A sua pesquisa
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O livro “Mulheres no Brasil: como chegamos até aqui”, organizado por Cristiana Facchinetti, é uma coletânea de oito ensaios históricos escritos por pesquisadoras de diferentes áreas, explorando um período de cerca de 100 anos. Nesta obra, as autoras desafiam a narrativa dominante que historicamente deu destaque ao masculino branco e ocidental, negligenciando a voz das mulheres e suas experiências individuais, subjetividades e lutas éticas e políticas. Os ensaios abrangem diversos temas, como a educação formal feminina no século XIX, o papel das mulheres operárias no início do século XX, a influência da moda nas mudanças sociais, a presença feminina na arte e cinema brasileiros, o papel das mulheres na saúde pública e a persistente luta das escritoras negras. Em suma, este livro presta homenagem às mulheres do passado, inicia um diálogo com as mulheres do presente e aponta para um futuro que reforça o papel fundamental das mulheres na construção da identidade brasileira.
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Neste artigo, realiza-se um estudo historiográfico sobre o psiquiatra Heitor Péres, quem, dentre outras funções assumidas no serviço público, dirigiu a Colônia Juliano Moreira entre 1946 e 1956. A pesquisa teve como interesse principal investigar suas contribuições na área da praxiterapia, isto é, o uso de ocupações terapêuticas no âmbito da assistência psiquiátrica. Heitor Péres foi um grande entusiasta do que denominou praxiterapia integral. Sua trajetória profissional auxilia a compreender o lugar desta prática no campo da medicina psiquiátrica no Rio de Janeiro. As conclusões deste estudo sugerem o emprego paralelo de teorias organicistas e métodos de tratamentos com base nas ocupações terapêuticas em sua prática profissional. A trajetória de Heitor Péres ajuda a problematizar a leitura histórica que se tem feito da psiquiatria brasileira das décadas de 1940 e 1950, assim como a desmistificar a ideia de que a praxiterapia era percebida neste contexto como um método de tratamento inferior àqueles de base organicista.
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Este estudio tiene como objetivo llevar a cabo un análisis de las redes de colaboración científica que se organiza a partir del desarrollo de la investigación historiográfica de la psicología en América Latina. Para ello, se toma como corpus empírico la producción académica de los investigadores que son miembros de la Rede Iberoamericana de Pesquisadores em História da Psicología (RIPeHP). Se emplean herramientas bibliométricas para mapear las redes y establecer indicadores de colaboración científica. Específicamente se hace uso del análisis de coautoría para identificar las comunidades académicas visibles y ocultas que se conforman a partir de las dinámicas de investigación historiográfica en la región. La creación de la Red fue en parte posible por la iniciativa de investigadores del grupo de trabajo en historia de la Sociedad Interamericana de Psicología (SIP). Este año la SIP celebra setenta años de historia desde su creación en el año 1951. En el caso particular de este estudio, exponemos información relevante al interior de la investigación historiográfica y se discute el papel de la SIP en fomentar y contribuir al fortalecimiento de la historia de la psicología latinoamericana.
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Este trabalho é fruto de uma investigação histórica sobre as condições da emergência do grupo do Setor de Psicologia Social da Universidade Federal de Minas Gerais, bem como o desenvolvimento de suas atividades. Tomamos como abordagem metodológica a análise documental, além de entrevistas, com foco no período 1964-1994, estando este marcado por uma grande repressão política que, todavia, não silenciou um debate crítico, o que levou o Setor a ter uma grande contribuição para a institucionalização e fortalecimento da Psicologia Social no Brasil. O intuito é examinar a proposição do Setor a partir das disciplinas ofertadas e entender a diversidade de seus temas, o intercâmbio de pesquisadores e alunos com outras universidades, além da internacionalização desse projeto, incluindo grupos franceses, enfatizando a sua contribuição para a disseminação e consolidação da Psicossociologia.
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La historia de la psicología es un campo de investigación nuevo en América Latina, pero está en pleno desarrollo. La Revista Puertorriqueña de Psicología (reps) atestigua este hecho cuando vemos que hay pocos artículos sobre este tema desde su fundación en 1981. Sin embargo, en el 1993-94 se publicó un número especial sobre la historia de la psicología en Puerto Rico con 12 artículos, seguido por una segunda publicación especial en el 2006 con más de 20 artículos. A partir de estos dos números especiales, hay una presencia constante, aunque reducida, de artículos historiográficos. El objetivo de este trabajo fue hacer una investigación ex-post-facto, histórica, en la cual evaluamos todos los artículos (n = 69) sobre historia de la psicología en la reps, a fin de analizar su contenido, distribución de las autorías (n = 54), género y las instituciones de procedencia. Los principales resultados apuntan que hay una concentración de publicaciones historiográficas de un número reducido de autorías y de pocas instituciones de Puerto Rico. En relación al contenido, los temas más frecuentes fueron las categorías “personajes”, “organización profesional” y “enseñanza de Psicología”, lo que sugiere una historiografía involucrada con la institucionalización de la disciplina psicológica.
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Este trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre el papel del estudio histórico en la psicología y revisar el curso de las ideas psicológicas desde el siglo XIX hasta principios del siglo XX en Brasil, desde la perspectiva de que, aunque tiene su propia singularidad, su historia es similar a la de otros países latinoamericanos, forjada en el proceso de colonización. El método utilizado es una revisión bibliográfica sobre dos temas que se cruzan, la historia de Brasil y la historia de la psicología en el país. Presenta la llamada "psicología tomista" en la época colonial y su progresiva sustitución por la psicología científica, es decir, el paso del discurso religioso sobre el alma por el nuevo discurso médico-científico. Sin embargo, ese discurso se manifiesta con fuerza y retoma una parte de su espacio a principios del siglo XX bajo el disfraz de "neotomismo", mostrando una bifurcación en la enseñanza y la práctica de la psicología en la primera mitad del siglo. Se concluye en la consideración del surgimiento de este debate desde finales del siglo XIX, y aún en el XXI, a través de la llamada psicología cristiana.
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O presente artigo consiste em uma reflexão de natureza historiográfica sobre o percurso da Revista Estudos e Pesquisas em Psicologia, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IP-UERJ), por ocasião do 20º aniversário (2001-2021) do periódico. Por meio de análise documental das edições regulares (excetuando os dossiês temáticos) e de entrevistas com três ex-editoras-chefe, são analisados, em especial: o contexto de criação do periódico, no início dos anos 2000; as transformações no processo editorial, decorrentes tanto das injunções das políticas científicas de avaliação de periódicos pela CAPES, quanto da maciça migração das publicações científicas para o meio eletrônico; os impactos da crise sistêmica de financiamento da universidade pública (notadamente, as especificidades do contexto uerjiano) na segunda metade da década de 2010. Deste modo, reflete-se tanto sobre as especificidades da trajetória da Estudos e Pesquisas em Psicologia, quanto sobre os sentidos e desafios envolvidos no fazer editorial no cenário contemporâneo.
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Este artigo analisa as condições e efeitos históricos da realização do VI Congresso Interamericano de Psicologia (VI CIP)no Rio de Janeiro (1959). Durante o final da década de 1950, o Brasil vivia um período de euforia desenvolvimentista nosplanos econômico e cultural e de emergência de uma nova imagem do Brasil para o mundo. Foi também um período marcadopela criação dos primeiros cursos de graduação em Psicologia (a partir de 1953), bem como das negociações políticas queculminaram na regulamentação legal da profissão de psicólogo (1962). As fontes consultadas foram os Anais do VI CIP,contendo listas de participantes e resumos dos trabalhos apresentados, bem como publicações de imprensa que retratavama cobertura midiática do congresso. O VI CIP teve 409 congressistas provenientes de 13 países, sendo 254 mulheres e151 homens, além de 4 pessoas não identificadas. Percebe-se que a realização do VI CIP foi um marco de impulso para aPsicologia enquanto profissão emergente no Brasil, ao mesmo tempo que a repercussão pública do evento contribuiu tanto paraa visibilidade desta ciência no meio interno, quanto para a divulgação da produção psicológica brasileira a nível continental.
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O texto faz uma síntese da trajetória da psicologia desenvolvida na Europa e nos Estados ao longo da modernidade e apropriada pelos médicos brasileiros no século XIX e pelos educadores já no começo do século XX. Procura-se apontar os interesses pela disciplina oriundos de diferentes campos e instituições que se desenvolveram ao longo dos anos, como as utilizações em organizações, na assistência a menores, nas Forças Armadas, na Educação física etc., bem como a crescente formação de profissionais, a institucionalização científica e acadêmica, a regulamentação da profissão e do sistema Conselho. Destaca-se, nesse processo, a existência de um modelo de indivíduo autônomo, sem amarras sociais. Aponta-se para as mudanças mais recentes que têm sido trazidas e que constituem novos sujeitos e novas propostas de compreensão do humano. Utiliza-se para isso diferentes pesquisas e trabalhos já publicados pela autora.
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O relato de história de vida não é, como muitos pensam, uma metodologia de fácil aplicação, pelo menos em se levando em consideração o pensamento de Walter Benjamin, para quem a história não é simples relato de fatos, mas um encadeamento de experiências que nem sempre podem ser expressas sem correr riscos que, em grande medida, prejudicam ou violentam a consciência do indivíduo que faz do relato um meio para encontrar “redenção” (Erlösung) de experiências do passado marcadas de sofrimentos. Acrescente-se a isso o fato de que, segundo o autor, com a modernidade, perdeu-se a capacidade tanto de contar quanto de ouvir experiências de vida. O texto trabalha essas questões, além de buscar contribuir com os estudos sobre identidade, na perspectiva da psicologia social crítica, que utiliza o método de relato de história de vida.
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Com atuação consolidada na área da Psicologia Escolar e Educacional, o Professor Doutor Herculano Ricardo Campos construiu significativo itinerário como pesquisador e docente, com destaque aos estudos sobre violência e práticas sociais e educacionais com crianças e adolescentes. Nosso entrevistado da Seção História da Revista Psicologia Escolar e Educacional é Coordenador Atual do Grupo de Trabalho Psicologia e Políticas Educacionais da ANPEPP - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia, no biênio 2018-2020 e foi cedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte para o governo do estado do Rio Grande do Norte, para presidir a Fundação Estadual do Atendimento Socioeducativo - FUNDASE. É autor de diversas produções acadêmicas e técnicas, e orientou teses e dissertações que analisam as políticas públicas de educação, infância e adolescência no Brasil, sob a perspectiva histórico-cultural. Sua relevante contribuição para o conhecimento da área pode ser expressa nesta entrevista realizada por Fauston Negreiros.
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Na trilha histórica da relação dos sujeitos com a saúde, interessa-nos analisar os processos de subjetivação neste percurso e as variações nas práticas de saúde modernas. Partimos da bibliografia de pensadores da subjetividade/saúde e forjamos uma pequena história das práticas de saúde no século XX: no início do século, a saúde tem o corpo como objeto; décadas depois, agrega-se o fator risco, tornando os modos de viver objeto de controle; o avanço da ciência molecular no final do mesmo século engendra uma ambivalência à saúde, quando torna o sujeito virtualmente doente pelo risco iminente da contingência genética, e a própria tecnociência promete prever, prevenir e modificar essa condição. Nosso ponto de chegada sugere a emergência de uma noção previdenciária de saúde como um imperativo: produzir saúde incessantemente no presente para diminuir o risco e garantir mais-vida futura. Forjar-se-ia uma subjetividade previdenciária que atualiza a forma moderna de sujeito?
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Estudar documentos não é algo comum à Psicologia, porém, é um caminho pertinente para operar a problematização de nosso presente, que diz respeito a uma área tradicionalmente trabalhada pelos historiadores. Contudo, a Psicologia Social e Institucional tem buscado se apropriar dessa metodologia e, assim, aberto um campo relevante de estudos até então negligenciado pelos pesquisadores em Psicologia. Como nossa pesquisa se insere em um campo de estudos ainda pouco explorado pela Psicologia, acreditamos ser pertinente apresentar apontamentos sobre os embates que operaram no campo da história, para que se formasse uma visão mais ampla e abrangente sobre a noção de documento, além da abertura às novas temáticas com forte destaque ao movimento dos Annales. A partir dessa contextualização, procuramos focalizar a inserção das pesquisas históricas efetivadas por Michel Foucault, e a constituição de uma trilha de precauções metodológicas, denominada arqueogenealogia.
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