A sua pesquisa

  • Klaus Holzkamp (1927-1995) foi um psicólogo e professor universitário que desempenhou um papel importante no desenvolvimento da Psicologia Crítica Alemã (PCA), infimamente apropriada pela Psicologia brasileira. Sua teoria foi elaborada na República Federal da Alemanha em um contexto de Guerra Fria. Com investigações inicialmente no campo do construcionismo, o autor se apropriou do marxismo a partir de seu envolvimento com os movimentos estudantis que ganharam força durante a década de 1960. Com essa aproximação, Holzkamp rechaçou sua produção anterior e realizou uma crítica positiva a partir do que se tinha produzido na Psicologia. Neste sentido, temos como objetivo a apropriação da fase ulterior de sua obra. Mais especificamente, buscamos (a) identificar a relação de sua produção com o momento histórico e social no qual foi gestada; (b) compreender as inflexões teóricas operadas ao longo de sua obra; e (c) apropriar-se dos seus escritos a partir de 1983. Este recorte se dá em função da dificuldade de acesso às suas obras em outros idiomas que não o alemão. Conclui-se que a PCA consiste em uma importante expressão da Psicologia Crítica mundial, fruto de uma aproximação ao marxismo em um momento de acirramento de lutas sociais. Esta perspectiva possui diversas contribuições para a Psicologia brasileira, tanto pelas aproximações possíveis com movimentos teóricos latinoamericanos, quanto por sua capacidade explicativa fruto de um resgate crítico do conhecimento até então produzido

  • O presente trabalho apresenta pesquisa que explorou como o Marxismo foi apropriado por historiadoras e historiadores da Psicologia por meio de uma análise de artigos publicados na revista Mnemosine entre 2004 e 2016. O estudo buscou: (a) identificar que vertentes do Marxismo e autores foram utilizados em trabalhos que se apropriaram da tradição marxista; (b) classificar a forma pela qual o Marxismo é utilizado pelos historiadores da Psicologia. Foram analisados 42 artigos encontrados por meio das palavras-chave “Marx”, “marxismo”, “marxista” e “materialismo”. A análise ocorreu em duas etapas e concluiu-se que o marxismo aparece em trabalhos que: (a) criticaram a concepção marxista de história; (b) identificaram o marxismo como fundamento de autores, publicações, escolas e tradições teóricas; (c) realizaram análises críticas de processos psicossociais no capitalismo. Não foram encontrados estudos que utilizam a concepção marxista de história para guiar modos de se fazer e pensar a História da Psicologia. Financiamento: CNPq.

Última atualização da base de dados: 25/05/2026 00:01 (UTC)

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