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Inserido na linha de pesquisa Formação e Profissionalização Docente e movido pela necessidade de sistematização da história da psicologia em Goiás, o trabalho objetivou, partindo de uma perspectiva historiográfica, reconstituir os saberes, as práticas e os discursos psicológicos que contribuíram para a constituição da psicologia científica em Goiás. Para o alcance desse objetivo, procurou-se compreender as raízes da psicologia no Brasil nos períodos colonial e imperial, assim como o processo de desenvolvimento dessa ciência no interior de áreas como a medicina e a educação. Esses estudos foram orientados por uma perspectiva teórica que apreende a psicologia sob um olhar crítico, adotando como referencial os trabalhos desenvolvidos por MASSIMI e PATTO. O trabalho consistiu em uma reconstrução da produção historiográfica no campo da psicologia brasileira, bem como na análise de fontes documentais dos séculos XIX e XX, que possibilitaram a apreensão de saberes e conhecimentos psicológicos em Goiás. A pesquisa evidenciou que tais saberes que constituem o ponto de partida da historiografia da psicologia no Estado, estavam presentes desde o século XIX e consideravam os aspectos psíquicos a partir tanto de concepções inatistas quanto ambientalistas e interacionistas. O trabalho permitiu compreender que a psicologia, ao longo de sua constituição em Goiás, esteve relacionada à medicina e educação. A relação medicina-psicologia evidenciou-se na produção de conhecimentos referentes ao controle dos comportamentos individuais através da purificação e higienização dos espaços sociais. Porém, foi no terreno educacional que a psicologia encontrou maior espaço para o seu desenvolvimento, colaborando fundamentalmente para a formação de professores, especialmente por meio das discussões e proposições de novos métodos pedagógicos no interior das escolas normais, que muito contribuíram para a difusão das teorias psicológicas, especialmente as que caracterizam a Escola Nova. Pode-se dizer que os conhecimentos psicológicos foram fundamentais na difusão de uma nova concepção de educação, de criança e de sociedade, concepções estas que iam ao encontro do modelo de homem idealizado pelos projetos de modernização da sociedade e da cultura de Goiás, até a década de 1950.
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Essa dissertação é dedicada, em primeiro lugar, ao exame da heterogeneidade epistemológica que caracteriza o domínio impreciso e indefinido da Psicologia Social contemporânea. Para tanto, enumera e descreve as principais inspirações filosóficas que respondem pelo perfil de cada uma de suas partes. São três essas filosofias: o Positivismo, a Fenomenologia e o Pragmatismo linguístico. Em seguida, ela se ocupa em apresentar algumas considerações a respeito da história e historiografia da Psicologia Social. Por último, examina e descreve os dois principais movimentos que, nas últimas duas ou três décadas, vem modificando consideravelmente o perfil dessa ciência (a saber, o Construcionismo Social e a Neurociência Social), como forma de apresentar, ainda que sumariamente, o estado atual da Psicologia Social.
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Na literatura da Psicologia, pouca atenção tem sido dado a busca de personagens que foram pioneiros em relação ao tema, ficando sempre o ponto de vista de quem escreveu a história. Esta limitação de buscar novos objetos tem uma relevância significativa para o presente estudo, pois temos como objetivo central contribuir para um melhor entendimento das raízes histórica da psicologia educacional. A escolha desse objetivo nos proporcionou a compreensão da psicologia em virtude das transformações sociais, com destaque para a trajetória intelectual de Manoel Bomfim como instrumentalidade pedagógica utilizando suas controvérsias, encontros e desencontros. Nessa perspectiva é que buscamos analisar aspectos significativos do seu pensamento expresso em sua obra que mostra a importância para este campo de conhecimento. Bomfim não poderia escapar deste destino como tantos outros que contribuíram no campo da psicologia e foram politicamente isolados por razões ideológicas. Sua postura metodológica crítica, em relação às restrições impostas pela superficialidade do ambiente dos laboratórios nos estudos dos fenômenos psicológicos complexos, tornou possível para esses fenômenos serem estudados em sua realidade, através de todas as formas em que se manifestam no processo histórico-social, dando ênfase a linguagem como instância que ao mesmo tempo sintetiza e faz mediação entre o psíquico e o social. Encontramos em sua obra a origem de contribuições dos pesquisadores, ajudando a tirar da sombra a histórica da psicologia como algo de absoluta importância para nossos trabalhos atuais, e não como área separada de estudo. Este trabalho concluiu que Bomfim concebe o fenômeno psicológico como indissociável do processo de socialização, concebendo o psiquismo como instância histórica-social.
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Nesta dissertação, apresentamos o resultado de pesquisa sobre a história da Psicologia em Minas Gerais. Utilizamo-nos de duas bases de dados uma escrita outra oral; a primeira representada por trabalhos já escritos sobre o assunto, e a segunda, constituída por entrevistas feitas com atores importantes na construção da Psicologia mineira. Nosso objetivo geral foi o de recolher impressões dos que fizeram essa história e que, por sorte, ainda se encontravam entre nós; saber de suas vivências, suas memórias, seus sentimentos, suas análises retrospectivas. Tomamos três entrevistas que julgamos mais representativas, para que o leitor pudesse ter acesso às dimensões subjetivas e sutis do discurso e das memórias de cada um. No final, procuramos fazer uma análise confrontando certos aspectos rememorados nas entrevistas com levantamentos de pesquisas posteriores ao período estudado. Incluímos também, como anexos, uma cronologia de acontecimentos importantes para a história da Psicologia em, Minas e uma cronologia do que já se escreveu sobre esse tema.
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O trabalho desenvolvido pretende contribuir para a compreensão de um autor/personagem da psicologia social. Analisamos e acrescemos conhecimento sobre George Herbert Mead e os desdobramentos de sua teoria psicosocial. Para este propósito trabalhamos em duas vertentes básicas: primeiro, através da abordagem social em história da psicologia, confrontamos a vida de Mead com momentos de constituição da psicologia à sua época, colocando em relevo aspectos centrais desta interlocução nem sempre identificados. Correlacionamos a história de Mead com questões sociais, políticas, econômicas e científicas de sua época; informações sobre o que se passava no plano das relações interpessoais ao tempo em que elaborava sua teoria, assim como suas conexões com práticas e valores culturais específicos foram contemplados. A segunda vertente decorre de uma incursão na literatura que perpassa por temáticas concernentes aos estudos meadianos, para o que priorizamos os trabalhos dos sociólogos Peter Berger e Thomas Luckmann e do filósofo Jürgen Habermas. Pretende-se assim contribuir para a história da psicologia social e difundir os conceitos científicos meadianos, tornando-os mais acessíveis aos estudiosos da psicologia social
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