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O artigo apresenta a história da criação e revisão do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), com ênfase nas discussões e deliberações tomadas nos Congressos Nacionais da Psicologia (CNP), Fórum de Ética, sessões Plenárias e Assembleias do Sistema Conselhos de Psicologia. Foram incluídos neste resgate histórico novos elementos sobre a origem do Código e sobre o contexto sócio-político vivenciado pelo país e pela profissão à época de cada revisão. Informações advindas de artigos disponíveis em bases de dados científicas, publicações e documentos internos dos Conselhos, indicam que o texto do Código se tornou mais generalista do que as versões anteriores, passível de aplicação em contextos variados de atuação, e que a escuta das(os) psicólogas(os) foi importante para suas modificações ao longo do tempo.
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O objetivo deste artigo é demonstrar de que maneira o pensamento psicanalítico de Melanie Klein foi introduzido e difundido no Brasil, e, simultaneamente, apresentar a relação entre as ideias de Melanie Klein e o desenvolvimento da psicanálise de crianças no país. A partir de uma investigação histórica, fundamentada em análise documental e entrevistas com pioneiros da psicanálise, identificou-se que a transmissão das ideias kleinianas por intermédio da psicanálise de crianças no Brasil, iniciada na década de 1930, passou por três etapas: 1) Das primeiras referências às práticas de higiene mental escolar, 2) O surgimento da prática clínica e 3) A consolidação da psicanálise de crianças e da matriz kleiniana. Conclui-se que a apropriação das ideias kleinianas no Brasil transitaram de uma reprodução canônica, com pouca ou nenhuma inovação no início, em direção ao desenvolvimento de um pensamento clínico original com a introdução de inovações teóricas e técnicas.
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Este texto apresenta e discute o encontro de uma pesquisadora em psicologia com uma terra indígena Guarani M’byá, localizada no norte do estado de Santa Catarina. Os pressupostos teórico-metodológicos, inspirados na etnografia e na perspectiva bakhtiniana de análise dialógica do discurso, possibilitaram a experiência de encontro em que se reconhece a alteridade na produção de conhecimentos em pesquisa. Compreendemos que as memórias Guarani M’bya, embora sobreviventes a processos de apagamentos, permanecem sendo praticadas na relação com o território, incorporadas e ocorrendo em condição de movimento. Como resultado da experiência realizada com vestígios, reconhecemos diferentes faces da colonialidade que se reafirmam contemporaneamente e confrontos com os modos de viver ocidentalizados. Identificamos a necessidade de a psicologia deslocar-se do olhar eurocêntrico. E, por fim, desde o contato com os modos de vida do povo Guarani M’byá, apontamos algumas pistas para um porvir humano.
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Este artigo tem como objetivo traçar, a partir de revisão de literatura, um panorama histórico e teórico da complexa interface entre psicologia, saúde mental e religião islâmica. Revelado no século VII, o Islã viveu, entre os séculos VIII e XIV, a sua chamada Era de Ouro, um período profícuo para o desenvolvimento de diversas áreas da ciência. Entre elas, destacaremos nesse texto as contribuições dadas por muçulmanos ao que nomeamos como psicologia e psiquiatria, bem como algumas concepções psicológicas oriundas da própria cosmologia islâmica, acionadas séculos depois por Frantz Fanon em seus escritos psiquiátricos datados da década de 1950. Argumenta-se que o conhecimento desses saberes psicológicos silenciados está em sintonia com a discussão decolonial, sendo uma pauta especialmente pertinente se considerarmos a urgência de se pensar a religião, o religioso e a expansão do lugar das religiosidades-espiritualidades na psicologia contemporânea.
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Revisitamos a história da Psicologia Social Comunitária (PSC) no Brasil e analisamos a ausência de menções aos trabalhos produzidos pela Universidade de São Paulo (USP). Partindo da pesquisa histórica com fontes bibliográficas, buscamos responder à seguinte pergunta: qual a contribuição da USP para o campo da PSC brasileira? Os resultados mostraram que existe o desenvolvimento de uma “escola uspiana”, no Campus do Butantã, desde a década de 1970. Identificamos três períodos, ou gerações de pesquisadoras(es) (1970-1990, 1990-2010 e 2010-atual), e apontamos conceitos próprios ou desenvolvidos por essa tradição, tais como: comunidade de destino, enraizamento, humilhação social, cenas sociais e vulnerabilidades pessoal, social e programática. Concluímos que a escola uspiana vem se consolidando no campo da PSC e, devido sua larga tradição, tem oferecido contribuições significativas para a disciplina, ainda que pouco notada pela literatura disponível.
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Este trabalho trata da difusão do paradigma das representações sociais no Brasil. Seu objetivo foi descrever a progressão desse fenômeno e teorização nos últimos 40 anos (1982 a 2021). Trata-se de um estudo de revisão histórica de trabalhos sobre representações sociais, realizada em duas etapas: 1) revisão de teses e dissertações defendidas em programas de pós-graduação no Brasil e; 2) revisão de artigos científicos publicados por autores brasileiros. Foram analisados os títulos de 4.010 trabalhos de pós-graduação (1.087 teses e 2.930 dissertações) e 2.466 de artigos científicos, com o auxílio do IRaMuTeQ. Pode-se concluir, ao considerar o lugar da expressão “representação social” nos títulos dos trabalhos, que ao longo desses 40 anos houve pouco avanço teórico no contexto brasileiro. As representações sociais são abordadas como um fenômeno, ou seja, ligadas a estudos com interesses pragmáticos, em especial, para resolução de problemas sociais e nos campos da saúde e da educação.
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Obra resenhada: Goulart, I. B. Psicologia da Educação em Minas Gerais segundo a narrativa dos principais atores – 1927 a 1990. Artesã.
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Este artigo objetiva identificar, contextualizar e analisar evidências e impacto do evolucionismo darwiniano na obra de Sigmund Freud, na literatura especializada nacional nas últimas duas décadas. Uma revisão sistemática da literatura foi empreendida, em conformidade com as orientações metodológicas PRISMA, valendo-se, para tanto, de palavras-chave selecionadas, posteriormente empregadas na pesquisa conduzida em sete bases de dados distintas. Após seleção, chegou-se a uma amostra final composta por dezesseis artigos de relevância. De acordo com os resultados, evidencia-se: evolucionismo darwiniano como um recurso na escrita da obra freudiana; utilização da história evolutiva ou história filogenética como justificativa das elaborações de Freud; teoria darwiniana como meio para compreensão da origem de sintomas e estados psíquicos; uso da figura representativa de Darwin.
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