A sua pesquisa
Resultados 92 recursos
-
XXI Encontro Anual Helena Antipoff
-
Esta pesquisa tem por objetivo realizar um estudo histórico da psicologia escolar na Secretaria Municipal de Educação – SME, da Prefeitura Municipal de São Paulo – PMSP. Sustentam esta elaboração os fundamentos da História do Presente, entendida como campo de estudo da história do século XX, a partir da década de 1930 e a proposta atual da Historiografia da Psicologia, especificamente na abrangência da abordagem social. Assim, procura responder ao desafio de se construir uma história crítica, articulando a história da psicologia e a da sociedade, evidenciando suas dimensões sociais e políticas. Documentos constituíram-se em matéria prima para a realização desse estudo histórico. A análise e interpretação do conjunto do material organizado permitiram a identificação de quatro períodos na atuação da psicologia na SME da PMSP e a elaboração de uma narrativa, na qual estão relacionados não só os dados entre si, mas também os dados com alguns dos acontecimentos que marcam a história do Brasil, da psicologia e da própria profissão de psicólogo. Além disso, a memória da autora esteve presente nos bastidores da pesquisa, desde que trabalhou como psicóloga escolar no Serviço de Psicologia Escolar dessa Secretaria, de 1978 até a sua extinção. Nessa perspectiva, o que se procura com este estudo é preencher uma lacuna no conhecimento dessa área, ou seja, oferecer um quadro de referências, que retrate não só as origens do Serviço de Psicologia Escolar no processo social e cultural da realidade brasileira, como as mudanças que nele ocorreram no período em que existiu, e no qual essa história pode encontrar seu sentido, não apenas de maneira circunscrita à Prefeitura de São Paulo, mas também como contribuição à história da psicologia no Brasil
-
A presente dissertação tem como objetivo contribuir para a história da Psicologia Social brasileira, através da análise da obra Introdução à Psicologia Social, de Arthur Ramos de Araújo Pereira (1903 - 1949), pertencente à produção bibliográfica na área, na década de 1930. Arthur Ramos, além médico e antropólogo, foi um estudioso em diversas áreas principalmente em psicanálise e psicologia, o que o levou a ministrar, em 1935, aulas de psicologia social na recém formada Universidade do Distrito Federal, então no Rio de Janeiro, cujo resultado foi, em 1936, o livro aqui analisado. Além de uma biobibliografia do autor, o texto traz a análise realizada, que incidiu principalmente sobre os temas selecionados para compor o livro e sua relação com as pesquisas e livros que eram produzidos à época, através de um estudo das referências bibliográficas, que por serem numerosas, colocam o livro na categoria de compêndio. Considerações sobre a década encerram o trabalho, mostrando Arthur Ramos como um médico "interessado no comportamento humano" (Ramos, 1945) e um "intelectual de sua época" (Miceli, 1979), sendo portanto, sua maior contribuição para a área, a difusão, em língua portuguesa, do conhecimento produzido até então, especialmente pela psicologia social norte-americana. Assim sendo, procurei investigar a importância de tal livro e de seu escritor para uma época quando o objeto de estudo e da psicologia social ainda não estava definido e, por isso, não havia uma definição clara quanto a que área ela pertencia: psicologia ou sociologia. Estou certa de que este estudo que realizei é apenas introdutório, pois ainda há várias questões a serem respondidas em relação às contribuições do livro e do autor para esta área.
-
O propósito deste trabalho é o de lançar a psicologia humanista brasileira no debate contemporâneo sobre as questões atuais dos processos de subjetivação. Ciente dos riscos que aguarda qualquer um que queira considerar a psicologia humanista de um modo geral - tendo em vista, evidentemente, a pluralidade de autores que declaradamente participam dessa vertente teórica - achei mais prudente considerar os escritos de um autor específico. Desse modo, nesta tese, discutirei em particular a proposta de Carl Rogers. Pretendo fazer algumas considerações históricas sobre a proposta clínico-teórica desse autor no contexto das psicologias existentes no Brasil. A tese principal que mais adiante estará sendo apresentada é de que essa proposta clínica e teórica de psicologia está, desde o seu surgimento, comprometida tanto com esforços de moralização e normalização da conduta dos indivíduos, através do exercício de formas de subjetivação que aliam sujeição e disciplina, quanto com propostas e esforços buscando a emancipação e a liberdade; estes dois pólos contraditórios caracterizam os indivíduos que vivem no mundo moderno e contemporâneo, entre os quais nos debatemos, tendendo, ora para a sujeição, ora para a liberdade. Desenvolvo minhas reflexões em torno da idéia das resistências que os sujeitos elaboram para fazer face aos processos de normalização e de disciplinarização. Em síntese, o trabalho, que será aqui apresentado visa à realização de uma revisão do contexto histórico e cultural que possibilitou o surgimento da psicologia humanista e da concepção de homem que sustenta, particularmente, a proposta rogeriana. Penso ser indispensável trabalhar essas questões, antes mesmo de nos aprofundarmos em quaisquer outras discussões dentro dessa abordagem em psicologia.
Explorar
Autor
Tipo de recurso
- Artigo de periódico (27)
- Livro (9)
- Seção de livro (47)
- Tese (9)