A sua pesquisa

  • O propósito deste trabalho é o de lançar a psicologia humanista brasileira no debate contemporâneo sobre as questões atuais dos processos de subjetivação. Ciente dos riscos que aguarda qualquer um que queira considerar a psicologia humanista de um modo geral - tendo em vista, evidentemente, a pluralidade de autores que declaradamente participam dessa vertente teórica - achei mais prudente considerar os escritos de um autor específico. Desse modo, nesta tese, discutirei em particular a proposta de Carl Rogers. Pretendo fazer algumas considerações históricas sobre a proposta clínico-teórica desse autor no contexto das psicologias existentes no Brasil. A tese principal que mais adiante estará sendo apresentada é de que essa proposta clínica e teórica de psicologia está, desde o seu surgimento, comprometida tanto com esforços de moralização e normalização da conduta dos indivíduos, através do exercício de formas de subjetivação que aliam sujeição e disciplina, quanto com propostas e esforços buscando a emancipação e a liberdade; estes dois pólos contraditórios caracterizam os indivíduos que vivem no mundo moderno e contemporâneo, entre os quais nos debatemos, tendendo, ora para a sujeição, ora para a liberdade. Desenvolvo minhas reflexões em torno da idéia das resistências que os sujeitos elaboram para fazer face aos processos de normalização e de disciplinarização. Em síntese, o trabalho, que será aqui apresentado visa à realização de uma revisão do contexto histórico e cultural que possibilitou o surgimento da psicologia humanista e da concepção de homem que sustenta, particularmente, a proposta rogeriana. Penso ser indispensável trabalhar essas questões, antes mesmo de nos aprofundarmos em quaisquer outras discussões dentro dessa abordagem em psicologia.

Última atualização da base de dados: 25/05/2026 00:01 (UTC)

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