A sua pesquisa
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Este quarto volume da Coleção Encontros Anuais Helena Antipoff propõe uma reflexão acerca de questões presentes na produção acadêmica contemporânea sobre educação de crianças e jovens na tradição antipoffiana e na atualidade.
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A introdução, recepção e desenvolvimento do trabalho de Alfred Binet (1857-1911) no Brasil são focalizados, buscando avaliar sua implicação no estabelecimento e consolidação da Psicologia no país. O trabalho de desenvolvimento dos testes psicológicos teve papel decisivo na evolução do conhecimento psicológico brasileiro e, embora no início estivesse baseado em pesquisas sistemáticas, mais tarde o movimento de profissionalização do psicólogo relegou a pesquisa para o segundo plano. Mais recentemente, assiste-se a uma revitalização dessa atividade, aliada a um movimento de reavaliação da validade dos testes. Em conclusão, espera-se que esses movimentos atuais contribuam para fortalecer e tornar mais confiáveis os instrumentos psicométricos em uso no Brasil.
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Jedan od mogućih načina proučavanja istorije psihologije i psihijatrije može se pronaći u Fukoovim radovima o upravljaštvu (eng. governmentality). Prateći njegov rad, generalno bismo mogli da izdvojimo dva velika istorijska okvira: 1) pojavu tehnika upravljanja koje su zasnovane na disciplini (nazvane Policijska Država) u XVI veku i 2) nove liberalne tehnike upravljanja koje su se pojavljivale od XVII veka pa nadalje. Psihologija je odigrala veoma važnu ulogu u razvoju ovih poslednjih, naročito od samog početka XX veka, i to posebno u procesu oblikovanja demokratskih društava. Psihologija operiše ne samo kroz disciplinovanje individua već, takođe i pre svega, kroz njihovu slobodu i aktivnost. Naš specifični cilj u ovom tekstu biće da evaluiramo italijanski i brazilski pokret reforme psihijatrije. Naša analiza biće sprovedena tako što ćemo se se oslanjati na proučavanje koncepata građanstva i slobode, onako kako su oni prisutni u zakonima, zvaničnim dokumentima, nekim akademskim tekstovima i praksama, a imajući u vidu vrste i stilove upravljaštva za koje se pretpostavlja da postoje u tim diskursima i praksama. Naša hipoteza biće da u ovim procesima istovremeno postoje stari disciplinarni procesi zajedno sa procesima otpora prema njima, s jedne strane, a nove liberalne forme upravljanja, s druge strane.
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El objetivo de este artículo es contestar una serie de cuestiones planteadas por Sánchez-Criado sobre la ANT, especialmente sobre su posible carácter metafísico. Para esto ha sido propuesta la búsqueda de una definición sobre lo que es la agencia, sobre el papel que juega el principio de simetría, sobre el sentido de la in/distinción humanos-no humano, y sobre cómo debemos aproximarnos al estudio de la subjetividad o del self. Para tal cosa, se propone el esfuerzo de atravesar estas cuestiones, sin responderlas de forma categórica. El esfuerzo será una toma de posición sobre una serie de apuestas estratégicas. Así, será defendido el carácter de teoría solvente de la ANT, y se apunta un abordaje de la producción de subjetividad de forma más radical que el propuesto en el interior de la ANT. Partiendo de estas posiciones, también, se discutirán los conceptos de simetría y la distinción entre humanos y no humanos.
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O objetivo geral deste artigo é tentar produzir uma compreensão sobre os modos de diálogo entre a psicologia e seus sujeitos. Para abordar estes diversos modos de diálogo será apresentada uma breve história desta relação, além de uma reflexão desta por meio da Teoria Ator-Rede de Bruno Latour, Annemarie Mol e John Law, e a Epistemologia Política de Isabelle Stengers e Vinciane Despret. Partindo da consideração das diversas psicologias como dispositivos de produção ontológica de subjetividades será proposto um conjunto de trabalhos de investigação para se avaliar entre estudantes do segundo grau na cidade do Rio de Janeiro a presença e as formas dos modos de subjetivação psicologizados. À guisa de conclusão os resultados desta pesquisa serão discutidos tendo em vista as próprias políticas ontológicas envolvidas na escolha dos métodos empregados.
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A presente tese inicia-se por uma encruzilhada e um segredo: na encruzilhada está a psicologia, entre os apelos instrumentais, antropológicos e neurocientíficos; já o segredo refere-se à quase desconhecida leitura de Kierkegaard por Foucault. Os dois filósofos se inscrevem na esteira da experimentação filosófica, caminho oposto ao da metafísica. Experimentação, aqui, não diz respeito a qualquer empirismo; inspira-se nos exercícios espirituais da Antiguidade grega e romana, e nas práticas da ironia, do cuidado de si e da parresía filosófica. As aproximações possíveis entre o pensamento de Kierkegaard e o de Foucault por esse viés da filosofia antiga, visam a contribuir para uma compreensão da psicologia e de suas práticas que permita o enfrentamento dos dilemas acima referidos, ou seja, os instrumentais, antropológicos e neurocientíficos. O percurso do trabalho tem como ponto de partida as suspeitas direcionadas à psicologia, desde o questionamento colocado por Canguilhem há mais de cinqüenta anos acerca das intenções pouco claras da disciplina, passando pelas críticas aos processos de subjetivação psicologizantes, até chegar ao grave enquadramento contemporâneo que busca convencer os sujeitos de que são, em última análise, nada mais do que cérebros. Os processos de subjetivação engendrados pelas práticas psi se vêem, pois, colocados hoje frente a impasses de difícil solução. Tantas são as suspeitas e temores quanto aos efeitos psi, que os próprios profissionais da área têm, em muitos casos, assumido a posição de que a psicologia se tornou inviável e deve desaparecer. As referências objetivantes ou antropológicas, quando priorizadas pela psicologia, de fato não deixam saídas, tornando urgente o encontro com outros referenciais que possibilitem respirar novos ares. O pensamento de Kierkegaard e o de Foucault surgem como intercessores em face desse horizonte sombrio. Os dois filósofos se dedicaram a tornar o homem atento a si e ao mundo, priorizando saídas singulares e criativas em lugar da reprodução dos modos de ser hegemônicos que ameaçam igualar tudo e todos. Desnaturalizadores do presente e avessos às grandes especulações teóricas sobre a vida, escreveram obras que é preciso experienciar, mais do que simplesmente ler, a fim de captar-lhes a atmosfera e com elas operar. A partir dessa atitude, a psicologia experimental ou interpretativa pode dar lugar a uma psicologia experimentante, que acompanha o cotidiano ao invés de se colocar como uma curiosidade sem paixão. Tal psicologia segue de maneira interessada os movimentos da existência e a apropriação pessoal da verdade, que deixa de ser transcendente, metafísica ou sonhada, e aparece encarnada nas lutas, receios, enganos, ações e tensões do dia-a-dia dos sujeitos de carne, osso e espírito. É na tensão constituinte-constituído que o sujeito se forja, seja ele lançado por Deus, como pensa Kierkegaard, seja, como propõe Foucault, mergulhado nos esquemas e objetivações que toma como naturais: a tarefa do sujeito é tornar-se si mesmo, participando de forma mais livre da própria constituição, exercendo de maneira refletida e ética a liberdade e transparecendo a si mesmo, ao invés de tomar como suas as determinações que lhe são oferecidas. A presente tese visa, portanto, a estabelecer o diálogo entre Foucault e Kierkegaard, pelo viés da filosofia antiga, buscando inspiração para promover, no tempo presente, processos de subjetivação outros que os modos desesperados de ser, e práticas psicológicas mais experimentantes e menos disciplinadoras.
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Esta tese relata o meu encontro com um grupo de idosos em um projeto denominado Conversas & Memórias, e a experiência comunitária ali produzida. O objetivo central foi analisar de que forma os dispositivos utilizados na intervenção ajudaram na construção dessa experiência. Partindo de um campo de problematização que coloca em questão as possibilidades de vivermos juntos, busquei responder às seguintes perguntas: de que forma a vida coletiva nos contagia e nos constitui? que apostas podemos arriscar que nos permitam afirmar a possibilidade de construirmos experiências comunitárias no mundo de hoje? quais práticas de cuidado de si e de cuidado do outro podemos encontrar (ou inventar) em nossa cultura? como essas práticas podem produzir, como efeito, experiências de vida comunitária? como podemos viver juntos? Foi em torno dessas questões que desenvolvi o trabalho em dois campos distintos, visando à construção, por um lado, de um solo teórico-conceitual, e, por outro, de um plano prático-experimental. Na primeira parte desta tese, apresento os conceitos e intercessores que fundamentam as ideias aqui defendidas. Começo discutindo o processo de subjetivação, em um diálogo com o pensamento de Gilles Deleuze, Gilbert Simondon e Baruch Espinosa, e termino apresentando as apostas de Gilles Deleuze e Felix Guattari, Antonio Negri e Michael Hardt, Maurice Blanchot, Giorgio Agamben e Jean-Luc Nancy em uma comunidade por vir. Em seguida, apresento minhas próprias apostas, fundamentadas no diálogo de Michel Foucault com a filosofia antiga sobre as práticas de si e a construção de um novo ethos, desenhado por uma estética da existência. Descrevo, em outro capítulo, o método da pesquisa, partindo de uma discussão sobre a cartografia e as possibilidades que ela ofereceu para que eu pudesse acompanhar processos e habitar o território da pesquisa; discuto, ainda, o conceito de dispositivo e os efeitos que são produzidos ao desembaraçarem-se suas linhas; por fim, descrevo o material que utilizei nas análises da experiência do projeto. Na segunda parte da tese, arrisco-me em um campo prático-experimental, dando movimento aos conceitos discutidos anteriormente e incorporando-os à discussão dos quatro dispositivos que examino aqui. No primeiro, a Roda de Conversação e os efeitos, como o exercício ético e político, que essa prática anuncia. No segundo dispositivo, os Agenciamentos, apresento as poesias, músicas, crônicas, passeios que foram utilizados como disparadores das conversas, analisando os diálogos e as virtualidades produzidos por eles. No dispositivo três, a Experiência Narrativa, descrevo o processo de publicação de um livro com as histórias de alguns participantes do projeto. No quarto dispositivo, a Imagem Revelada, descrevo os efeitos provocados pelas imagens publicadas em um livro de fotografias. O último capítulo retoma a pergunta inicial - como viver junto? -, e oferece algumas pistas sobre as possibilidades de construirmos uma outra forma de sociabilidade nos dias de hoje.
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Este estudo focaliza a prática de leitura de livros de auto-ajuda com o objetivo de analisar, numa perspectiva genealógica, seu surgimento, condições de produção e modos de funcionamento em sua implicação com um estilo liberal de existência. À luz da analítica foucaultiana, postula-se que a literatura de auto-ajuda, entendida como formação discursiva, está intrinsecamente ligada a racionalidades e tecnologias do poder voltadas para a afirmação de um indivíduo que se auto-empresaria como capital humano. Tomando em referência o conceito de governamentalidade, tem-se que tal literatura associa-se a microprocessos de governo de condutas atinentes a uma razão governamental que visa alcançar pelo mínimo governo a máxima eficácia. O trajeto investigativo deu-se em diferentes planos, intimamente interligados, que incluíram detalhada pesquisa de campo, leitura e análise de livros do gênero e entrevistas com leitores. O relato parte de uma discussão sobre a contínua e sistemática circulação de ensinamentos que, a um nível infinitesimal, se afirmam na atualidade como condutores de nossas condutas, para, em seguida, introduzir uma discussão sobre a concepção foucaultiana de prática central à análise e guia da reflexão que a partir de então se faz - com o intuito de desvelar, nas práticas de leitura de auto-ajuda, possíveis interconexões entre produção de verdades, técnicas de si e governo dos outros.
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