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Este estudo procura problematizar, na história da psicologia, suas aplicações ao trabalho focalizando duas dimensões analíticas, inter-relacionadas, informadas por seus movimentos no Brasil, no período 1920-65. A dimensão epistemológica refere-se a história dos conceitos e teorias psicológicas, em suas raízes e trajetórias, no processo de configuração da especialidade "Psicologia do Trabalho", considerando suas peculiaridades brasileiras. Busca desvendar e interpretar as intenções e interesses ínsitos em suas proposições e paradigmas, vinculada a demandas concretas, expressas em contextos específicos na história das ciências. Caracteriza os delineamentos do seu objeto, dinâmico e transitório, em cada fase de sua história (relação do indivíduo processo com suas tarefas laborais; formas de inserção no produtivo; relação com o sistema organizacional ... ). A pesquisa histórica reconstrói sua trajetória, percorrendo as várias fases identificadas na literatura especifica, produzida e/ou publicada no Brasil, culminando no processo de reconhecimento e regulamentação da profissão de psicólogo. A dimensão prática procura articular teorias, procedimentos e aplicações concretas, chamando a atenção para seu processo de instrumentação e para seus efeitos políticos, ideológicos e econômicos, inscritos na história da industrialização brasileira. Situa tal articulação no cenário das relações de trabalho, mecanismos reguladores adotados pelo Estado, tendo como escopo sua legitimação e a acumulação capitalista. Discute projetos e programas implantados, no campo do ensino profissionalizante, da seleção e orientação profissional e treinamento
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ESTA DISSERTAÇÃO FAZ UM BREVE HISTÓRICO DE DUAS UNIVERSIDADES, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, INCLUINDO TAMBÉM UM BREVE HISTÓRICO DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA USP E DA FACULDADE DE PSICOLOGIA DA PUC/SP. A SEGUIR MOSTRA COMO FORAM FUNDADOS OS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA ESCOLAR DO IPUSP E O CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO DA PUC/SP. LEVANTA A PARTIR DA LEITURA DOS RESUMOS DAS DISSERTAÇÕES DE MESTRADO DA DÉCADA 1970-80 DOS CURSOS MENCIONADOS: A TIPOLOGIA DA PESQUISA USADA NA DISSERTAÇÕES; TEMA-ÁREA ABORDADO NAS PESQUISAS; E, A BASE TEÓRICA USADA NAS DISSERTAÇÕES. CONSTATA QUE O CURSO DE PSICOLOGIA ESCOLAR DA USP UTILIZA MAIS TEMAS EM PSICOLOGIA EXPERIMENTAL HUMANA ENQUANTO QUE NO CURSO DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO DA PUC/SP UTILIZA-SE MAIS TEMAS EM PSICOLOGIA EDUCAÇÃO. CONSTATA TAMBÉM QUE O CURSO DA USP USA MAIS UMA METODOLOGIA EXPERIMENTAL ENQUANTO QUE NA PUC/SP PREDOMINA UMA METODOLOGIA CORRELACIONAL E, FINALMENTE, QUE A BASE TEÓRICA USADA NA USP POSSUI CARÁTER MAIS CIENTIFICISTA E MENOS ROMÂNTICO, ENQUANTO QUE NA PUC/SP HÁ UM EQUILÍBRIO ENTRE CIENTIFICISMO E ROMANTISMO. CONCLUI QUE AS CAUSAS DESSAS DIFERENÇAS PODEM SER: A) OBJETIVOS DISTINTOS DAS DUAS UNIVERSIDADES; B) ÉPOCA NA QUAL OCORRE A PRODUÇÃO DESSAS DISSERTAÇÕES (DITADURA MILITAR) E C) O FATO DE SEREM DE REDES DE ADMINISTRAÇÕES DISTINTAS, UMA GOVERNAMENTAL E OUTRA NÃO-GOVERNAMENTAL.
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Questionando a tendência pragmática, existente na atualidade, de traduzir a teoria Histórico-Cultural de L.S VYGOTSKI (1896-1934) para solucionar problemas educacionais, este estudo acabou por discutir a historicidade do pensamento desse autor, ausente nas traduções e na leitura da maioria dos intérpretes que respondem pela ampla divulgação dessa teoria no meio educacional. O fato de Vigotski ter elaborado sua teoria como expressão das lutas da sociedade soviética, para subverter a ordem das coisas, no período imediatamente posterior à Revolução, faz a grande diferença entre ele e os ocidentais que, como ele, enfrentavam a teoria burguesa biologicizante . Sua preocupação em postular a natureza histórica da consciência humana, longe de constituir-se numa disputa eminentemente teórica, como no lado ocidental, se fez nas disputas concretas entre os elementos "contra-revolucionários" da burguesia, que ainda tinham um papel histórico a desempenhar na sociedade soviética, e o projeto coletivo de construir a sociedade comunista, razão pela qual o povo soviético fizera a Revolução. Demonstrar a origem histórica da consciência humana, objetivo principal de todos os postulados vygotskianos, não significava apenas a formulação de uma outra vertente teórica que opunha-se ao materialismo biologicizante e ao subjetivismo, mas, antes de tudo, implicava em afirmar a possibilidade de transformação da sociedade pela ação humana, ou seja, a própria Revolução. Desta forma, transplantar a teoria de Vygotski para a atualidade, imaginando que ela, por si só, se aplicada ao sistema educacional, será capaz de desenvolver atitudes que valorizam o coletivo, significa entrar em desacordo com os postulados vygotskianos de que a consciência humana constrói-se na intercessão entre teoria e prática social.
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O presente trabalho tem como objetivo apresentar dados sobre o processo de criação do curso de Psicologia na Universidade Federal da Bahia - UFBA, obtidos em pesquisa realizada em Salvador, na Bahia, entre 1997 e 1998. Foram utilizadas como fontes primárias os arquivos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e depoimentos coletados através de entrevistas semi-estruturadas com personagens que em diferentes níveis e fases, participaram do processo. Parte dos dados está sistematizada em forma de cronologia entre 1961 e 1973, respectivamente, ano da primeira iniciativa oficial de criação do curso e o ano de colação de grau da primeira turma de concluíntes. Os depoimentos estão disponibilizados na íntegra, após revisão dos depoentes, para futuras análises.
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O CONGRESSO INTERNACIONAL E O CONGRESSO INTERAMERICANO DE PSICOLOGIA REPRESENTAM INSTÂNCIAS FUNDAMENTAIS PARA A CONSTRUÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO CONHECIMENTO PSICOSSOCIAL. ESTE FOI O EIXO NORTEADOR DA PRESENTE PESQUISA. BUSCAMOS EVIDENCIAR A PRÓPRIA TRAJETÓRIA DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA SOCIAL NO BRASIL, SEU MOMENTO DE CRISE, OS QUESTIONAMENTOS ELABORADOS, A BUSCA POR NOVOS REFERENCIAIS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS, OS PRINCIPAIS TEMAS TRABALHADOS E OS PESQUISADORES QUE ATRAVÉS DE SUA PARTICIPAÇÃO NESSES EVENTOS, CONTRIBUÍRAM DE FORMA DECISIVA PARA A CONSTRUÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DESSA DISCIPLINA CIENTÍFICA. PARA TANTO, CONSULTAMOS OS ANAIS DOS REFERIDOS CONGRESSOS, PRIVILEGIANDO AS INFORMAÇÕES QUE SE REALCIONAVAM COM A PSICOLOGIA SOCIAL. VERIFICAMOS QUE A PARTICIPAÇÃO DOS REPRESENTANTES DO BRASIL, CUJA ÁREA DE INTERESSE ERA A PSICOLOGIA SOCIAL, SE DEU DE FORMA MAIS EFETIVA NO CONGRESSO INTERAMERICANO DE PSICOLOGIA. OS TRABALHOS APRESENTADOS NOS MESMOS INDICAM SER POSSÍVEL PERCEBER A MUDANÇA TEMÁTICA OCORRIDA A PARTIR DA SEGUNDA METADE DA DÉCADA DE 70. VERIFICAMOS, AINDA, UMA PREOCUPAÇÃO DOS PRESQUISADORES, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 80, EM APRESENTAR ESTUDOS RELACIONADOS COM O DEBATE ACERCA DOS PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA SOCIAL. OUTRO PONTO QUE MERECE SER DESTACADO É A ONSTANTE PARTICIPAÇÃO NESSES EVENTOS, DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR LOCALIZADAS NA REGIÃO SUDESTE, PRINCIPALMENTE A PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO E A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. ALÉM DESSAS, TAMBÉM AS UNIVERSIDADES DO SUL E NORDESTE DO PAÍS ENVIARAM UM NÚMERO SIGNIFICATIVO DE REPRESENTANTES. AO FINAL, ESPERAMOS TER LANÇADO NOVOS ELEMENTOS QUE CONTRIBUAM PARA A COMPREENSÃO DE UMA HISTÓRIA QUE NÃO É LINEAR, UMA HISTÓRIA QUE AINDA ESTÁ SENDO CONSTRUÍDA NÃO SÓ NAS UNIVERSIDADES, MAS NOD DIVERSOS CAMPOS DE ATUAÇÃO E DE PESQUISA: A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA SOCIAL.
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O PRESENTE TRABALHO TEM COMO OBJETIVO ANALISAR, REGISTRAR E DIVULGAR A HISTÓRIA DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA.). COM ELE, PRETENDO CONTRIBUIR PARA A HISTORIOGRAFIA DA PSICOLOGIA NO PARÁ. TOMADA COMO PARÂMETRO, A PERIODIZAÇÃO DE PESSOTI ( 1988 ), O PRESENTE TRABALHO COLOCA EM FOCO O CHAMADO "PERÍODO PROFISSIONAL" DA PSICOLOGIA. A PROPOSTA É A DE ACOMPANHAR, ATRAVÉS DO USO DE FONTES OFICIAIS E ORAIS, O MODO COMO SE CONSTRUIU O CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ, NO PERÍODO QUE ABRANGE OS ANOS DE 1971 À 1979. A OPÇÃO POR UM PERÍODO QUE ENVOLVE OS ANOS QUE ANTECEDERAM A IMPLANTAÇÃO DO CURSO ATÉ O SEU RECONHECIMENTO PELO MEC, PERMITIU-NOS RESPONDER ÀS SEGUINTES QUESTÕES: A PARTIR DE QUANDO E POR QUE SURGE A NECESSIDADE DE SE CRIAR UM CURSO DE PSICOLOGIA NO PARÁ? COM QUAIS EXPECTATIVAS O CURSO FOI CRIADO? DE ONDE PROVINHAM AS PESSOAS QUE ATUAVAM NA ÁREA DE PSICOLOGIA NO PARÁ, ANTES DESTE CURSO SER CRIADO? QUEM FORAM AS PESSOAS QUE PARTICIPARAM DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DESTE CURSO? PARA RECONSTRUIR A HISTÓRIA DO CURSO FORAM UTILIZADAS ENTREVISTAS E DOCUMENTOS, BUSCANDO, DENTRE OUTRAS COISAS, IDENTIFICAR OS PERSONAGENS PRINCIPAIS, A ABORDAGEM MAIS INFLUENTE, AS METAS A QUE O CURSO SE PROPÔS, BEM COMO AS DIFICULDADES ENFRENTADAS.
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Este trabalho busca reconstituir a história da criança de um curso de Psicologia de uma instituição particular de ensino superior da Grande São Paulo, instalado na década de 70, por meio da análise de depoimentos orais de profissionais que participaram dos primeiros anos de seu funcionamento. São analisados seis depoimentos de personagens que tiveram participação expressiva no curso. Os dados estão reunidos nos seguintes temas: 1. a chegada; 2. a formação dos entrevistados; 3. titulação e pareceres; 4. o início do curso; 5. a formação do aluno; 6. o crescimento do curso; 7. um olhar para o ontem... um olhar para o hoje... A discussão articula as características observadas na estruturação desse curso a dois aspectos: a) algumas condições da Psicologia enquanto ciência e profissão na época e b) aos contornos impostos ao ensino superior pela Reforma Unoversitária de 1968. As conclusões apontam que um modelo de formação em Psicologia se consolida na ausência de produção de conhecimento e de discussões necessárias a um campo profissional cuja a recente criação se dera dentro de um processo de contradições e disputas. Esse modelo reforça a concepção da profissionalização nas três áreas clássicas (educação, clínica e trabalho) e usa o mercado como referência, ratificando assim a mentalidade empresarial existente nas escolas. Discutem-se também as implicações do trabalho pedagógico desenvolvido no curso.
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Visa a reconstrução da história e memória do Curso de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes, instituição de ensino superior privada, constituída em 1962, buscando abrir um espaço para explicitar as experiências do passado, tornando-as públicas e visando contribuir para modificar atitudes, adequar ações, propor mudanças, projetar novos caminhos para o futuro; objetiva ainda, subsidiar informações para a história da Psicologia Brasileira e estimular o registro e a conservação de documentos. Utiliza basicamente a coleta de depoimentos de pessoas que de alguma forma estiveram ligadas ao Curso de Psicologia da UM eventualmente os documentos escritos disponíveis. A reconstrução vai do final da década de 60 até o final de década de 70 e meados de 80, período identificado como "época de ouro" de curso, buscando os ensinamentos mais significativos. Concluí que o passado do Curso de Psicologia foi rico em ensinamentos que podem servir de norte às ações futuras e que é preciso examiná-las criticamente para não prevalecer o conservadorismo.
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ESTA E UMA DISSERTACAO QUE SE PROPOE A FAZER UM ESTUDO DO SURGIMENTO DA PSICOLOGIA COMO CIENCIA, NO FINAL DO SECULO XIX, SOB A PERSPECTIVA DE SUAS CONDICOES DE POSSIBILIDADE E LEVANTAR AS IMPLICACOES DESTE ACON TECIMENTO PARA A CONSTITUICAO DA SUBJETIVIDADE MODERNA. OS PRINCIPAIS ASPECTOS QUE SUSTENTAM A PSICOLOGIA COMO CIENCIA SAO DESTACADOS ATRAVES DA OBRA DE RIBOT LA PSYCHOLOGIE ANGLAISE CONTEMPORAINE E DOS TRABALH OS DE VARIOS AAUTORES NELA CONTIDOS QUE COMPOEM O CONJUNTO DE DISCURSOS DA PSICOLOGIA EXPERIMENTAL INGLESA DESTE PERIODO. OS ASPECTOS CONSTITUTIVOS DESTA NOVA CIENCIA SAO ANALISADOS SOB A PERSPECTIVA DA ANALISE GICA DE UM DETERMINADO CONJUNTO DE DISCURSOS EM PSICOLOGIA, NO MOMENTO DE SUA CONSTITUICAO COMO CIENCIA, TEM POR INTENSAO FUNDAMENTAL ESTABELECER AS IMPLICACOES DESTA NOVA PRODUCAO DISCURSIVA SOBRE O HOMEM PARA A CONFIGURACAO DA SUBJETIVIDADE MODERNA.
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Visa a reconstrução da história e memória de um movimento chamado ENEP (Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia), com o intuito de analisar a dinâmica de funcionamento do movimento estudantil na área da psicologia; estimular o registro e conservação do material histórico; e verificar sua importância para a própria psicologia em um âmbito mais global. Enquanto um movimento específico, inserido na dinâmica dos movimentos estudantis e dos movimentos sociais, o ENEP se constitui em um objeto de estudo privilegiado, no sentido de um resgate da história e das interrelações entre o saber psicológico, as identidades culturais, a comunidade psi e o seu papel político. Utiliza a análise de documentos escritos e a coleta de depoimentos de pessoas que viveram o movimento. Tem como amplitude temporal o período entre a década de 60 e a década de 90, no qual o ENEP teve lugar; e se restringe ao estado de São Paulo (amplitude espacial). Tem como eixo norteador a microesfera do ENEPe a microesfera do movimento estudantil e dos movimentos sociais. Conclui que o movimento estudantil na psicologia carece de uma maior organização, continuidade e legado histórico, muitas vezes se tornando um fim em si mesmo, mas que o ENEP constitui importante espaço de influência na formação de futuros psicólogos. Essa é a trilha: caminhos da história e da memória - sempre em eterno movimento...
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A CAUSALIDADE E A VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL SÃO ANALISADAS CONSIDERANDO-SE TEXTOS PUBLICADOS POR B.F. SKINNER DE 1930 A 1938. A ANÁLISE DESTAS QUESTÕES É FEITA EM TRÊS MOMENTOS. NO PRIMEIRO, NO CONTEXTO DE UM PROGRAMA DE INVESTIGAÇÃO NO COMPORTAMENTO, QUE TEM COMO UNIDADE DE ANÁLISE O REFLEXO E DE SUA CONCIENTIZAÇÃO DADA PELA PUBLICAÇÃO, POR SKINER, DE TRABALHOS EXPERIMENTAIS NO SEGUNDO MOMENTO, CONSIDERANDO-SE A FORMA COMO UMA SEGUNDA UNIDADE DE ANÁLISE, O OPERANTE , FOI SENDO APRESENTADA POR SKINNER. NO TERCEIRO, NO ÂMBITO DA APRESENTAÇÃO EM 1938, DE UM SISTEMA DE COMPORTAMENTO. ARGUMENTA-SE QUE A VARIABILIDADE É DESDE 1930, TOMADA POR SKINNER COMO UM PROBLEMA A SER INVESTIGADO. CONSIDERANDO-SE QUE SKINNER ADATA UMA PERSPECTIVA FUNCIONAL QUE CONCEBE A CAUSALIDADE A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DE RELAÇÕES CONSTANTES ENTRE EVENTOS E QUE NÃO ESTÁ COMPROMISSADO COM UMA EXPLICAÇÃO TELEOLÓGICA DO COMPORTAMENTO. ESTA FORMA DE COMPREENDER A CAUSALIDADE, GERA PRINCÍPIOS COMPORTAMENTAIS RELACIONADOS AOS CONCEITOS DE REFLEXO E DE OPERANTE. DISCUTE-SE ENTÃO AS DIFERENÇAS ENTRE AS DUAS UNIDADES E, ESPECIALMENTE, A RELAÇÃO ENTRE O PRINCÍPIO DO REFORÇO NO OPERANTE E AS QUESTÕES DA REPETIÇÃO E DA VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL.
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Este estudo é de característica descritiva e baseia-se em documentos reais e visão de autores locais, dentro de uma perspectiva de integração entre História e Psicologia com a abordagem do conceito de Semmett de "corpo-cidade". O estudo analisa a paralisação de uma cidade (Hamburger-Berg) pela interrupção da estrada de ferro, que a uniria a Porto Alegre e a criação de Novo Hamburgo (New Hamburg) no ponto terminal. Nos anos 30 o tifo em Hamburger-Berg ocorre na Fundação Evangélica e Novo Hamburgo silencia. Numa perspectiva foucaultiana, percebemos esse corpo-cidade silenciando frente à dor e a doença instalada em Hamburger-Berg.
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Este trabalho teve por objetivo realizar uma análise histórica do processo de criação do Instituto de Seleção e Orientação Profissional(ISOP), em 1947, no Rio de Janeiro. Para esta tarefa foi primeiramente analisado o desenvolvimento acadêmico da psicologia aplicada e suas condições de utilização no contexto brasileiro da década de quarenta. Posteriormente analisou-se os determinantes que permitiram que o ISOP fosse abrigado e reivindicado como um setor da Fundação Getúlio Vargas, instituição ímpar no cenário nacional e referência obrigatória para a elite intelectual brasileira nos campos da economia e administração. Finalmente, marca todo este trabalho a preocupação em demonstrar a implementação de um saber psicológico utilitário, voltado fundamentalmente para a racionalização do trabalho, cujo o objetivo principal estaria representado na máxima taylorista: "The right man in the right place".
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O OBJETIVO DESTA PESQUISA É RECONSTITUIR PARTE DA HISTÓRIA DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA PUC/SP (IPPUC/SP). UTILIZAMOS COMO PONTOS PRIMÁRIOS AS SEÇÕES "CRÔNICA DO INSTITUTO" "CRÔNICAS E DOCUMENTAÇÕES RESPECTIVAMENTE DO BOLETIM DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL E EDUCACIONAL (DE 1952-1954) E DA REVISTA DE PSICOLOGIA NORMAL E PATOLÓGICA (DE 1955-1973). OUTRAS FONTES UTILIZADAS FORAM AS PESQUISAS ARQUIVADAS NA FUNDAÇÃO ANIELA E TADEUSZ GINSBERG PERTENCENTES À COLEÇÃO HISTÓRIAS DO IPPUC/SP UTILIZADAS ENTRE 1989-1995".
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NOSSO TRABALHO PRETENDE AVALIAR O MODO DE PASSAGEM DO CONCEITO BIOLÓGICO DE ADAPTAÇÃO PARA O CAMPO DO SABER PSICOLÓGICO NA FORMA DO CONCEITO DE AJUSTAMENTO. NOSSA HIPÓTESE DE TRABALHO É QUE A CONSTRUÇÃO DE TEORIA DE AJUSTAMENTO DA PERSONALIDADE EM PSICOLOGIA, ANTES DE MANIFESTAREM UMESFORÇO DE CONHECIMENTO SOBRE A CONDUTA E A ORGANIZAÇAO DO PSIQUISMO HUMANO, REPRESENTAM OS EFEITOS DE UMA SÉRIE DE EXIGÊNCIAS MORAIS, CARACTERÍSTICAS DE UMA CERTA FORMA DE ORGANIZAÇÃO DO PSIQUISMO HUMANO, REPRESENTAM OS EFEITOS DE UMA SÉRIE DE EXIGÊNCIAS MORAIS, CARACTERÍSTICAS DE UMA CERTA FORMA DE ORGANIZAÇAO SOCIAL. AS TEORIAS DO AJUSTAMENTO PSICOLÓGICO ESTÃO CENTRADAS NUM PROCESSO DE PRODUÇÃO HISTÓRICA E NÃO CENTRADAS NUM CONTEXTO DE DESCOBERTAS SOBRE ANATUREZA HUMANA. CONSIDERAMOS O HOMEM COMO FUNDAMENTALMENTE HISTÓRICO, CONSTIUINDO-SE NUMA CERTA ORDENAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL. PARA TANTO, TOMAREMOS PARA ESTUDO O CONCEITO DE AJUSTAMENTO NO INTEIROR DAS TEORIAS DA PERSONALIDADE. NOSSO TRABALHO TAMBÉM BUSCA INVESTIGAR A VINCULAÇÃO DO CONCEITO DE PERSONALIDADE COM O MODELO MAQUÍNICO. O MAQUINISMO, NA TRADIÇÃO DO PENSAMENTO OCIDENTALM, VAI ALÉM DA QUESTÃO TÉCNICA DAS MÁQUINAS, REPRESENTANDO MESMO UM FATOR DE ORDENAÇÃO SOCIAL. TRÊS MODELOS SÃO TRAZIDOS À DISCUSSÃO: O DAS MÁQUINAS SIMPLES, O DAS MÁQUINAS TÉRMICAS E O DAS MÁQUINAS AUTOPIÉTICAS.
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Este trabalho objetiva desvelar a diversidade que existe na Psicologia Social. Procura compreender sua pluralidade de modo a tornar possível o entendimento do estado atual da disciplina. Para tanto, procurou-se conhecer as diversas tradições existentes na disciplina para estabelecer-se o que havia de comum, de modo que as semelhantes que fundam as diferenças facilitasse o trabalho de destaque das mesmas. Das semelhanças, destacou-se aquela que na opinião da autora era mais significativa para a questão da diversidade. A partir dela, então, estabeleceu-se uma polêmica através da qual fosse possível discutir as diferenças entre as tradições que permitem com que a ciência seja diversificada. Esta discussão deixou claro o caráter oscilante na Psicologia Social entre o "individualismo" e o "sociologismo", características que definem a diversidade da área