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Desenvolver uma história da Terapia de Família é a nossa proposta nesta dissertação. Iniciamos contextualizando o nascimento da família moderna, a partir da história. Consideramos, assim, a estreita relação entre um modelo de família e a idéia de intervenção terapêutica, próprios da modernidade. Apresentamos a Terapia de Família como uma nova forma de terapia que nasce nos anos 50, nos Estados Unidos e escolhemos a Escola de Palo Alto - Bateson / MRI - como marco central para a "invenção" dessa nova prática que rejeitou a noção de intrapsíquico em prol da noção de relação. Narramos a sua história a partir da idéia da intervenção do terapeuta que provoca mudança, desenvolvendo os questionamentos que foram elaborados, posteriormente, pela Terapia de Familia Feminista, pelo Construtivismo e pelo Construcionismo Social. Nosso percurso histórico, por fim, visou a construir uma história da Terapia de Família no Rio de Janeiro. Entrevistamos oito terapeutas de família pioneiros, que realizaram suas formações a partir da década de 70, de oito instituições formadoras. Desenvolvemos, assim, a história da Terapia de Família, de Palo Alto ao Rio de Janeiro, ressaltanto as suas principais características.
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Este trabalho tem como objetivo refletir acerca do papel do estudo histórico na psicologia e revisar o percurso das idéias psicológicas do século XIX ao princípio do século XX. Traça, assim, a aparente substituição, conforme vão ocorrendo modificações nas condições do país, do discurso religioso sobre a alma pelo recém-chegado discurso médico-científico e mostra a permanência daquele discurso ainda nas primeiras décadas do nosso século.
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Este artigo descreve a história da formação do psicólogo no Brasil, enfocando várias propostas de criação do curso de Psicologia, com ênfase à de Waclaw Radecki, não só pelo seu pioneirismo mas, principalmente, pelo pouco conhecimento desse personagem e de sua atuação entre nós. Indica a presença constante do positivismo e do experimentalismo como fundamentos epistemológico e metodológico dessas propostas, aos quais se mesclam mais tarde a matriz compreensivista da psicanálise e, através de novas abordagens psicossociais, a ênfase no compromisso social da formação e da prática profissionais. Aponta que os currículos parecem aglutinar de forma a-crítica as diferentes abordagens em Psicologia, supondo-se uma convicção de unidade intrínseca que se traduz em cursos recortados, repetitivos, reforçadores de subjetividades intimistas
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O ensino de psicologia no Rio Grande do Sul teve seu início relacionado à criação dos cursos de formação de professores primários, também conhecidos como cursos normais. No estado se destacou o papel do Instituto de Educação General Flores da Cunha, de Porto Alegre. Este instituto foi o principal centro de formação de docentes para o ensino primário e difusor de novas idéias relativas à educação, entre elas o estudo dos conteúdos psicológicos. Esta dissertação estuda a presença da psicologia nos cursos normais de Porto Alegre no período de 1920 a 1950. Aponta as diversas idéias psicológicas que influenciaram as práticas pedagógicas da época e identifica os primeiros professores que lecionaram esta disciplina. Para tanto, examina documentos oficiais, decretos-lei estaduais e federais, e publicações que introduziram e regulamentaram o ensino de Psicologia no estado. O estudo argumenta que as idéias psicológicas já se encontravam presentes nos cursos de formações de professores nas primeiras décadas de século XX, embora só comecem a aparecer como uma disciplina autônoma em 1925. E conclui que o ensino da Psicologia experimentou uma expansão a partir do final da década de 1920 que durou até meados dos anos 50, quando ocorreu a fragmentação do currículo dos cursos normais. O ensino da Psicologia despertou o interesse para as questões de desenvolvimento psicológico infantil, da saúde mental e do aconselhamento profissional, reafirmando a existência de uma relação de complementaridade entre Psicologia e Pedagogia. Este trabalho constituiu-se não somente no primeiro esforço de traçar o panorama da presença Psicologia no Rio Grande do Sul, mas também de identificar, nestes primórdios, tendências que influenciam a formação dos psicólogos hoje.
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Este artigo procura traçar o percurso profissional de Eliezer Schneider, um dos primeiros brasileiros com formação acadêmica em Psicologia. Formado em Direito em 1939, pela Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil (hoje UFRJ), prestou concurso para o Instituto de Psicologia daquela universidade, onde ingressou em 1941. Poucos anos depois, obteve o título de Mestre em Psicologia pela Universidade de Iowa (EUA) com tese sobre as teorias emergentistas da personalidade, orientada pelo professor Gustavo Bergman. Da experiência nessa Universidade permaneceu seu interesse pelo behaviorismo, menos talvez por sua metodologia do que por sua ênfase nas situações ambientais como determinantes do comportamento humano. Seu interesse pela Psicologia, segundo seu próprio relato, surgiu com o estudo do Direito - como entender o criminoso, como caracterizar a inimputabilidade? Sua principal influência, contudo, se encontra na formação de toda uma geração de professores de Psicologia Social que, com ele, aprendemos a estender nosso olhar além do paradigma individualista e intimista que caracteriza nossa Psicologia.
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O objetivo foi rever aspectos da produção científica e profissional do psicólogo que é considerado o pai do estudo dos problemas e distúrbios de aprendizagem e pai da moderna Educação Especial. Para considerar apenas algumas de suas múltiplas contribuições, é lembrado que ele trabalhou com: pesquisa científica, intervenção precoce; problemas e disfunções da aprendizagem; processos subjacentes; avaliação; remediação; tecnologia educacional e inserção no fluxo regular. Foi professor e orientador.