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Este artigo contextualiza a participação da psicóloga e educadora russo-brasileira Helena Antipoff no Movimento da Educação através da Arte no Brasil, que se configurou pela apropriação das ideias do inglês Herbert Read, influenciadas pelos princípios da Escola Nova e das vertentes artísticas modernistas que circularam internacionalmente desde fins do século XIX. Os resultados da análise de conteúdo em fontes primárias indicaram que a proposta de educação artística de Antipoff fundamentava-se na psicologia, no interesse dos alunos e na valorização do trabalho manual. Destaca-se o protagonismo de Antipoff em integrar a arte na educação com objetivo de conciliar o desenvolvimento psíquico, social e cultural dos alunos, com o apoio de uma rede de colaboradores, entre eles o artista Augusto Rodrigues, criador da Escolinha de Arte do Brasil (1948). Conclui-se que a concepção de Antipoff relaciona-se com a teoria histórico-cultural de Vigotski, que propunha ser tarefa básica da educação estética aproximar arte e vida.
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O artigo “L’expérience russe – L’éducation sociale des enfants” (Antipoff, 1924), reproduzido a seguir, foi escrito pela psicóloga e educadora russo-brasileira Helena Antipoff (1892-1974) e publicado na revista La Semaine Littéraire , em Genebra, em 1924. Trata-se de documento expressivo, original, uma espécie de documento-monumento, no sentido proposto por Zumthor (1960), peça histórica única, testemunho de uma época e de ações humanas empreendidas em um determinado contexto com sentido propositivo, destinado a se tornar um clássico para a posteridade. A narrativa é constituída por um relato de primeira mão sobre o projeto de educação social formulado na Rússia pelos bolcheviques nos primeiros anos após a revolução comunista de 1917 e seus desdobramentos, observados na aplicação prática dos princípios idealizados. Resulta de observação da autora como participante direta de instituições encarregadas de colocar em operação propostas educativas decorrentes das políticas implantadas no território russo naquele período conturbado, de grande instabilidade social. Período marcado também pelas tentativas nem sempre bem sucedidas de realizar os ideais revolucionários inspirados na crítica ao capitalismo formulada por Karl Marx e interpretada pela primeira geração de líderes bolcheviques.
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Highlighting the social and economic context, the article examines the changes in psychiatric care in the state of Santa Catarina from 1971 through 1975. Guided by experts from the Pan American Health Organization, the state government devised a mental health policy that was based on U.S. experiences in preventive and community psychiatry under the Kennedy administration (1961-1963) and that was in tune with the guidelines laid out by Brazil’s National Social Security Division (Divisão Nacional de Previdência Social). As a product of qualitative research based on interviews with professionals involved in the development of these initiatives in the 1970s, the article discusses the background to the 1980s and 1990s psychiatric reform in Brazil and reflects on the historical role of these initiatives in Santa Catarina.
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A maior dificuldade que um psicólogo pode encontrar é a tentativa de definir a sua própria área de saber. Não apenas no que se refere aos seus objetos de estudo, mas também seus métodos, problemas e alvos teóricos e práticos. Para defini-la, ou assumimos um determinado ponto de vista, desprezando os demais, ou esperamos uma unificação futura, na certeza de que estamos acumulando elementos para tal. Dificuldade semelhante ocorre quando se tenta definir o ethos, ou o modo de subjetivação brasileiro. Tal dificuldade de circunscrição se deveria não apenas a uma mistura radical de cultura agregadas em nosso território, mas a um maior incremento de novas influências. Portanto, pensar no modo de subjetivação brasileiro implica em pensar em mais do que uma miscigenação consumada, mas uma constante possibilidade de novas misturas. Essa atitude é consoante ao que Oswald de Andrade chamou de cultura antropofágica. O objetivo deste artigo, é, pois, tormar este conceito antrofagia, não apenas para pensar o modo de subjetivação brasileira, mas de forma paralela, o modo de funcionamento plural das psicologias(AU)
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Procura-se, aqui, saber por que a Psicologia, mesmo almejando-se científica, possui uma multiplicidade de orientações, sem que nenhuma saia vencedora, ou, ao menos, perdedora. Sem se ater à qualquer juízo epistemológico sobre a cientificidade da Psicologia, o que se busca aqui é a constituição de modelos que dêem conta deste estado de coisas. Inicialmente postula-se um modelo sincrônico e descritivo deste quadro da Psicologia, batizado de máquina de múltiplas capturas. Sugere-se aqui que as diferentes Psicologias representam diversos modos em que práticas sociais são acopladas a conceitos científicos que, com este poder de ser ciência, retornam às práticas sociais, produzindo subjetividades. Para explicar o funcionamento destas máquinas, é constituído um modelo diacrônico que visa buscar as condições históricas destas múltiplas capturas na modernidade, onde são inventadas diversas cisões como as existentes entre: homem X natureza; indivíduo autônomo X controlado; sujeito empírico X transcendental, passíveis de várias combinações.
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O objetivo deste trabalho é restabelecer o lugar da Psicofísica nos trabalhos de Fechner, rompendo com a concepção vigente, que a considera uma mera ferramenta instrumental a serviço do rigor científico da Psicologia. Com isto, busca-se situá-la enquanto função empírica do pensamento metafísico e religioso, a chamada Visão Diurna. Para tal, este pensamento é esmiuçado em seus componentes, como a hipótese panpsiquista, a tese anímica da natureza, a hierarquia das almas e a concepção panteísta de Deus. De igual modo, esse quadro do pensamento de Fechner habilita ao estabelecimento de ressonâncias com a obra de outros pensadores, com especial destaque para a filosofia de Baruch de Spinoza.
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La meta de este trabajo es la utilización de algunos conceptos del antropólogo de las ciencias Bruno Latour para intentar pensar las singularidades del saber psicológico en relación con otros saberes (especialmente entre las ciencias humanas y naturales). En un primer lugar se buscará el entendimiento de las condiciones que conducen a configuración actual de este saber y no un juicio epistemológico sobre su cientificidad. Para tal fin, serán expuestos algunos tramos en que el autor discute la naturaleza del saber psicológico, pero también algunos conceptos como el de Sistema Circulatorio de la Ciencia (especificando las condiciones o los circuitos internos y externos que tornan la ciencia posible) y el de Constitución Moderna, (fundada en la tentativa de separación entre entes naturales y humanos). Estos conceptos ayudarían a pensar no sólo en la especificidad del saber psicológico, sino también sus condiciones de posibilidad históricas y los efectos de subjetivación contemporáneos.
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- Entre 1900 e 1999 (82)
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