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O artigo caracteriza dois momentos na história da Análise Institucional (AI) no Brasil, com ênfase no panorama da cidade do Rio de Janeiro: o do início do século XXI, quando a AI poderia ser considerada como um “paradigma sem passado”; e o dos últimos seis anos, aproximadamente, quando se “rouba o nome aos bois”, tecendo uma rede entre a AI e outros discursos e práticas, como as lutas ligadas a concepções não jurídicas de direitos humanos, as racializadas e/ou generificadas, as decoloniais-anticoloniais etc., que repotencializam o paradigma. Em paralelo, essa abordagem se volta para a caracterização das diferentes gerações de institucionalistas brasileiros, principalmente a partir de experiências em universidades públicas. O intuito do texto é efetuar um diagnóstico do presente, e esta primeira experimentação, decerto parcial, está voltada principalmente à construção de uma genealogia ético-política da AI em nosso país, em articulação com os percursos da psicologia como saber e profissão.
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O artigo trata do evento “Políticas e Poéticas do Contágio: ensaios de viver entre muitxs”, assim como de suas reverberações. Organizado pelas professoras Adriana Rosa (UFF), Alice De Marchi (UERJ) e xs integrantes do estágio “Psicologia e Direitos Humanos: transversalizando práticas” – supervisionado por esta última –, foi realizado entre outubro e novembro de 2019. O encontro foi uma aposta na encruzilhada entre Psicologia, Arte, Política e Subjetividade como dispositivo para nos aproximarmos da multiplicidade como modo de vida. Através de oficinas e rodas de conversa, tematizou a arte de criar e sustentar formas de viver outras e a política como exercício a partir da diferença. Compreendemos o encontro e o contágio como meios de invenção de si e de mundos, para juntxs ensaiarmos modos de viver entre muitxs. Aqui, narramos, através de cartas trocadas, como foi experienciar esses dois dias de evento, bem como de que forma este ainda ressoa em nós.