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Desenvolver uma história da Terapia de Família é a nossa proposta nesta dissertação. Iniciamos contextualizando o nascimento da família moderna, a partir da história. Consideramos, assim, a estreita relação entre um modelo de família e a idéia de intervenção terapêutica, próprios da modernidade. Apresentamos a Terapia de Família como uma nova forma de terapia que nasce nos anos 50, nos Estados Unidos e escolhemos a Escola de Palo Alto - Bateson / MRI - como marco central para a "invenção" dessa nova prática que rejeitou a noção de intrapsíquico em prol da noção de relação. Narramos a sua história a partir da idéia da intervenção do terapeuta que provoca mudança, desenvolvendo os questionamentos que foram elaborados, posteriormente, pela Terapia de Familia Feminista, pelo Construtivismo e pelo Construcionismo Social. Nosso percurso histórico, por fim, visou a construir uma história da Terapia de Família no Rio de Janeiro. Entrevistamos oito terapeutas de família pioneiros, que realizaram suas formações a partir da década de 70, de oito instituições formadoras. Desenvolvemos, assim, a história da Terapia de Família, de Palo Alto ao Rio de Janeiro, ressaltanto as suas principais características.
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Questionando a tendência pragmática, existente na atualidade, de traduzir a teoria Histórico-Cultural de L.S VYGOTSKI (1896-1934) para solucionar problemas educacionais, este estudo acabou por discutir a historicidade do pensamento desse autor, ausente nas traduções e na leitura da maioria dos intérpretes que respondem pela ampla divulgação dessa teoria no meio educacional. O fato de Vigotski ter elaborado sua teoria como expressão das lutas da sociedade soviética, para subverter a ordem das coisas, no período imediatamente posterior à Revolução, faz a grande diferença entre ele e os ocidentais que, como ele, enfrentavam a teoria burguesa biologicizante . Sua preocupação em postular a natureza histórica da consciência humana, longe de constituir-se numa disputa eminentemente teórica, como no lado ocidental, se fez nas disputas concretas entre os elementos "contra-revolucionários" da burguesia, que ainda tinham um papel histórico a desempenhar na sociedade soviética, e o projeto coletivo de construir a sociedade comunista, razão pela qual o povo soviético fizera a Revolução. Demonstrar a origem histórica da consciência humana, objetivo principal de todos os postulados vygotskianos, não significava apenas a formulação de uma outra vertente teórica que opunha-se ao materialismo biologicizante e ao subjetivismo, mas, antes de tudo, implicava em afirmar a possibilidade de transformação da sociedade pela ação humana, ou seja, a própria Revolução. Desta forma, transplantar a teoria de Vygotski para a atualidade, imaginando que ela, por si só, se aplicada ao sistema educacional, será capaz de desenvolver atitudes que valorizam o coletivo, significa entrar em desacordo com os postulados vygotskianos de que a consciência humana constrói-se na intercessão entre teoria e prática social.
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O presente trabalho tem como objetivo apresentar dados sobre o processo de criação do curso de Psicologia na Universidade Federal da Bahia - UFBA, obtidos em pesquisa realizada em Salvador, na Bahia, entre 1997 e 1998. Foram utilizadas como fontes primárias os arquivos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e depoimentos coletados através de entrevistas semi-estruturadas com personagens que em diferentes níveis e fases, participaram do processo. Parte dos dados está sistematizada em forma de cronologia entre 1961 e 1973, respectivamente, ano da primeira iniciativa oficial de criação do curso e o ano de colação de grau da primeira turma de concluíntes. Os depoimentos estão disponibilizados na íntegra, após revisão dos depoentes, para futuras análises.
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Este trabalho busca reconstituir a história da criança de um curso de Psicologia de uma instituição particular de ensino superior da Grande São Paulo, instalado na década de 70, por meio da análise de depoimentos orais de profissionais que participaram dos primeiros anos de seu funcionamento. São analisados seis depoimentos de personagens que tiveram participação expressiva no curso. Os dados estão reunidos nos seguintes temas: 1. a chegada; 2. a formação dos entrevistados; 3. titulação e pareceres; 4. o início do curso; 5. a formação do aluno; 6. o crescimento do curso; 7. um olhar para o ontem... um olhar para o hoje... A discussão articula as características observadas na estruturação desse curso a dois aspectos: a) algumas condições da Psicologia enquanto ciência e profissão na época e b) aos contornos impostos ao ensino superior pela Reforma Unoversitária de 1968. As conclusões apontam que um modelo de formação em Psicologia se consolida na ausência de produção de conhecimento e de discussões necessárias a um campo profissional cuja a recente criação se dera dentro de um processo de contradições e disputas. Esse modelo reforça a concepção da profissionalização nas três áreas clássicas (educação, clínica e trabalho) e usa o mercado como referência, ratificando assim a mentalidade empresarial existente nas escolas. Discutem-se também as implicações do trabalho pedagógico desenvolvido no curso.
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Visa a reconstrução da história e memória do Curso de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes, instituição de ensino superior privada, constituída em 1962, buscando abrir um espaço para explicitar as experiências do passado, tornando-as públicas e visando contribuir para modificar atitudes, adequar ações, propor mudanças, projetar novos caminhos para o futuro; objetiva ainda, subsidiar informações para a história da Psicologia Brasileira e estimular o registro e a conservação de documentos. Utiliza basicamente a coleta de depoimentos de pessoas que de alguma forma estiveram ligadas ao Curso de Psicologia da UM eventualmente os documentos escritos disponíveis. A reconstrução vai do final da década de 60 até o final de década de 70 e meados de 80, período identificado como "época de ouro" de curso, buscando os ensinamentos mais significativos. Concluí que o passado do Curso de Psicologia foi rico em ensinamentos que podem servir de norte às ações futuras e que é preciso examiná-las criticamente para não prevalecer o conservadorismo.
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Este trabalho tem como objetivo refletir acerca do papel do estudo histórico na psicologia e revisar o percurso das idéias psicológicas do século XIX ao princípio do século XX. Traça, assim, a aparente substituição, conforme vão ocorrendo modificações nas condições do país, do discurso religioso sobre a alma pelo recém-chegado discurso médico-científico e mostra a permanência daquele discurso ainda nas primeiras décadas do nosso século.
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Este artigo descreve a história da formação do psicólogo no Brasil, enfocando várias propostas de criação do curso de Psicologia, com ênfase à de Waclaw Radecki, não só pelo seu pioneirismo mas, principalmente, pelo pouco conhecimento desse personagem e de sua atuação entre nós. Indica a presença constante do positivismo e do experimentalismo como fundamentos epistemológico e metodológico dessas propostas, aos quais se mesclam mais tarde a matriz compreensivista da psicanálise e, através de novas abordagens psicossociais, a ênfase no compromisso social da formação e da prática profissionais. Aponta que os currículos parecem aglutinar de forma a-crítica as diferentes abordagens em Psicologia, supondo-se uma convicção de unidade intrínseca que se traduz em cursos recortados, repetitivos, reforçadores de subjetividades intimistas
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