, unidos pelo laço delicado e íntimo de uma mesma quantidade de cartas mar a mar.