A sua pesquisa
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XXI Encontro Anual Helena Antipoff e II Encontro Interinstitucional de Pesquisadores em História da Psicologia
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XXI Encontro Anual Helena Antipoff
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XXIII Encontro Anual Helena Antipoff
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Os conteúdos e temáticas discutidos pelos autores são múltiplos e respondem a demandas vivenciais, retratando as DIVERSIDADES DO SABER PSICOLÓGICO: REFLEXÕES TEÓRICAS E EMPÍRICAS, ao mesmo tempo, apresentam inquietações que se colocam como desafios emergentes para a formação e atuação dos profissionais de psicologia. Destaco que um dos fatores singulares e que merece destaque é efetivamente a diversidade da docência, em demonstrar a importante relação aluno- professor na construção do conhecimento coletivo no curso de psicologia do Centro Universitário UNIESP.
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Esta tese tem como objetivo fornecer subsídios para a construção e instalação da Psicologia Econômica no Brasil, partindo-se da hipótese de que o conhecimento deste campo possa despertar o in teresse por ele e facilitar a constituição de uma rede de pesquisadores com colaboração interdisciplinar. Desenvolvida a partir de uma perspectiva histórica, adota o método analítico-descritivo. A apresentação da área, situada na interface Psicologia-Economia, tem início com uma visão panorâmica da situação atual nos países em que se encontra constituída. A seguir, percorre-se suas origens e principais modelos, elaborados por autores contemporâneos, a partir de obras que se destacam dentro dela. A perspectiva histórica, definições da disciplina e três conceitos básicos racionalidade, comportamento econômico e tomada de decisões estão presentes em todo o trabalho. Os dois últimos capítulos oferecem propostas: a primeira é um modelo que se pretende que contribua para a investigação das decisões econômicas, fundamentado em teorias e observações psicanalíticas, com foco sobre a polaridade ilusão e pensar, que repousa na concepção do mundo emocional que sobrepõe-se à razão; a segunda proposta discute possíveis modos de inserção da Psicologia Econômica no Brasil, com ênfase sobre a importância de proporcionar-se condições para informar a população acerca de seu comportamento econômico e maneiras como decisões são tomadas neste âmbito, que contemplaria tanto dados sobre a Economia, como conhecimentos sobre nosso funcionamento psíquico, com o objetivo de favorecer a apropriação, por parte de todos os segmentos, das escolhas que fazem. Ainda dentro esta perspectiva, sugere-se que a reunião destes dados possa expandir as premissas que sustentam inúmeras políticas econômicas, de modo a torná-las mais condizentes com nossa realidade externa e psíquica
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Pensar os elementos que compõem uma Psicologia Decolonial perpassa pela compreensão dos engendramentos políticos, sociais, culturais, epistemológicos, práticos e éticos da Psicologia enquanto Ciência e Profissão. Engendramentos ruidosos, escancarados de tão explícitos, enquanto projeto de silenciamento dos modos de ser, pensar, sentir, agir e viver. Nesta pesquisa, se busca compreender como o Pensamento Decolonial pode contribuir para uma formação decolonizadora na Psicologia. Para responder a esse questionamento, foi definido como objetivo geral analisar as contribuições do Pensamento Decolonial à Psicologia para uma formação decolonizadora. Três objetivos específicos foram elencados para orientação da pesquisa: a) identificar as origens epistemológicas que estruturam a formação em Psicologia no Brasil; b) traçar os percursos do Pensamento Decolonial e suas aproximações com uma Psicologia ética, crítica e política; c) propor elementos decolonizadores à formação acadêmica, por meio de uma Psicologia Decolonial. Em termos metodológicos, a pesquisa assume o caráter qualitativo das pesquisas bibliográficas. As análises consideram as contribuições da perspectiva decolonial e, por este motivo, compreendem a necessidade de atentar para o caráter intercultural, interdisciplinar e dialógico entre os saberes hegemônicos e os subalternizados. Recorre-se à “Análise de Discurso Crítica” (ADC), um método de análise em pesquisas qualitativas, no qual não há uma única perspectiva discursiva, mas uma heterogeneidade de elementos em diálogo permanente. São discutidas nessa pesquisa, as origens epistemológicas da Psicologia no Brasil, com a importação de saberes e discursos hegemônicos oriundos da Europa e Estados Unidos, por uma certa elite social, com vista a construir uma sociedade modelo e padrão. As discussões acerca do percurso histórico da Psicologia enquanto ciência autônoma, com forte influência do positivismo e a regulamentação da profissão, ganham espaço à medida que se problematiza os fundamentos que alicerçam sua práxis. Os principais conceitos do Pensamento Decolonial, protagonizam um diálogo Norte-Sul e Sul-Sul, com perspectiva libertadora da hegemônica construção dos conhecimentos. As análises das publicações em diálogo com a perspectiva decolonial e a Psicologia, seu compromisso ético, crítico e político, apresentam proposições possíveis à formação profissional da psicóloga e do psicólogo. Nesse sentido, um fazer consequente, consciente e potente de uma prática implicada na transformação e não apenas na teorização vazia e distante das realidades locais.
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Na educação básica, o ensino da cultura e da história dos povos indígenas no Brasil se tornou obrigatório a partir da Lei n. 11.645/2008. Nesta tese, o objetivo é evidenciar os movimentos de resistência dos povos indígenas e propor contribuições para a efetividade dessa Lei, tendo em vista o processo histórico de invisibilidade e de negação desses povos na história e na sociedade brasileira. Os diálogos com lideranças indígenas, as imagens da cosmologia e da mitologia dos povos Guarani foram sendo integrados a uma experiência formativa de professores na escola. A experiência formativa de professores na escola foi inspirada nos princípios da pesquisa participante, e possibilitou interações, aprendizagens e reflexões sobre a importância da história e da cultura dos povos indígenas para o currículo escolar. As aprendizagens e as reflexões contribuíram para produzir novas percepções em relação aos povos indígenas e, também para tensionar as políticas públicas educacionais. A experiência formativa de professores foi realizada em duas escolas de educação básica, nas cidades de Santa Cruz do Sul e Estrela Velha, localizadas na região central do estado do Rio Grande do Sul. Os aportes da psicologia junguiana, dos simbolismos das imagens alquímicas e as dificuldades para participarem das atividades de formação de professores levaram a teorizar sobre a proposta de um Convite, como um processo para produzir aprendizagens e compromissos; a imagem do Convite transaciona com a abertura ao outro e contribui para os processos de autoconhecimento. É possível evidenciar, na história dos povos indígenas, desde os processos de colonização, a ansiedade cultural que se formou e as imagens coloniais que se atualizam e vão contribuindo para produzir os complexos culturais, os quais, em suas vertentes históricas e psicológicas, vão nos dissociando de nossas raízes ameríndias e desvalorizando essas origens. Ainda, na perspectiva psicológica das polaridades indígena e não indígena, em dimensões de imagens conscientes e inconscientes, e de um processo de tensões e enfrentamentos, o simbolismo alquímico nos estimula a conceber as experiências formativas como aproximações à percepção de unus mundus, como um único mundo que nos acolhe e no qual todos vivemos diferentes experiências. São vivências e simbolismos para aprofundar os diálogos e produzir novos sentidos em relação ao outro e a nós mesmos.
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Este trabalho tem como objetivo conhecer e discutir a contribuição teórica de quatro intelectuais negras brasileiras para a construção de uma Psicologia Brasileira antirracista. Desenvolvo uma reflexão crítica para demarcar a existência e a possibilidade da produção de uma Psicologia Antirracista a partir das intelectuais Virgínia Leone Bicudo, Neusa Santos Souza, Isildinha Baptista Nogueira e Maria Aparecida Silva Bento. Acredito que recuperar as ideias destas intelectuais negras implica descobrir, reinterpretar e ressignificar a história da Psicologia brasileira, bem como refletir sobre as contribuições teóricas destas autoras e sobre o modo como foi construída uma política de circulação de determinados conhecimentos em detrimento de outros conhecimentos, política esta que passa a operar em direção do projeto de epistemicídio. Do mesmo modo, discuto sobre a importância de entendermos o quanto a colonialidade do poder se estrutura como uma matriz de inteligibilidade social, cultural e epistemológica, onde se consolidou no desenvolvimento das Ciências Humanas e, sobretudo, na Psicologia. Além disso, articulo, com reflexões e análises sobre os atravessamentos que as obras destas intelectuais negras brasileiras produziram em mim, por meio das escrevivências das minhas experiências enquanto psicólogo, professor e corpo negro. Desta maneira, relaciono as minhas reflexões, bem como as minhas vivências com a produção teórica das autoras, para se pensar sobre a emergência da construção de uma Psicologia Brasileira Antirracista, rompendo com a produção de um saber e de uma Psicologia que corrobore olhares dicotômicos, americo-eurocêntricos, haja vista que romper com as matrizes colonialistas e lógicas maniqueístas é poder fazer, existir e sonhar dentro deste sistema que nos sucumbe a todo o momento. Por fim, através do escreviver, me coloco como sujeito autor testemunhando uma Psicologia no qual o étnico-racial não seja apenas um elemento pontual e subalterno, mas que se faz presente no hoje, no amanhã e no sempre. Com isto, fazendo uso da produção intelectual destas quatros mulheres negras, a voz que se ergue está carregada de denúncia, de política, de raiva, de ódio, mas, também, de amor, afeto, desejo e esperança. É uma narrativa que cria. Que almeja a invenção e de produções de utopias possíveis.
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Esta dissertação investigou as possibilidades educativas do Estudo Dirigido no ensino de História como atividade de mediação, como recurso técnico-político para a construção de conceitos científicos a partir da apropriação do conhecimento histórico. A investigação contou com a aplicação e acompanhamento de uma sequência didática aplicada para o ensino médio em uma escola pública do município de Contagem - MG, com duração de um mês durante o ano de 2022. A utilização de atividade prática de mediação intelectualizada apontou para o fortalecimento de um processo de instrução robusto em termos pedagógico e didático – na perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica. Este trabalho atua com categorias da lógica dialética, movimento, desenvolvimento e contradição, a partir da atividade de instrução escolar com a perspectiva da ensinar conceitos científicos no campo da História. A Psicologia Histórico-Cultural foi utilizada para o desenvolvimento da análise das ações subordinadas do estudo dirigido visando compreender o processo de produção de sentidos e o desenvolvimento dos conceitos científicos. Os resultados da pesquisa indicaram que os conceitos científicos foram apropriados pelos estudantes, sendo a atividade um elemento de mediação determinante para o desenvolvimento da ação de verbalização intelectualizada de conceitos científicos históricos. As análises mostraram também que a partir do desenvolvimento de interações dos fatos históricos com categorias do quadro conceitual, elevaram o número de relações de codeterminação entre conceitos científicos e por isso contribuiu com a apropriação do conhecimento histórico. Na mesma medida, a atividade contou com intenso trabalho não material de planejamento e de problematização do professor, bem como a consolidação da realização pelos estudantes de textos dissertativos-argumentativos evidenciando sentidos históricos científicos corretos sobre a temática estudada.
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O presente trabalho tem como objetivo investigar através de uma pesquisa histórica voltada para a Revista de Educação do Estado de Goiás, quais eram as concepções de infância existentes em Goiás na época de circulação da revista e entender se há relações entre o conhecimento psicológico e o processo de elaboração dessas concepções. Tal recorte se deu em função de a revista ter funcionado como um importante veículo de comunicação do Estado, no que diz respeito aos assuntos vinculados à educação, psicologia e infância, tendo circulado no período entre 1937 a 1962, passando por distintas nomenclaturas e fases. Sua existência foi concomitante ao momento de modernização do território goiano que trouxe como consequência maior enfoque na infância e no desenvolvimento de perspectivas diferentes sobre ela, como parte deste processo transformativo, principalmente por meio do movimento escolanovista. Este estudo se viabilizou através de uma análise documental e revisão bibliográfica pautada em livros, artigos científicos, legislações, dissertações, teses e demais publicações nas quais foram investigadas as concepções de infância como construções históricas, tanto em contexto global, quanto no Brasil e, sobretudo, em Goiás. Parte-se do entendimento de que a psicologia mantém uma relação estreita com a educação e a infância desde seu surgimento como ciência no Brasil e em Goiás, o que contrasta com a existência de uma quantidade reduzida de pesquisas acadêmicas envolvendo história e psicologia em contexto regional, analisando a partir de que momento a psicologia colabora com as reflexões acerca da infância goiana. A pesquisa permitiu encontrar uma visão da criança acompanhada da carga moralizadora, associada a uma história da infância e da educação infantil tradicionalmente marcada por propostas que visam acompanhar e favorecer o desenvolvimento natural da criança, isolando-a como elemento único da relação pedagógica e deslocando suas raízes históricas, culturais e sociais.
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A presente pesquisa se insere entre os estudos da história da Psicologia no Brasil, especialmente, sobre estado de Mato Grosso. Seu objetivo foi compreender o processo pelo qual o primeiro curso de psicologia de Cuiabá foi fundado, considerando as especificidades do momento histórico e desenvolvimento social do território no qual se constituiu. Fundamenta-se no método materialista histórico-dialético e em suas premissas, especialmente na apreensão da história como produto do trabalho coletivo dos humanos de transformação da natureza; e que a sociedade na qual essa atividade se realiza produz formas particulares de existência. Para tanto, foram escolhidos a coleta e análise documental como procedimentos para a realização do estudo. A coleta de documentos foi iniciada por meio do cadastro e-MEC de Instituições e Cursos de Ensino Superior, aliada à investigação dos relatórios gerados pelo IBGE e documentos (pareceres, resoluções e decretos) recolhidos por meio do portal de acesso a informações do MEC. Para a análise dos dados foi empregada a técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicaram que o processo para a fundação de cursos de psicologia nas décadas de 1980 e 1990 não foi apenas produto da vontade de alguns, ou um evento sem correlação com a dinâmica da ação humana. Compreendeu-se que a autorização para o funcionamento dos cursos de psicologia nessas décadas destacadas levou em consideração questões como: necessidade social, capacidade econômico-financeira da instituição e situação geoeducacional. Portanto, os dados revelaram que os cursos de psicologia, em especial o da UNIC, atenderam às necessidades sociais produzidas em um campo social e em determinado meio de produção, em um dado momento histórico. Tais elementos produziram as especificidades das relações estabelecidas, gerando as formas pelas quais o curso de psicologia em questão foi introduzido na sociedade cuiabana
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O cuidado psicológico à população LGBTI+ na atualidade é fruto de processos históricos de patologização e negligência no campo da medicina e da psicologia, somados a uma cultura ocidental homofóbica. Segundo a literatura, tais processos continuam exercendo influência em como a assistência psicológica é formulada e operacionalizada. Desse modo, o objetivo desta investigação é analisar como se dá a capacitação destes profissionais e identificar as recomendações para uma atuação profissional adequada. Para tal, foram realizados dois estudos, o primeiro se tratando de um estudo documental que analisa de que forma o cuidado psicológico com a população LGBTI+ é descrito e proposto por associações profissionais ao redor do mundo e o segundo, uma revisão integrativa de literatura que explora como tem se dado a capacitação dos psicólogos para atuar com essa população. O primeiro estudo demonstrou uma ênfase na conscientização do profissional sobre as contribuições históricas da Psicologia; a necessidade de autoavaliação do mesmo; a importância do desenvolvimento de uma postura profissional afirmativa e do envolvimento com a promoção de mudanças sociais e políticas. O segundo estudo explorou atitudes e competências profissionais no manejo com a população LGBTI+, avaliação de programas de treinamento específicos para o trabalho com esse grupo e a percepção dos clientes em relação às competências dos profissionais. Os trabalhos se complementam ao proporcionar um entendimento, sob perspectivas distintas, de como qualificar o cuidado psicológico à população LGBTI+.
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Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) é classificado pela historiografia literária como um escritor pré-modernista pela sua atualidade no uso de uma linguagem inovadora, anti-academicista, e pelos seus esforços em ratificar os efeitos das situações políticas, econômicas e sociais das duas décadas do século XX. Diferente da posição cientificista adotada pelos literatos do fim do século XIX, o autor não se absteve da sua própria condição humana, construindo um verdadeiro painel da sua existência. Ao matizar sua trajetória pessoal com a construção romanesca, Lima Barreto criou uma literatura completa e autêntica que fornece aos estudiosos, um campo vasto de onde procedem diversificadas linhas de pesquisa, como a sociológica, a histórica, a psicológica, a autobiográfica e a lingüística, entre outras. Diante desse complecxo quadro temático, a crítica sobre a obra do autor se viu dividida em duas correntes analíticas antagônicas: aqueles que julgavam a obra barretiana menor por ser pessoal demais e os que a enalteciam pelo seu aspecto autobiográfico. Em nosso trabalho, os esforços foram direcionados para que não tomássemos partido de nenhuma posição em particular, pelo contrário, tentamos criar um campo neutro que unisse tanto a abordagem sócio-histórica como os aspectos autobiográficos; assim, proporcionando uma leitura imparcial das perspectivas da obra de Lima Barreto.
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