A sua pesquisa
Resultados 14 recursos
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O objetivo deste trabalho é construir uma história que promova a visão da participação das mulheres na constituição do espaço psi no Rio de Janeiro. Para tanto, optamos por investigar as atividades e a inserção das mulheres em uma instituição relevante para a Psicologia em seu período de autonomização. A instituição estudada foi o Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP), da Funadação Getulio Vargas (FGV), no período que vai desde sua fundação, agosto de 1947, até o final da década de 1970. Utilizamos como fonte dados coletados nos Relatórios Anuais do ISOP e entrevistas realizadas com pessoas que atuaram no Instituto durante o período estudado. Assim, buscamos aliar o entendimento do momento vivido pela Psicologia com os modos de se ver e pensar a inserção da mulher na sociedade. O referencial teórico utilizados vai de autores brasileiros como Ana Maria Jacó-Vilela, Paulo Rosas, Antônio Gomes pena a estrangeiros como Aldo Carotenuto, Bosch Fiol e Ferrer Pérez, que contribuem com as pesquisas e relatos para a configuração da história da Psicologia. Além destes, autores que permeiam nossa perspectiva de gênero como Judith Butler, Thomas Laqueur e Margareth Rago. A aliança de perspectivas destes diversos autores aos dados coletados produziram uma análise que promoveu a emergência de diversos fatores que influenciaram a visibilidade feminina na história da Psicologia. Acreditamos que este trabalho possa contribuir para a ampliação do campo de estudos femininos na história da Psicologia, quiçá da ciência brasileira
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Os 17 aparelhos que se encontraram sob o cuidado do Núcleo de Estudos em História da Psicologia da PUC-SP (NEHPSI) foram doados, em 2004, por Pe. Salesiano João Modesti, de Araras SP. Seu achado resulta da pesquisa de doutorado de Iolanda Brandão sobre Os Salesianos na Psicologia Brasileira , defendida no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social dessa Universidade. Trazidos da Itália no início dos anos 1950, os aparelhos eram então utilizados para ensino, pesquisa e prestação de serviços psicotécnicos. Depois de uma primeira exposição realizada na PUC-SP, o NEHPSI tem sido convidado a repeti-la em instituições de ensino e profissionais, tendo realizado exposições na UNICAMP, na Universidade São Marcos, na Universidade Federal de São João del Rei, na PUC/Minas, Campus Poços de Caldas, no Conselho Regional de Psicologia 3ª Região Bahia e Sergipe e no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Registros de observação assistemática são aqui analisados apenas para ilustrar a participação efetiva dos visitantes ao entrarem em contato com os aparelhos. O objetivo desta pesquisa é verificar se a exposição dos aparelhos, juntamente com outros documentos do período, pode ser um recurso para o ensino de história da psicologia do Brasil. Um recorte especial (sete aparelhos para medida de inteligência) foi feito para isso, com duas Exposições (alunos do curso de graduação em psicologia da PUC-SP e de pedagogia da Faculdade Oswaldo Cruz) com questionários especialmente elaborados para os visitantes. Os resultados mostram que a Exposição constrói conhecimento e além de interessante, pode ser um recurso para o ensino de História da Psicologia
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Essa dissertação é dedicada, em primeiro lugar, ao exame da heterogeneidade epistemológica que caracteriza o domínio impreciso e indefinido da Psicologia Social contemporânea. Para tanto, enumera e descreve as principais inspirações filosóficas que respondem pelo perfil de cada uma de suas partes. São três essas filosofias: o Positivismo, a Fenomenologia e o Pragmatismo linguístico. Em seguida, ela se ocupa em apresentar algumas considerações a respeito da história e historiografia da Psicologia Social. Por último, examina e descreve os dois principais movimentos que, nas últimas duas ou três décadas, vem modificando consideravelmente o perfil dessa ciência (a saber, o Construcionismo Social e a Neurociência Social), como forma de apresentar, ainda que sumariamente, o estado atual da Psicologia Social.
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O comportamento infantil conhecido como hiperativo e comumente diagnosticado como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividadeé focalizado, buscando verificar em que medida suas origens podem ser relacionadas ao excesso de estimulação das crianças no mundo contemporâneo. A pesquisa parte da hipótese de que o déficit de atenção e a hiperatividade em muitas crianças diagnosticadas com TDAH seriam decorrentes do contexto psicossocial em que estão inseridas, procurando verificar em que medida este contexto tem contribuído para o surgimento de sintomas comportamentais semelhantes a esse transtorno . A metodologia utilizada na pesquisa de campo é de natureza qualitativa, baseada no método de estudo de caso múltiplo e foi desenvolvida com o objetivo de analisar a relação de três crianças com os estímulos que recebem em seu contexto vivencial, especialmente os provenientes de aparelhos eletrônicos como a televisão, o computador e os jogos de vídeo game: uma criança diagnosticada com TDAH; uma criança que apresenta um comportamento típico do TDAH, mas que não tenha sido diagnosticada; e uma criança que apresenta um comportamento considerado adequado. Para uma análise aprofundada dos dados coletados na pesquisa foi usada a Escala de Auto-Avaliação da Criança SES-C, considerando que as próprias crianças são capazes de avaliar os seus sentimentos. Esta escala, construída por Klimkeit e colaboradores (2006), foi traduzida para o português pela equipe do Laboratório de Pesquisa de Psicologia e Educação Helena Antipoff, de forma a contribuir para um diagnóstico mais eficaz do TDAH. Os resultados encontrados alertam sobre importantes fatores que devem ser considerados para a prevenção de comportamentos problemáticos na escola e na família: o uso indiscriminado das diversas tecnologias existentes atualmente, a fragilidade da família para impor limites nos filhos, e o pouco conhecimento da escola sobre os problemas de comportamento decorrentes do contexto cultural e histórico em que vivemos, além da dificuldade percebida na busca da melhor solução para estes problemas comportamentais, uma vez que não encontra apoio da família. Foi possível constatar assim, que existe uma estreita relação entre o uso indiscriminado dos aparelhos eletrônicos e o surgimento de problemas comportamentais, como a hiperatividade e a desatenção, além de evidenciar que a dificuldade das crianças não está na falta ou diminuição da atenção, mas em sua dificuldade de se focar nas atividades desenvolvidas na escola.
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A presente pesquisa apresenta uma investigação crítica do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), priorizando sua manifestação no espaço escolar. Apesar de toda a polêmica e das incertezas (diagnósticas, epidemiológicas e etiológicas) que o revestem, o TDAH apresenta-se como um diagnóstico privilegiado, que justifica e nomeia os problemas atuais da escola, tais como o “fracasso escolar” e os “desvios de comportamento”. Esse diagnóstico tem favorecido a atual via de acesso do discurso médico à educação, fortalecendo o fenômeno de patologização e medicalização dos problemas escolares. Tal fenômeno, por identificar imediatamente o déficit na criança, impossibilita uma discussão educacional, propiciando a busca de soluções externas inacessíveis à educação. Observa-se que a disseminação e a consolidação dessa categoria nosológica depende da apropriação, por parte de outros grupos, desse discurso médico. Nesse caso, mais que a apropriação, solicita-se dos educadores uma implicação, uma vez que é com base no posicionamento desses profissionais que tal discurso se propaga no espaço escolar. Assim, o que se questiona neste trabalho é exatamente a implicação do educador diante do TDAH, que pode se manifestar de forma a repetir o discurso médico ou de forma a construir uma resposta educacional. Essa pesquisa teve como objetivo principal investigar as representações dos educadores frente a esse transtorno, pois é a partir de como o educador representa o TDAH, que ele se implicará com essa sintomatologia em sua prática pedagógica. Como aparato teórico, recorreu-se à teoria das Representações Sociais, através da utilização de três recursos metodológicos – evocação livre, entrevistas e grupo focal – e às contribuições da psicanálise à educação. Nos resultados da pesquisa, observou-se, através das construções representativas dos educadores, que o TDAH é visto menos como patologia, estando mais associado aos comportamentos escolares desviantes que marcam o cenário escolar atual. Isso justifica a grande incidência desse diagnóstico nos últimos tempos, no referido contexto, e nos leva a crer que a criança TDAH é o protótipo atual da “criança problema”. Observou-se também que, mesmo com a grande incidência e insistência da afirmação do discurso médico em relação ao referido transtorno, acredita-se na existência de outras formas de evidenciá-lo, uma vez que a entidade nosológica ainda é incerta. A conclusão propõe a busca da discussão, ou de um “contra-senso”, de forma que a problematização seja aceita e que o consenso não seja forçado, sendo essa a saída mais viável para a construção de uma resposta educacional ao TDAH.
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A prostituição infanto-juvenil tornou-se um fenômeno independente da adulta nos idos de 1990, tanto em nível nacional quanto internacional. Percebida sob os signos da gravidade e da urgência, suscitou denúncias, intervenções e saberes especializados. Na busca por compreender as condições de surgimento desses novos discursos, seus fundamentos e perspectivas hegemônicas acerca da prostituição infanto-juvenil, a presente dissertação percorre quatro etapas. Inicialmente, elabora uma genealogia das três principais fontes brasileiras sobre a exploração sexual na década de mil novecentos e noventa: documentos do CECRIA, a série de reportagens Meninas Escravizadas da Folha de S. Paulo e a CPI da Prostituição Infantil de 1993. Sob inspiração foucaultiana, elabora nova genealogia, agora sobre o sexo, em sua relação com o cristianismo, o direito e as ciências humanas e médicas. Visando a perceber novos olhares sobre a prostituição infanto-juvenil, em seguida ouve prostitutas adultas, uma militante dos direitos das prostitutas e também adolescentes envolvidas com o mercado sexual. A última etapa, de feições ensaísticas, constitui uma tentativa de vislumbrar possibilidades para uma sexualidade mais livre e de apontar trajetórias mais interessantes para a prostituição adulta e infanto-juvenil.