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XXI Encontro Anual Helena Antipoff e II Encontro Interinstitucional de Pesquisadores em História da Psicologia
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A presente dissertação tem como objetivo estudar a obra de Marialzira Perestrello - médica, psicanalista e poeta. Visa também contribuir para a história da psicologia e da psicanálise no Brasil. Do levantamento de dados biográficos e da bibliografia (localizada e organizada a produção em livros, artigos em periódicos, capítulos de livros, prefácios e introdução de livros, um vídeo, além de apresentações orais), passamos para a leitura da obra da autora pesquisada, priorizando três interesses particulares, expressos por Marialzira Perestrello em entrevista à pesquisadora: vida de Freud, psicanálise, artes e literatura e história da psicanálise. Com isso, foi possível apresentar sua contribuição profissional não só à psicanálise. Destacam-se, na conclusão, de um lado sua contribuição à psicologia e, de outro, características que ressaltam de sua bibliografia.
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Esta tese de doutoramento trata da história da Psicologia da Educação no Brasil pela análise de documentos do curso normal de uma escola confessional católica da cidade de São Paulo, nos anos de 1941 a 1961, para compreender de que forma se apresentava, em termos de conteúdos e métodos, nos Pontos de Exame das disciplinas Psicologia, Pedagogia e Psicologia e Pedagogia, na perspectiva da pesquisa sócio-histórica em Psicologia. Para tal, são abordados temas tais como a história da Psicologia no Brasil, mais especificamente as relações entre Psicologia da Educação, escolas normais e escolas normais confessionais católicas; gênero e magistério; aspectos políticos, econômicos e legais do período estudado e metodologia da pesquisa documental. Os indicadores teóricos e de campo direcionaram nossas conclusões no sentido de ter sido a Psicologia da reeducação ensinada nas disciplinas Psicologia, Pedagogia e Psicologia e Pedagogia, do curso normal estudado, reflexo daquilo que se entendia como Psicologia Educacional na época, mesclada a conteúdos confessionais que influenciaram a abordagem de algumas teorias psicológicas, em especial a psicanálise, oferecendo importante contribuição para a disseminação das idéias sobre a psicologia educacional e a Psicologia como ciência, possibilitando às alunas uma formação sólida na área, capaz de fornecer-lhes subsídios para a vivência dos papéis de mães e esposas, além de professoras primárias
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Nossa proposta, neste trabalho, foi mostrar a construção do humano na História da Psicologia com a integração das abordagens internalista/externalista de historiar - desafio contemporâneo da Psicologia - que só se tornou viável em função da mudança do Paradigma da Simplificação para o Paradigma da Complexidade, representante do modelo científico atual. O caminho que percorremos foi apresentar o humano na visão histórica internalista, depois na externalista para, posteriormente a um exame do novo paradigma, apresentá-lo na perspectiva da integração entre as duas abordagens. Utilizamos os método Histórico e Comparativo em nosso percurso.
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Uma das lacunas na história da psicologia tem sido a escassez no exame da reflexão filosófica e teológica, e de sua influência sobre a psicologia moderna. O presente trabalho teve como objetivo realizar uma análise histórica preliminar sobre a psicologia intelectualista, bem como da contraposição voluntarista a ela, e analisar sua influência sobre algumas teorias acerca do pensamento na psicologia moderna: os behaviorismos de Watson e de Skinner, alguns autores cognitivistas, e a teoria sócio-histórica de Vygotsky. Para a análise da tradição intelectualista foram selecionados alguns filósofos e teólogos do período clássico da antiguidade (Sócrates, Platão e Aristóteles), da patrística cristã (Agostinho), da escolástica (Anselmo e Tomás de Aquino), da Reforma Protestante (Lutero e o Calvinismo), e da modernidade (Descartes). Ao final da análise, foram sintetizadas as principais características da tradição intelectualista e da contraposição voluntarista. Tais características foram comparadas com as teorias da psicologia moderna sobre pensamento, com objetivo de investigar a influência do intelectualismo sobre tais teorias, bem como as alternativas que elas apresentaram a essa tradição. Verificou-se que algumas das principais características da tradição intelectualista foram: o referencialismo, o universalismo dos processos psicológicos, a não ênfase no ambiente, a noção de um homem excessivamente premeditador da ação, uma profunda vinculação entre pensamento e afeto, e a análise do pensamento no contexto de uma antropologia filosófica. As principais conclusões do presente trabalho são que todas as teorias psicológicas sobre pensamento analisadas foram, em algum grau, influenciadas pelo intelectualismo. Dentre as teorias analisadas, as que mais se aproximaram da tradição intelectualista foram as teorias cognitivas. Em todas as teorias há algum grau de tentativa de superação do intelectualismo. No behaviorisno radical, uma das tentativas de superação é a valorização da interação do organismo com o ambiente. Na teoria sócio-histórica, uma tentativa de superação deu-se com uma teoria genética para a origem ontogenética e filogenética do pensamento e em uma proposta de historicidade para os processos psicológicos. Conclui-se também que a tradição intelectualista apresenta contribuições para a psicologia moderna: a vinculação entre pensamento e afeto e a análise do pensamento dentro de uma antropologia filosófica.
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