A sua pesquisa

  • Este trabalho tem como ponto de partida a análise de propostas para formação do psicólogo. Busca contribuir para construção de uma história da psicologia, a partir das ideias e projetos para a constituição do psicólogo para sua inserção sobre a realidade. Através do referencial teórico-metodológico do materialismo histórico, recuperou-se dois momentos: a) o período de modernização vivido no Brasil ao longo dos anos 1950, quando psicólogos com propostas das mais diversas, se unem para regulamentar a profissão no País, um dos primeiros a ter uma lei para regulamentação profissional na área. Discute-se o movimento que levou a essa lei e a importância de se pensar a relação sociedade/ciência/universidade para definir projetos de formação. O cenário de industrialização vivido no Brasil marca o debate em várias esferas do trabalho. Por um lado, mostra que havia uma preocupação com a formação das mentalidades para o mundo do trabalho num momento de mudanças. Por outro, revela que o tipo de atividade praticada pelo psicólogo interessava ao desenvolvimento do mercado nacional; e b) um momento no qual os anos 1920 o Leste Europeu passa por transformações sociais e políticas com propósitos revolucionários. A discussão em torno da prática psicológica como determinada para uma realidade e a recuperação de uma filosofia da psicologia aparecem como ideias para se pensar o trabalho do psicólogo, o plano de construção de uma sociedade nova com base no socialismo mostra que foi necessário pensar num homem novo. As particularidades históricas neste trabalho, são analisadas a partir das próprias condições nas quais o debate veio a surgir. A formação do psicólogo mostrou ser uma preocupação para a constituição da prática e identidade profissional e, revelou que a atividade do psicólogo lida com concepções conservadoras e transformadoras, podendo assumir uma ou outra forma, como também, simultaneamente ambas

Última atualização da base de dados: 25/05/2026 00:01 (UTC)

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