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Esta dissertação traz uma análise documental sobre o ensino de arte no Complexo Educacional da Fazenda do Rosário, Ibirité, Minas Gerais. Essa instituição foi fundada em 1939, por Helena Antipoff, psicóloga e educadora russa, com a ajuda de colaboradores. A pesquisa teve como objetivo verificar como foi o ensino de arte desenvolvido na instituição, entre as décadas de 1940 e 1950, com foco na identificação de uma rede de colaboradores que pudessem ter contribuído para que a educadora promovesse um movimento de integração entre arte e educação, em intercâmbio com os ideais escolanovistas. Este estudo teve como pressuposto que a relação estabelecida entre Antipoff e o artista-educador Augusto Rodrigues foi uma importante parceria para a concepção e execução do ensino de arte desenvolvido na Fazenda do Rosário. A parceria entre Antipoff e Rodrigues remonta à fundação da Sociedade Pestalozzi do Brasil (1945), fundada por Antipoff e colaboradores e da Escolinha de Arte do Brasil (1948), fundada por iniciativa de Rodrigues, outros artistas e apoio de Antipoff, no período em que a educadora atuou no Rio de Janeiro/Ministério da Saúde (1944-1949), sem desligar-se dos trabalhos desenvolvidos em Minas Gerais. Por meio de colaboradores, a maioria atuante nessas instituições, foi possível que Antipoff estabelecesse parcerias que lhe permitiram desenvolver um ensino de arte para atender tanto às crianças, adolescentes e adultos da comunidade local, quanto à formação de professores rurais. As fontes analisadas neste estudo são de diversos gêneros: escritos e manuscritos de Antipoff, correspondências trocadas com colaboradores e autoridades, jornais e periódicos institucionais, folders de divulgação de exposição de arte, fotos tiradas durante visitas de artistas-educadores, livro de registro de alunos e professores etc.. Os documentos consultados indicam uma movimentação em prol de se dinamizar os trabalhos de arte desenvolvidos na Fazenda, ora em cursos realizados na própria instituição, ora em convênios para atender aos professores em formação que se dirigiam ao Rio, na Escolinha de Arte e também na Pestalozzi do Brasil, onde Rodrigues também foi professor. Os resultados mostram que, no Rosário, houve a promoção de oficinas de trabalhos manuais, com uso da matéria-prima local, como: cerâmica, bambu, fibras naturais, carpintaria e entalhe em madeira; produção têxtil em teares manuais; assim como o desenvolvimento do teatro de bonecos, indicado como atividade recreativa, de uso pedagógico nas escolas. O ensino de arte na Fazenda do Rosário foi desenvolvido como possibilidade de formação humana e profissional, tanto para adultos, professores rurais, assim como para crianças e adolescentes. Nesse sentido, Antipoff empreendeu esforços para trazer artistas-educadores nacionais e estrangeiros que colaboraram para que a arte pudesse alcançar a comunidade local, trazendo melhores condições de vida e fazendo o ensino de arte multiplicar-se por meio da formação de professores para atuarem no ensino rural.
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Este artigo versa sobre o ensino de arte na Fazenda do Rosário, em Ibirité, Minas Gerais, Brasil, entre 1940 e 1960, desenvolvido por meio de ações decorrentes da rede de colaboração estabelecida entre o artista e educador pernambucano Augusto Rodrigues e a psicóloga e educadora russa, Helena Antipoff. Consideraram-se as perspectivas da historiografia sobre a sociabilidade e o contexto dos envolvidos para análise das variadas fontes originais consultadas. Os resultados demonstraram que o movimento de integração entre a arte e a educação articulado por Rodrigues e Antipoff deu-se por meio de uma rede de intelectuais, educadores e artistas envolvidos no movimento modernista de educar pela arte, em que se conjugavam conhecimentos na interface da psicologia, da livre expressão, da valorização da cultura popular e da formação integral dos educandos.
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Este artigo contextualiza a participação da psicóloga e educadora russo-brasileira Helena Antipoff no Movimento da Educação através da Arte no Brasil, que se configurou pela apropriação das ideias do inglês Herbert Read, influenciadas pelos princípios da Escola Nova e das vertentes artísticas modernistas que circularam internacionalmente desde fins do século XIX. Os resultados da análise de conteúdo em fontes primárias indicaram que a proposta de educação artística de Antipoff fundamentava-se na psicologia, no interesse dos alunos e na valorização do trabalho manual. Destaca-se o protagonismo de Antipoff em integrar a arte na educação com objetivo de conciliar o desenvolvimento psíquico, social e cultural dos alunos, com o apoio de uma rede de colaboradores, entre eles o artista Augusto Rodrigues, criador da Escolinha de Arte do Brasil (1948). Conclui-se que a concepção de Antipoff relaciona-se com a teoria histórico-cultural de Vigotski, que propunha ser tarefa básica da educação estética aproximar arte e vida.
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A proposta inovadora de uma nova área de pesquisa denominada Escolologia – a ciência da escola - iniciada pela psicóloga e educadora Helena Antipoff na Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte, nos anos de 1930, é examinada através de investigação documental. A Escolologia apoiava-se em conceitos da Psicologia da Criança e da Pedagogia Experimental, de Édouard Claparède, e no método de Experimentação Natural, de Alexander Lazursky, visando obter uma síntese objetiva das relações entre o desenvolvimento físico, mental e social dos escolares, suas origens sociais e as práticas culturais de suas famílias, os procedimentos pedagógicos adotados e o funcionamento institucional das escolas. Os estudos escolológicos permitiram identificar os fatores que influenciavam no aproveitamento escolar dos alunos, tais como: o alto índice de retenção no primeiro ano de escolarização, as condições de higiene e nutrição das crianças, o método pedagógico, a organização escolar e as condições socioeconômicas e culturais das famílias.
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O método de ensino do desenho para crianças da arte-educadora Louise Artus-Perrelet foi sistematizado no livro Le Dessin au Service de l’Éducation, traduzido e publicado no Brasil em 1930, quando a autora visitou o país para conferências. O trabalho de Artus-Perrelet é analisado como proposta de educação estética na formação de professores primários, relacionando-o aos princípios modernistas na arte e ao movimento da Escola Nova. Artus-Perrelet dialoga com processos pedagógicos e de criação de Paul Klee e Wassily Kandinsky, professores na Escola Bauhaus, e com a pedagogia ativa genebrina. Seu método foi apropriado no contexto brasileiro por meio de relatos da poeta Cecília Meireles publicados no Rio de Janeiro, e no trabalho de seu aluno Jean-Pierre Chabloz, artista plástico e educador.
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Autor
Tipo de recurso
- Artigo de periódico (5)
- Tese (2)
Ano de publicação
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Entre 2000 e 2026
(7)
- Entre 2010 e 2019 (3)
- Entre 2020 e 2026 (4)