A sua pesquisa

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  • Tomando como referência “Vida de uma família judia e outros escritos autobiográficos” (2018), de Edith Stein (1891-1942), objetiva-se subsidiar a leitura integral dos escritos autobiográficos da autora. Vida e obra estão intrinsecamente ligadas e complementam-se para compreender seu pensamento. Stein iniciou tais escritos no emblemático 1933, na Alemanha, contrapondo-se à visão preconceituosa e caricatural disseminada pelo nazismo. O método aqui utilizado foi a narrativa de história de vida, buscando-se o fio condutor que dá sentido aos acontecimentos. Notamos que as vivências narradas por Stein vão forjando sua personalidade, conduzindo-a por caminhos não planejados, mas livremente assumidos, até suas últimas consequências.

  • A pesquisa histórica sobre Psicologia Educacional e Escolar no Brasil ainda é insipiente ante a historiografia de outros campos do conhecimento psicológico. Abordagens biográficas, por exemplo, são ainda mais escassas. A fim de contribuir para suprir a lacuna, este artigo apresenta elementos históricos da trajetória de Eulália Henriques Maimone: professora, pioneira e protagonista na área de Psicologia Educacional e Escolar em Minas Gerais (Triângulo Mineiro), com seu trabalho na Universidade Federal de Uberlândia. O estudo recorreu à entrevista do tipo "história de vida" - própria da metodologia da História Oral. A entrevistada foi a primeira formadora de psicólogos em Psicologia Educacional e Escolar, além de fundar a representação estadual da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional na região. Os primeiros anos de atuação, os desafios e os enfrentamentos por que ela passou ilustram o reconhecimento e a criação de espaços de discussão e aprimoramento dessa área da psicologia.

  • No Brasil dos séculos XIX e XX, o discurso das ciências psi referente a gênero e sexualidade introduziram na sociedade a ideia de que as expressões, identidades de gênero e orientações sexuais divergentes da cis-heteronormatividade seriam passíveis de transformação e cura. Na atualidade, é possível observar este discurso no fenômeno da “cura gay” e das “terapias de conversão religiosa” em crescente visibilidade no país. O objetivo deste artigo é descrever os itinerários realizados pelo discurso patologizante das ciências psi em uma incursão analítica histórica, assim como a apropriação e uso de parte deste por políticos e religiosos cristãos. Através das contribuições da Análise do Discurso Foucaultiana, buscamos tornar visíveis a materialidade e as relações saber-poder circunscritas em torno do fenômeno da “cura gay” e “terapias de conversão religiosa”, demarcando que interessa à Psicologia a compreensão das consequências contemporâneas de um discurso patologizante produzido historicamente pelas ciências psi.

  • Pierre Janet (1859-1947) foi bastante debatido no início do século XX. A historiografia valoriza suas contribuições para a psicopatologia e, em menor grau, seu debate com Freud, com pouco espaço à sua Psicologia da Conduta, mencionada e discutida por personagens importantes. O presente trabalho recupera fontes primárias e secundárias, apresentando características do seu projeto psicológico. O pensamento psicológico janetiano tem caráter genético e funcionalista, apresentando as partes do funcionamento da mente como recapitulação da história evolutiva da espécie humana. O centro de sua teoria são as condutas, ações que incorporam elementos da vida mental, divididas em animais, intelectuais, médias e superiores. Outro conceito são as tendências, disposição do organismo vivo a efetuar uma ação determinada. Apesar da influência de suas ideias em teorias psicológicas, sua falta de interesse em fundar uma escola e atrair discípulos, junto de seu debate com Freud, levara as ideias de Janet a perpetuarem principalmente por via indireta.

  • A renovação da historiografia intelectual sobre a antiga Companhia de Jesus (1540-1773) tem enfocado suas subestimadas, porém complexas, relações com os saberes renascentistas. Objetiva-se, com este estudo, analisar o uso da analogia da medicina da alma em algumas obras de influentes jesuítas dos séculos XVI e XVII, atuantes no contexto europeu e nas missões portuguesas. O exame do uso desta antiga analogia permite repensar os fundamentos, as relações com outros saberes do período e a operacionalidade de um sistema de convenções que nomeava atividades em concordância com a longa tradição médica do humoralismo e com a concepção de alma aristotélico-tomista. Foi realizado um levantamento de obras em que ocorre a analogia da medicina da alma em acervos brasileiros, franceses, italianos e portugueses que incluem fontes de medicina, teologia, pedagogia e manuais de retórica dos séculos XVI e XVII. Esta pesquisa resultou na localização de regras, diretórios, manuais e tratados práticos, além de cartas e sermões de jesuítas que se utilizam do termo medicina da alma. São textos fundamentais como os do fundador da Companhia, Inácio de Loyola; de seu grande colaborador, Juan Polanco; do cardeal Roberto Bellarmino; do retórico francês, Louis Richeome; do teólogo de Louvain, Léonard Lessius; do superior da ordem, Claudio Acquaviva; do procurador geral das Índias, Estevão Castro, e de missionários no Brasil, como José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e o célebre sermonistaAntônio Vieira. Em síntese, os diferentes empregos que estes autores fizeram da analogia da medicina da alma apresentam significações distintas que se superpõem e se complementam. O uso desta analogia evidencia, por um lado, a posição jesuítica nos debates do período acerca da natureza da alma que, sem contradizer a premissa de imaterialidade e de imortalidade de sua substância, fundamenta uma explicação coerente dos complexos processos da .. vida humana. Por outro lado, o múltiplo e complementar uso da analogia produz significações que permitem defender e legitimar práticas modificadoras de funções e movimentos atribuídos à alma. A analogia da medicina da alma confere a autoridade e a atualidade convenientes às diversificadas ações jesuíticas do período, que incluíam uma incipiente atenção à natureza e ao desejo individuais, cuidados com a alimentação, a observância da ordem nos corpos ou o eventual tratamento de enfermidades, indisposições e atribulações; abrangiam a administração de imagens persuasivas, consolatórias, pedagógicas, e, sobretudo, asseveravam o uso da palavra e de seus efeitos transformadores.

  • As chamadas teorias raciais chegaram ao Brasil por volta da década de 1870. De maneira geral, estas teorias afirmavam que as diversas raças humanas estavam submetidas a uma hierarquia determinada naturalmente. Este seria o motivo das desigualdades entre os povos e indivíduos. O Brasil, segundo muitos intelectuais brasileiros e estrangeiros, encontrava-se atrasado em relação às grandes nações por causa de sua grande "diversidade racial". A eugenia, uma ciência ideológica fundada por Francis Galton, chegou ao país como a esperança de "salvação da raça brasileira". Galton propunha estabelecer as condições ideais de reprodução humana, visando o melhoramento racial progressivo em todos os seus aspectos. Incorporadas pela intelectual idade brasileira, estas idéias difundiram-se por muitos domínios científicos, inclusive pelas ciências psicológicas. As técnicas de avaliação como as medidas de Q.I. e os psicodiagnósticos, criados ou adaptados por psiquiatras brasileiros do começo do sempre incluíram da variável "raça". Neste trabalho objetivamos explorar a formação histórica de uma "psicologia racial" no Brasil, enfatizando as suas diversas ramificações e propostas de intervenção no meio social. Partimos de dois pressupostos básicos: 1) A apropriação das teorias raciais pelos saberes psicológicos; 2) As concepções psicológicas inerentes às próprias teorias raciais. Como fontes utilizamos periódicos médicos, educacionais, anais de congressos e de sociedades eugênicas, bemcomo obras de referência, publicados no período em questão. Definimos as seguintes categorias historiográficas para análise: I) As diferenças psicológicas entre as diversas. etnias brasileiras; II) As "tendências" de certas raças para as doenças mentais; III) As propostas de "higiene racial" como forma de melhoramento psicológico da população brasileira. IV) A procura por uma "solução eugênica" para o "problema racial" brasileiro. O período entre ... 1869 e 1940 é quando as interseções entre as ciências psicológicas e as teorias raciais são mais significativas. Nos concentraremos no eixo Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Este estudo se interessa pela dinâmica da dimensão psicológica e da moralidade conforme compreendidos no contexto da prática do karate-do. Saliente-se que no karate, caracterizado como uma técnica corporal de combate, a principal meta é o desenvolvimento do caráter que é constituído através de uma visão de mundo e compreensão de homem que são objetos desta pesquisa. O objetivo deste trabalho é a descrição e compreensão do objeto em questão trazendo uma contribuição aos estudos a respeito das múltiplas visões e concepções de homem e idéias psicológicas presentes no sincretismo cultural brasileiro. Para tanto, inicialmente, utiliza-se metodologia própria para investigação das idéias psicológicas, em que as buscas de compreensão acompanham cuidados de análise histórica que exigem o perscrutamento das influências de maior relevância ao objeto focado, no caso, o budismo zen e o confucionismo. Gichin Funakoshi, aquele que é chamado de o pai do karate moderno, tem suas idéias, tomadas à luz de suas influências determinantes, contrastadas com a análise do pensamento de Masatoshi Nakayama, seu discípulo e um dos protagonistas da diáspora mundial do karate. N Nakayama é a principal fonte documental primária em decorrência da notoriedade de sua ascendência sobre os praticantes brasileiros. Além da análise das fontes documentais vale-se, em um segundo momento, da metodologia denominada arqueologia fenomenológica das culturas para examinar o tema a fundo e oconjunto de entrevistas realizadas com professores japoneses introdutores do karate shotokan no Brasil que foram diretamente influenciados pelo ensino de Nakayama. A partir da análise documental, depreende-se a existência de dois modelos práticos e históricos que, representando o paroxismo de dois conceitos internos do karate, orientam diferentemente a formação do caráter do praticante e têm concepções de homem também diversas. O conceito de kime estende-se como ... expressão técnica da catalisação e direcionamento da vontade norteada por padrões de visão de mundo caracteristicamente orientais. Já o conceito de sun-dome estende-se como a expressão técnica da contenção da vontade acordando com uma visão de mundo sincrética, mas de tendência evidentemente ocidentalizada, como se verifica na percepção bipartida do homem e da realidade. A análise das entrevistas, a partir da arqueologia fenomenológica, revela experiências vivenciais em que se reconhece a manutenção da busca por um ideal de homem em que ocorre a centralidade da hilética (momento sensível) na experiência em relação à noética (momento intelectual). Sustenta-se que a centralidade da hilética nas vivências do praticante tende a se aprofundar como um retomo até origens arcaicas da experiência que se manifestam como abertura à corporeidade em sua dimensão ainda pré-categorial e constitutiva das formações culturais.

  • O êxodo das massas de agricultores provenientes da Itália, sobretudo do Vêneto, e instalados no final do século XIX no interior do Estado de São Paulo, e as diversas etapas de tal processo na formação da identidade ítalo-brasileira constitui o cenário de nossa pesquisa. Tal fenômeno exige indagar sobre o significado do “deixar a pátria” de origem e revisitar os lugares constitutivos da cultura camponesa dos imigrantes. Nosso objetivo é o estudo das cartas dos imigrantes vênetos e dos seus descendentes, visando colher os fragmentos de elos que perpassam as gerações e veiculam os valores de pertença cultural, no que se refere a determinado modo de vida familiar, ao processo de integração e de assimilação dos costumes brasileiros e à atual tentativa de resgate da identidade ítalo-brasileira. O método de análise utilizado é inspirado na fenomenologia de Edith Stein e busca apreender, a partir das estruturas de vivências pessoais e comunitárias, as experiências humanas de enraizamento/desenraizamento transmitidas pelos envolvidos na relação epistolar. O método fenomenológico possibilita reconhecer os pontos essenciais das narrativas em dois pólos importantes, seja na perspectiva interna das vivências dos sujeitos, bem como na dimensão inter-subjetiva. Analisamos, desse modo, as possíveis conexões entre duas distintas realidades: uma referente às correspondências trocadas entre os imigrantes vênetos do Brasil e Itália, e a outra referente às atuais correspondências, sobretudo dos habitantes da ex-colônia de Cascalho no município de Cordeirópolis-SP, que tem permitido aos descendentes a reconstrução da história familiar e constituído em estímulo para a preservação das raízes culturais e do valor das genealogias. Além das cartas, a pesquisa se baseia na leitura da bibliografia referente à imigração italiana no Brasil. Os resultados obtidos revelam a força comunicativa e evocativa do epistolário daquela comunidade de agricultores; mostram os aspectos dinâmicos dos relacionamentos e a busca das novas gerações pelas raízes; e as estruturas das vivências dos indivíduos e da comunidade.

  • Uma biografia científica é geralmente escrita com o objetivo de interpretar tanto o caráter mutante da prática científica quanto as características individuais dos cientistas. Pela identificação dos interesses pessoais de cientistas pode ocorrer uma mudança no modo como a ciência é entendida. O objetivo do presente trabalho é analisar o desenvolvimento da ciência e da psicologia no Brasil tendo a biografia científica de Carolina Bori como ponto de partida. Escrever sobre Carolina Martuscelli Bori é escrever sobre uma pesquisadora que teve um grande impacto sobre o desenvolvimento científico no Brasil. Pode-se dizer que mesmo depois de sua morte a memória de Carolina Bori influencia pesquisas, planejamento de cursos, debates sobre ciência, etc. Exemplos disso incluem os pelo menos 11 artigos sobre ela, escritos entre 2004 e 2012. Além disso, ela já havia sido homenageada com uma edição especial da revista Psicologia USP. Para atingir este objetivo, foi necessário reunir informações sobre ela disponíveis nesses materiais, em depoimentos de uma sobrinha dela, uma funcionária da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, e de 15 pesquisadores de diferentes áreas que trabalharam com ela. Utilizou-se, também, cartas pessoais que ela trocou com o psicólogo estadunidense Fred S. Keller (1899-1996), que se tornou um mestre e amigo pessoal, bem como nos artigos assinados por ela. Carolina Martuscelli nasceu em São Paulo em 4 de janeiro 1924 e era a filha mais velha de suafamília, entre outros quatro filhos. Seu pai era italiano e sua mãe era brasileira. Frequentou uma escola alemã desde os seis anos de idade e formou-se como professora. Como pedagoga, estudou motivação do ponto de vista Gestalt sob orientação de Tamara Dembo durante seu mestrado nos Estados Unidos, e com Annita Cabral durante seu doutorado, no Brasil. No início de 1950, Carolina se casou com um italiano, cujo nome de família ela assumiu e com quem teve um filho. Eles se divorciaram alguns anos após o nascimento de seu filho, mas ela manteve o nome de casada. Depois de um problema pessoal com a chefe da cadeira onde trabalhava, Carolina Bori foi afastada da universidade. Na ocasião, Bori foi convidada para coordenar o departamento de psicologia do curso de pedagogia em Rio Claro. Durante esse tempo, ela foi aluna de Fred S. Keller, e, juntos, escreveram os primeiros trabalhos em um campo que desenvolveram no Brasil e que alguns psicólogos ofereceram resistência. Em 1962, ela foi convidada para criar e coordenar o departamento de psicologia da Universidade de Brasília, na capital brasileira recém-fundada. O curso, com base na experimentação e técnicas comportamentais, começou em 1964, mas em 1965 o governo militar invadiu a universidade e o departamento foi extinto. Com isso, Bori voltou à USP e se tornou a principal pesquisadora no campo da Instrução Programada e PSI no país. Em 1969, ela se submeteu ao concurso de livre-docência, no entanto, devido a rivalidades políticas,seu certificado foi negado. Ela também orientou teses de mestrado e doutorado, dirigiu sociedades científicas que lutaram por melhores condições de ensino e pesquisa no país, contribuiu para o reconhecimento legal da Psicologia no Brasil e foi fundamental para a criação do sistema de ciência e tecnologia brasileira. A partir da biografia científica de Bori pode-se observar uma série de características da ciência e da psicologia no Brasil e como algumas preocupações pessoais e problemas podem levar ao desenvolvimento do campo.

  • Neste trabalho utilizamos os sermões do século XVII, de autoria do jesuíta Antônio Vieira (1608-1697), como de fonte de investigação. Nosso objetivo foi indicar saberes psicológicos nestes documentos. Inicialmente, pressupomos que o autor se apropriou da psicologia filosófica aristotélica da época. Analisamos 208 sermões onde foram catalogados e categorizados excerto com ideias ou termos do léxico aristotélico-tomista (tais como memória, imaginação, sentidos internos, sentidos externos, potências da alma, percepção, paixões, abetos, apetites, reminiscência, razão, alma racional, alma sensitiva, alma vegetativa, espírito, vontade, livre arbítrio, etc.). Observamos que os sermões se utilizam da denominada scientia de anima (ciência da alma) do Curso Conimbricense (manual escolar para ensino de filosofia baseado em comentários às obras aristotélicas). A scientia de anima (ciência da alma) é uma área de conhecimento constituída nos séculos XVI e XVII e que produz um modelo psicológico e antropológico (indicando teoria da percepção, das emoções e da cognição). Indicamos também a utilização da retórica como uma teoria dos abetos e instrumento para intervir e organizar a interioridade humana. Observamos também a influência dos Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola, que são a base de uma teoria da imaginação e da reminiscência e de autorreflexão. Assim, os sermões são uma fonte de estudo que indica da presença de uma "psicologia" nos séculos XVII e XVII.

  • O objeto desta pesquisa são as idéias e as práticas de assistência ao idoso no Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, nas décadas de 1910 a 1950. O Lar Padre Euclides foi fundado em 1919 sob a denominação de Asilo de Mendicidade de Ribeirão Preto, por Padre Euclides Gomes Carneiro. Entende-se a assistência no Lar como uma prática apoiada em idéias psicológicas acerca dos assistidos, motivada pela demanda de um contexto sócio-cultural específico. Através da reconstrução da história e do contexto de inserção da instituição, buscou-se compreender a concepção, a estruturação e o desenvolvimento de sua proposta assistencial e da sua trajetória do passado ao presente. A coleta de documentos foi iniciada na própria instituição, na Biblioteca Padre Euclides e no Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto. Posteriormente foram visitados em São José do Rio Pardo/SP o Asilo de Inválidos e o Museu Riopardense, e em Botucatu/SP o Asilo Padre Euclides e o Centro Cultural. Os asilos destas duas localidades foram também fundados por Padre Euclides. A análise descritiva e crítica dos documentos (relatórios anuais, estatutos, atas, regulamentos, notícias de jornais, fotografias) seguiu a orientação teórica e metodológica da Micro-História. O trabalho é inicialmente composto pelas narrativas histórica acerca da vida de Padre Euclides e das obras criadas por ele, e da origem e desenvolvimento do Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, enfatizando-se as práticas de assistência voltadas ao oferecimento de moradia, trabalho e vida religiosa aos assistidos. Segue-se a descrição e caracterização das idéias acerca dos assistidos, ressaltandose a idéia dos “verdadeiramente necessitados". A partir da análise das principais fontes de receita e despesas da instituição, evidenciaram-se aspectos específicos do relacionamento do Lar com a comunidade, sendo estes responsáveis pela permanência da obra no presente. A reconstrução da história do Lar Padre Euclides, nas décadas de 1910 a 1950, possibilitou também a compreensão da sua realidade atual, do reconhecimento de elementos de continuidade entre o presente e a origem da instituição.

Última atualização da base de dados: 21/04/2026 00:01 (UTC)

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