A sua pesquisa
Resultados 25 recursos
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O presente trabalho é o resultado de uma pesquisa de mestrado em educação, realizado entre os anos de 2006 e 2007. Nele, procuramos estudar a disciplina de Psicologia da Educação em escolas da cidade de Maringá, na tentativa de compreendê-la como matéria de ensino nas Escolas Normais Secundárias do município. Nosso objeto de pesquisa contemplou o ensino dessa disciplina em três Escolas Normais, no período de 1950 a 1970, pela análise, em um primeiro momento, de documentos escolares e, num segundo momento, dos livros e manuais didáticos encontrados nas bibliotecas das instituições escolares, os quais eram disponibilizados às normalistas. As escolas estudadas foram: o Instituto de Educação Estadual de Maringá (IEEM); o Colégio Santa Cruz e o Colégio Santo Inácio. Os autores fundamentais utilizados para as discussões e compreensões acerca da história da Psicologia foram: Antunes (1998; 2004); Campos (2001; 2003) e Massimi (1990; 1996). Nesta pesquisa, verificamos que a maioria dos autores era de origem estrangeira; a aprendizagem foi o tema tratado com mais veemência pelos autores; o campo prático educacional foi o mais expressivo; o referencial teórico da psicologia comportamental foi o mais encontrado na literatura. O ensino da disciplina de Psicologia da Educação estava pautado nos preceitos escolanovistas, com alguns pontos da pedagogia tecnicista. Com esses dados, percebemos a importância da realização de uma pesquisa histórica baseada em fontes documentais, uma vez que essas preservam tanto a história institucional quanto a história daqueles que dela participaram.
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Este trabalho teve por objetivo principal o estabelecimento de possíveis pontos de aproximação e distanciamento entre a Teoria Histórico-Cultural de Lev Vigotski e uma das suas contemporâneas intelectuais mais destacadas conhecida como Reflexologia Soviética. Para alcançar este objetivo foi realizado um trabalho de revisão bibliográfica no intuito de dar visibilidade às trajetórias intelectuais e políticas de Vigotski e de três expoentes da Reflexologia Soviética: Ivan Séchenov, Vladimir Bechterew e Ivan Pavlov. Foram analisadas algumas das condicionantes filosóficas, científicas e ideológicas das produções intelectuais das duas escolas de pensamento tendo em vista a reunião de subsídios para o início da fase subseqüente da investigação. Esta consistiu numa análise de conteúdo quantitativa e qualitativa das referências feitas aos autores da Reflexologia Soviética nos textos presentes na publicação das Obras Escolhidas de Lev Vigotski. Foi possível concluir que a Reflexologia Soviética possui presença significativa nos textos reunidos nas Obras Escolhidas de Vigotski. Percebeu-se também que há mudanças qualitativas significativas nas menções de Vigotski aos reflexologistas, embora o conteúdo crítico relativo à negação reflexológica da atribuição de estatuto científico ao estudo da consciência tenha consistido num posicionamento constante nos textos colocados em análise neste trabalho. Além disso; constatou-se que as referências de Vigotski aos reflexólogos possuem um caráter fundamental nas conjecturas teóricas histórico-culturais, tendo em vista a constatação de que a presença dos reflexologistas é uma das mais expressivas dentre outras existentes na coletânea que foi objeto desta análise. Constatou-se que Vigotski parecia concordar com a afirmação reflexo lógica de que a aprendizagem reflexa consiste num dos fundamentos do desenvolvimento cognitivo, embora tenha destacado que, no caso específico do desenvolvimento humano, a utilização de signos verbais prepondera na estruturação dos processos cognitivos quando comparada às aprendizagens mais elementares e não mediadas culturalmente, típicas do condicionamento de respostas reflexas descritas pelos reflexologistas.
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Esse trabalho insere-se na perspectiva da história da psicologia, e tem como objetivo desvelar a história da Gestalt-terapia e da Abordagem Gestáltica no Brasil. A pesquisa tem um caráter empírico, de cunho qualitativo, utilizando-se do método historiográfico. Partese de entrevistas semi-diretivas realizadas com alguns dos primeiros profissionais a trabalhar com esta abordagem no Brasil, aqui denominados primeiros atores , no eixo geográfico que compreende o estado de São Paulo e o Distrito Federal, mais especificamente Brasília. Essas entrevistas foram analisadas sob um olhar fenomenológico, e agrupadas em temas centrais, de modo a abordar a visão particular desses primeiros atores no sentido de compreender, a partir de suas percepções individuais, como chega; com quem chega e como se desenvolve a Gestalt-terapia no Brasil. Este trabalho contribui não apenas para elucidar o legado histórico da Gestalt-terapia, mas também para refletir sobre suas perspectivas sociais e politicas. Assim sendo e, a partir de um olhar crítico sobre as contribuições, possibilidades e perspectivas, o estudo corrobora com a solidificação dos estudos epistemológicos da abordagem gestáltica.
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Esta pesquisa é uma investigação dos caminhos seguidos por Edward Bradford Titchener para a elaboração de uma proposta de psicologia, apontando acordos e desacordos entre Titchener e seus contemporâneos alemães e americanos. Por meio da análise do seu Text-Book e alguns dos seus artigos, objetivou-se entender a metodologia titcheneriana e legitimar seu eixo intelectual na história da psicologia. Realizou-se uma discussão entre a fisiologia experimental inglesa e alemã sobre a natureza perceptiva do espaço a fim de mostrar que o panorama contextual das tradições empíricas e continentais entrelaça tanto a formulação da psicologia experimental alemã, quanto da psicologia experimental titcheneriana. Questiona-se, então, o modo como o autor é tratado pela historiografia moderna, procurando localizar a perspectiva histórica que construiu a imagem titcheneriana na memória da psicologia. Esta pesquisa pretende contribuir, portanto, com uma historiografia crítica, estabelecendo outro enfoque para o papel de Edward B. Titchener na história da psicologia
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Esta pesquisa abordou o processo de profissionalização do psicólogo no Brasil na década de 1960. Tal processo foi efeito das articulações estabelecidas na unificação e regulação do exercício profissional por todo o país. A constituição da psicologia como ciência e profissão foi permeada por discursos e práticas que atravessavam as atividades experimentais e de aplicação de tal saber. A profissionalização foi efeito provisoriamente estabelecido num embate de forças efetuado entre controvertidas versões. O resultado foi a fabricação de um especialista e técnico em aplicações psicológicas e a estabilização da proposta em psicologia experimental. Tal resultado ampliou a rede de constituição da psicologia como profissão através da multiplicação das controvérsias.