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El principal objetivo de este trabajo es comprender las prácticas cotidianas de gestión de usuarios en los dispositivos post-reformistas en el campo de salud mental brasileño. Por medio del trabajo genealógico sobre las prácticas de gobierno, entendidas como formas de conducción de la conducta ajena, es posible abrir un campo para el estudio de las prácticas de los saberes psi, en cuanto formas de gestión que actúan por medio de los actos libres y naturales de los individuos. Nuestro objetivo es examinar las prácticas cotidianas en algunos dispositivos reformistas como los CAPS por medio de los archivos de los usuarios. Básicamente se han encontrado dos modelos de conducción en los nuevos dispositivos:1) Casos con franca intervención de producción de compromisos y acuerdos con los usuarios, buscando el ingreso de estos a actividades variadas y al protagonismo político (gestión de la voluntad); 2) Casos con poca respuesta del usuario, en que las formas de conducción se implementan por políticas de inclusión de familiares y personajes de referencia cercanos en la gestión de vida del paciente (gestión del medio).
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Pretendemos no presente artigo esclarecer o sentido da crítica efetuada por Michel Foucault na obra de 1961, Historie de la folie, em relação à psicologia. Para tal, partiremos de uma análise do projeto de 1954, Maladie mentale et personnalité, para compreender o percurso da argumentação que teria conduzido o filósofo à crítica que inaugura a fase arqueológica na década de 1960. Acreditamos que, se inicialmente Foucault acreditava ser necessário, em Maladie mentale et personnalité, conciliar as contradições metodológicas da psicologia num projeto unificado; depois, emHistorie de la folie, no lugar de uma conciliação, as contradições passariam a representar a própria condição de existência da psicologia, forma de saber moderna na qual o homem é convidado a refletir sobre si aprofundando-se no jogo de contradição por meio da qual tem-se a verdade interiorizada.
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O presente artigo tem por objetivo chamar a atenção para as teses históricas presentes na obra de Aron Gurwitsch, assim como discutir a importância das mesmas para o campo da História da Psicologia. Para isso, analisar-se-á seus escritos histórico-epistemológicos iniciais - de 1934, 1935 e 1936 - buscando expor, principalmente, o papel que o processo histórico cumpre em sua argumentação e a narrativa histórica que o autor estabelece acerca do surgimento da Psicologia. Para discutir a importância de tal produção para o campo da História da Psicologia, recuperaremos outras narrativas históricas que - com herança direta ou não - se assemelham em algum nível com as teses propostas por Gurwitsch, tendo especial interesse nos deslocamentos operados e na periodização utilizada. Nesse sentido, serão discutidas as conexões com os trabalhos de Georges Canguilhem (que explicitamente remete sua hipótese ao trabalho de Gurwitsch), Luís Cláudio Figueiredo, Michel Foucault e Bruno Latour. Por fim, discutir-se-á o sentido geral da hipótese apresentada por Gurwitsch e pelos demais autores, além de uma discussão sobre a periodização destas condições de surgimento da Psicologia.
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O artigo, que se define como trabalho de reflexão, busca discutir o vínculo entre história da subjetividade e história da objetividade, principalmente no que diz respeito aos primeiros laboratórios de psicologia. Entendendo que explorar tal vínculo requer abordagens simétricas na produção do conhecimento, que não supõem corte entre projetos científicos bem sucedidos e malogrados, nos valeremos de referências provenientes dos estudos Ciência-Tecnologia-Sociedade, da epistemologia política (Despret e Stengers), da genealogia da ética (Foucault) e da história da objetividade (Daston e Galison). Partindo de tais referências, abordaremos três grandes tópicos: a) as práticas operadas nos primeiros laboratórios de psicologia; b) a objetividade propiciada por tais práticas; c) as transformações subjetivas pelas quais os psicólogos experimentais deveriam passar visando obter resultados científicos. Na conclusão, avaliamos se é possível dizer que, no treinamento introspectivo, as técnicas de si operam como uma marca distintiva da constituição de um self científico e como um conceito chave para um estudo histórico destes laboratórios psicológicos.
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This paper aims at discussing the different ways in which subjectivities are produced by psychological practices, with a focus on clinical practice. This research is conceptually based on Isabelle Stengers’ and Vinciane Despret’s Political Epistemology and Bruno Latour’s and John Law’s Actor-Network Theory. For these authors, scientific knowledge is produced not as a representation of reality through well-formed sentences, but as modes of articulation between researchers and investigated entities. To investigate these modes of articulation produced by clinical practices, we observed the modes of articulation present in specific psychological techniques with regard to their users, especially in a therapeutic environment. These techniques follow a wide range of therapeutic approaches (psychoanalysis, cognitive behavioral therapy, Gestalt therapy and institutional analysis) are currently being observed at the DPA (Division of Applied Psychology) at UFRJ (Federal University from Rio de Janeiro) through interviews and an ethnographic approach. Furthermore, we will discuss processes related to interns and patients. With regard to the interns, we observed a very complex and almost impossible mode of negotiation with respect to the practices, concepts and duration of therapy among the therapy groups at DPA. Their education in these different therapeutic approaches can be likened to a process of purification: beyond the discussion of some basic concepts, much of the interns’ education consists in the constant criticism of other approaches. It is also very rare to observe students who practice more than one approach: beyond the pragmatic problem in articulating very different practices, there is a constant process of critique between both groups to which the intern belongs. With regard to patients it was possible to perceive two response patterns: 1) Canonical answers about what therapy is and what its goals are, demonstrating docility regarding the psychologist’s authority. 2) Answers with a more inquisitive position about psychology, with an underlying understanding that it is a way of seeing the world, a philosophy of life, thus presenting a more recalcitrant position. In this case patients link therapy to very diverse practices, and they do so in a very active way, in a process that resembles what Foucault calls the techniques of the self (a group of practices and exercises used actively by someone aiming to transform themselves into an ethical being). We can find such techniques among patients in various practices, e.g. writing in diaries, the singular appropriations of the discourse of the therapists, and even exercises of self-questioning and problematization of the instances of collective life, such as prejudice, stereotypes and subliminal messages. Thus, we can define patients in various ways, but not as passive and patient creatures.
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Foi pela vivência de pesquisa no exterior que Ivan da Costa Marques tomou consciência da dependência tecnológica do Brasil. Foi na pesquisa no Brasil que ele vivenciou a reserva do mercado de minicomputadores como uma linha de fuga da dependência tecnológica, o que para ele seria, para o Brasil, uma aproximação autônoma da modernidade. Foi refletindo sobre como o sucesso dessa linha de fuga se transformou em fracasso que da Costa Marques se deu conta de que as explicações disciplinares, fossem da engenharia, da economia ou mesmo da sociologia, tinham sempre hipóteses e opções implícitas de valores que tendiam a reforçar o modo de ver dos países ditos desenvolvidos. Depois, continuando a estudar e pesquisar sobre as limitações dessa linha de fuga, chegou aos Estudos de ciência, tecnologia e sociedade e situou os Estudos de ciência, tecnologia e sociedade como uma poderosa ferramenta daqueles que estão engajados na superação da colonialidade nas periferias do Ocidente.
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Este trabajo aborda la cuestión de las prácticas gubernamentales presentes en Los Horcones, comunidad mexicana inspirada en la utopía skinneriana Walden II. Para ello usaremos el concepto foucaultiano de gobierno, entendido como “forma de conducción de la conducta”, aludiendo a modos de gestión de la vida de los individuos y colectivos. Desde esta perspectiva, la hipótesis presente es que Los Horcones sería el resultado del desarrollo de una técnica de gobierno que, en un cierto plano, se destaca y se sobrepone al propio Estado. En esta nueva forma de gestión, el gobierno se define como tecnocracia, en el conocimiento científico de los movimientos naturales de los gobernados y estimulando especialmente la autorregulación de todos ellos. En el caso de Los Horcones, así como en Walden II, se pone en cuestión todas las formas soberanas de gestión, en favor de una experimentación de las mejores formas de conducción de la conducta. Lo que se observa en Los Horcones es un desplazamiento y una experimentación de diversas técnicas de gobierno: primero las sugeridas por Skinner en Walden II, posteriormente la democracia y, actualmente, la llamada personocracia. Por fín, serán discutidas especificidades de estas formas de gobierno psi.
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Este trabajo pretende reflexionar sobre las narrativas decoloniales en historia de la psicología, buscando descripciones locales únicas, alejadas de los modelos narrativos genéricos en la comprensión del despliegue de este conocimiento. Más específicamente, exploraremos el caso del laboratorio de psicología experimental instalado en el Pedagogium bajo la dirección de Manoel Bomfim, en Río de Janeiro. Para ello, además de las herramientas de los estudios de laboratorio, es fundamental comprender la producción de laboratorios desde las redes locales, como lo indica la Teoría del Actor-Red y la Epistemología Política. A partir de esta doble referencia, proponemos diferentes preguntas de la historiografía tradicional sobre el surgimiento de los laboratorios de psicología: es fundamental indagar sobre el relevamiento de sus personajes, sus funciones y su perfil institucional. La discusión se centrará en la insuficiencia de la comprensión tradicional del tema, en las diferencias entre cómo las narrativas coloniales y decoloniales conciben la relación entre el material de archivo y las matrices de inteligibilidad y en las consecuencias historiográficas y metodológicas de esta relación.
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Este trabalho tem como objetivo discutir a importância de narrativas descoloniais, no geral, e no campo da história da psicologia, em particular. Para isso, toma-se como ponto de partida os resultados iniciais de um estudo empírico publicado recentemente que investigou os diferentes estilos de gestão no âmbito do trabalho no Rio de Janeiro entre 1949 e 1965 a partir da análise das publicações do periódico Arquivos Brasileiros de Psicologia. Tais resultados apontaram para uma inadequação entre as interpretações dos estilos de gestão operantes, por um lado, no cenário anglo-norte-americano e, por outro, no Rio de Janeiro. A discussão do presente artigo se centrará nessa inadequação, focando nas diferenças entre como narrativas coloniais e descoloniais concebem a relação entre dados empíricos e matrizes de inteligibilidade e nas consequências historiográficas e metodológicas desta relação.
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Pretende-se neste texto tratar da problemática do trabalho no âmbito do cuidado em saúde mental nas Colônias Agrícolas para Alienados no Rio de Janeiro, de modo a confrontar o cerne dessa que é uma das questões que lhe deram a sua razão de ser. Assim, brevemente passaremos pelo contexto de criação dessas Colônias e seus desdobramentos em direção aos territórios da Ilha do Governador e de Jacarepaguá. Veremos como havia um discurso predominante que defendia que o trabalho (físico, braçal) nesses espaços, praticado pelos seus internos, teria um papel fundamental no processo de cura, a chamada praxiterapia. Contudo, podemos observar ao menos dois momentos da concepção das relações entre labor e terapêutica: inicialmente, a atividade produtiva era compreendida quase como um bem em si, não havendo grandes progressos no tocante à qualidade de vida extramuros dos internos. Posteriormente, veremos a abertura para um leque maior de possibilidades simbólicas concernentes à formação subjetiva desses sujeitos que passam a não mais se dedicar exclusivamente a serviços manuais e subalternizados, mas se engajam em atividades criativas e que deixam marcas em seu percurso.
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This paper aims to discuss the importance of decolonial narratives in general and in the field of history of psychology in particular. For this, we take as the starting point the initial results of a recently published empirical study, which investigated different styles of management within the scope of labor in Rio de Janeiro between 1949 and 1965 through the analysis of publications of the journal Arquivos Brasileiros de Psicologia. Such results pointed to an inadequacy between the interpretations of the management styles that are used, on the one hand, in the English and North American context and, on the other, in Rio de Janeiro. The discussion of this article focuses on this inadequacy, underlining the differences between how colonial and decolonial narratives conceive the relationship between empirical data and intelligibility matrices and the historiographical and methodological consequences of this relationship.
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Entre os anos de 2015 e 2016, os estudantes secundaristas realizaram um dos movimentos politicos mais insurgentes dos últimos tempos no Brasil: as ocupações das escolas públicas. Motivadas por várias razões, elas foram marcadas principalmente pelo ineditismo da autogestão dos estudantes, pelo discurso de recusa à filiação partidária e pelo desafio imposto às autoridades públicas. Inscritas numa década de efervescência politica do cenário nacional (despertada pelas manifestações de junho de 2013), as ocupações começaram em São Paulo e depois se espalharam por vários outros estados, com destaque para Rio de Janeiro e Paraná. A visibilidade do movimento, inicialmente localizada nas midias alternativas, ganhou forte repercussão nas mídias hegemônicas provocando a opinião pública e as disputas narrativas sobre ele. Esta tese analisa o movimento a partir das reflexões sobre experiência propostas pelo educador espanhol Jorge Larrosa. Assumindo a experiência como linha mestra, a tese orbita em torno de algumas perguntas sobre as ocupações: o que ficou, em quem ficou e como ficou, aproximando estes efeitos e afetos às ideias de ecos e ressonâncias. Partindo dessa proposta, as ocupações são pensadas como uma experiência de múltiplas camadas constituídas e constituintes das vidas das pessoas atravessadas por elas: estudantes, professores, ativistas, artistas e a própria pesquisadora. Além disso, pelo espaço que o movimento conquistou dentro e fora dos meios acadêmicos, é possível examiná-lo em diálogo com a sociedade. Assim, ele foi desdobrado em diferentes perspectivas: reflexões sobre a politica em seu entendimento formal (movimentos coletivos, partidos e eleições) e também os aspectos políticos da influência das redes sociais, dos usos do espaço e da relação com o tempo na sociedade capitalista, incluindo nisso as profundas conexões com estética, subjetividade, arte e vida. A análise tem os estudos culturais como orientação investigativa e é feita com o suporte de referências teóricas interdisciplinares, observação participante, entrevistas, registros no audiovisual, nas artes cênicas e na mídia em geral (jornais, revistas, redes sociais). O recorte espaço-temporal da pesquisa está situado entre uma ocupação acompanhada pela autora na cidade do Rio de Janeiro em 2016, expressa na dissertação que antecede esta tese (COSTA, 2017), e amplifica o olhar para as ocupações enquanto um movimento extenso e plural com afinidades e diferenças observadas especialmente nas ocupações de São Paulo e do Paraná. O fluxo narrativo utilizado no texto propõe debates teóricos e analíticos seguindo o tom de uma conversa com a intenção de convidar o maior número possível de interlocutores, transitando entre leitores habituados aos textos acadêmicos do ensino superior até um estudante secundarista do ensino básico. Esta escolha atende o desejo e o compromisso de acessibilidade da discussão para um público amplo. Esta tese recusa o rótulo do resultado, no sentido produtivista do termo. Sua contribuição, alinhada a outras pesquisas sobre o tema, está em apontar algumas percepções de efeitos e afetos, apresentando implicações materiais e subjetivas de diferentes intensidades. E conclui que a impossibilidade de captura do movimento, devida a sua singularidade, é justamente sua condição de continuidade enquanto experiência: ecos e ressonâncias ainda em curso.
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Numa narrativa sobre Mário, formas de conhecer o louco e a loucura vêm à tona desde um não-lugar judiciário. Códigos jurídicos, intervenções policialescas, acolhimentos institucionais, afetos interinstitucionais (família, abrigo, escola, Centro de Atenção Psicossocial - CAPS): tudo isso será posto em (re)visão na busca de olhar mediante linhas que constroem breves emaranhados (subjetividades, quiçá). Algo como um nó parece conduzir a narrativa: a construção de um louco a partir das intervenções do judiciário, saúde, assistência social e educação. Como torcer tais figuras de modo a conseguir refletir sobre a loucura e as políticas públicas na contemporaneidade? Uma pista parece vir com a história sendo contada a partir de Mário, um (in)fluxo de forças e saberes será ali agenciado. Crítica à sociedade atual, ao adoecimento produzido pela sobrecodificação das vidas, subjetividades assujeitadas de modo mais cru e encarnado: (re)conhecer problemas há muito tempo instalados, fazer gaguejar instituições que conhecem a loucura, buscar linhas de fuga e não nos centrar em nós, isso parece ser algum potencial resultado do rastreio que aqui se empreende.
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