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Este trabalho tem como objetivo refletir acerca do papel do estudo histórico na psicologia e revisar o percurso das idéias psicológicas do século XIX ao princípio do século XX. Traça, assim, a aparente substituição, conforme vão ocorrendo modificações nas condições do país, do discurso religioso sobre a alma pelo recém-chegado discurso médico-científico e mostra a permanência daquele discurso ainda nas primeiras décadas do nosso século.
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Este artigo descreve a história da formação do psicólogo no Brasil, enfocando várias propostas de criação do curso de Psicologia, com ênfase à de Waclaw Radecki, não só pelo seu pioneirismo mas, principalmente, pelo pouco conhecimento desse personagem e de sua atuação entre nós. Indica a presença constante do positivismo e do experimentalismo como fundamentos epistemológico e metodológico dessas propostas, aos quais se mesclam mais tarde a matriz compreensivista da psicanálise e, através de novas abordagens psicossociais, a ênfase no compromisso social da formação e da prática profissionais. Aponta que os currículos parecem aglutinar de forma a-crítica as diferentes abordagens em Psicologia, supondo-se uma convicção de unidade intrínseca que se traduz em cursos recortados, repetitivos, reforçadores de subjetividades intimistas
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O trabalho procura apontar a diversidade de modos de subjetividade presentes em diferentes momentos historicos com o objetivo de afirmar a nao naturalidade do omodo individuoo proprio da Psicologia, antes, vendo-o como proprio do momento especifico da modernidade. Assim, percorrendo literatura pertinente das Ciencias Sociais e da Filosofia, procura identificar as configuracoes subjetivas da Grecia Classica e do periodo medieval, enfatizando a seguir as diferentes transformacoes politicas, economicas, religiosas, sociais que permitiram a emergencia do individuo moderno.
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Este texto apresenta uma panorâmica dos dados relativos à história da criação do curso de Psicologia no Brasil privilegiando projeto apresentado nos anos 30 pelo Psicólogo polonês Waclaw Radecki, e o proposto na década de 50 pelo psiquiatra espanhol Emilio Mira y López. Ressalta-se essas propostas, por seu pioneirismo e pelo fato de tais personagens serem atualmente pouco conhecidos. Destaca-se que essas iniciativas foram apresentadas por estrangeiros, enquanto os brasileiros se abstiveram. Indica-se a presença constante do positivismo e do experimentalismo como fundamentação epistemológica e metodológica, não somente dessas propostas mas também do currículo mínimo, aprovado há quarenta anos atrás.
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Este artigo apresenta a Rádice - Revista de Psicologia, produzida por psicólogos cariocas entre 1976 e 1981. Esta revista foi de grande importância (intelectual e afetiva) para a geração que, durante o período da ditadura militar brasileira, graduava-se em psicologia. Levava aos seus leitores matérias sobre temas variados e polêmicos, não existentes nas revistas de psicologia da época, como a repressão política, o tratamento desumano nos hospitais psiquiátricos, a regulamentação da profissão de psicólogo, as terapias corporais, entre outros. Participava, com outras publicações "nanicas", do Comitê de Imprensa Alternativa, indicando sua participação ativa nos debates políticos ocorridos à época. A Rádice é, pois, um analisador da constituição histórica da psicologia carioca, sendo um dos poucos dispositivos de divulgação do pensamento de outras formas de se fazer psicologia.
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Sabendo-se que a Psiquiatria no Brasil constituiu-se a partir da Medicina Legal, o artigo analisa as teses de Medicina Legal da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendidas nos anos de 1832-1930. Durante esse período as teses eram obrigatórias para a obtenção do título de Doutor em Medicina, isto é, para a conclusão do curso médico. Apresentam-se as principais idéias psiquiátricas européias – notadamente Pinel, Morel e Lombroso – e seu desdobramento nas teses. Acrescenta-se também o pensamento nelas presente acerca do papel social dos médicos. O início do Manicômio Judiciário no Brasil é apresentado rapidamente, indicando-se em seguida a gênese do campo da Psicologia Jurídica, vista então como forma instrumental de auxílio ao psiquiatra na determinação das características não só do réu ou criminoso, mas também da criança e do doente.
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Este trabalho procura analisar historicamente o conceito de infância no Brasil e como a representação infantil passou de um papel secundário no sistema colonial a foco das preocupações no século XIX, através da atuação dos médicos higienistas. A partir da análise das teses de doutoramento da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro que discorrem sobre a criança, produzidas no período de 1832 a 1930, procuramos investigar de que maneira a construção e disciplina do corpo infantil se refletem no desenvolvimento de uma ciência psicológica. Neste percurso, deparamo-nos com discussões sobre temas que englobam não apenas o corpo, mas também a compreensão da alma infantil, sob a influência do paradigma científico e das teorias evolucionistas vigentes à época. Além disso, associada à imagem infantil, também encontramos a importância da mulher - enquanto mãe e ama - como mantenedora da família, constituindo uma nova moldagem também da figura feminina.
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- Artigo de periódico (78)
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Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (7)
- Entre 2000 e 2026 (137)