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As histórias mais influentes da psicologia tendem a adotar a perspectiva de um centro específico de desenvolvimento psicológico, na maioria das vezes os EUA, com os desenvolvimentos em outros locais formando uma espécie de periferia. Conceitualizações e práticas favorecidas pelas condições sociais do centro são tratadas como princípios fundamentais universalmente válidos da disciplina, enquanto o conhecimento que emerge na periferia é frequentemente reconhecido apenas com significância local. Mais recentemente, este modelo tornou-se difícil de se sustentar, e a história do campo é mais facilmente observada se for em termos de uma interação entre vários centros focais. Tal perspectiva leva a uma análise da forma como a geração, transmissão e aplicação do conhecimento psicológico tem sido moldada pelas relações de poder, bem como por preconceitos e barreiras culturais. Uma história policêntrica tem uma relevância considerável para os desenvolvimentos atuais no âmbito da disciplina.
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Comunicação de 1910 sobre as definições de idiotia e imbecilidade na literatura psiquiátrica da época
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O conceito “história policêntrica da psicologia” foi originalmente utilizado por Kurt Danziger e, desde então, tem sido adotado por outros historiadores da psicologia. O artigo faz uma introdução a esta perspectiva. A tendência à internacionalização da psicologia implicou que a história da psicologia norte-americana pudesse ser complementada com outras histórias locais. A história policêntrica contrasta com esta abordagem, pois se preocupa com as inter-relações entre os centros, e não pelos centros considerados isoladamente. O artigo finaliza com alguns exemplos de história que têm sido escritos a partir de uma perspectiva policêntrica.
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O Boletim do Portal História da Psicologia 3, ou apenas Boletim do Portal 3, é uma coletânea que reúne verbetes publicados na Enciclopédia Eletrônica de História da Psicologia (WikiHP), traduções e uma resenha. Sumário - Universalismo e Indigenização na História da Psicologia Moderna (Kurt Danziger) - William James (Russel Goodman) - O Caso dos Irmãos Reimer (Júlia Lombardi Carneiro) - Experimento de Aprisionamento de Stanford (Mariana Souza Rodrigues, Izabella Simões da Cruz, Alice Nascimento Moraes Fernandes, Vitoria Amaral de Oliveira, Bruna Lenaz dos Santos, Evelyn de Carvalho) - Teste de Apercepção Temática (TAT) (Débora Pinheiro de Oliveira, Luísa Mello da Silva, Maria Formiga Menezes, Maria Luiza Marchezini Saliba, Mikaelle Vitória Sousa de Almeida, Rayca Rafaelly Pereira Siqueira Lobato) - John E. Douglas (Júlia Lombardi Carneiro) - CAPS Clarice Lispector (Stella Costa Angelo, Amanda Albernaz de Freitas, Maurício Coutinho Pereira, Raphaela Silveira de Oliveira, Lucas Vieira Coutinho, Lorenzo Miguel Donato de Oliveira Santos, Arthur Arruda Leal Ferreira) - Resenha do livro Locuras en Primera Persona, de Rafael Huertas (Arthur Arruda Leal Ferreira, Luana Oliveira Clemente, Amanda Albernaz de Freitas, Adjailton Ferreira de Albuquerque Junior, Elen Cougil da Cunha, Maísa Pachela Garcia, Maria Clara da Silva Quintan, Maurício Coutinho Pereira, Paulo Vitor Fernandes Costa de Lima, Raphaela Silveira de Oliveira, Victória Farias de Brito, Vitória Maria França de Paula)
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Produzir um verbete sobre história da psicologia para a enciclopédia online, a Wikipédia, tem se mostrado mais problemático do que se poderia esperar. Especificamente, alguém que usa o nome “Jagged_85” na internet inseriu afirmações no intuito de mostrar que a maior parte dos grandes desenvolvimentos da história da psicologia tem suas origens no mundo árabe medieval. Afirmações similares e pelo menos uma tentativa de desafiar estas afirmações apareceram na literatura profissional. Também foi publicada uma edição especial da newsletter online, Advances in the History of Psychology voltada para essa temática, sob o título Presentismo a serviço da diversidade? [tradução nossa]. O termo “presentismo” tem vários significados, mas usualmente se refere à ideia de indicar visões do presente sobre o passado, ao invés de fazer uma tentativa séria de entender como as próprias figuras históricas entendiam o mundo. O presente artigo endossa a visão de que as afirmações de autores como “Jagged_85” constituem presentismo, conforme o entendimento do senso comum. O artigo também oferece sugestões sobre como chegar à diversidade sem este tipo de presentismo.
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Gustav Fechner (1801-1887) é um pensador que desempenha um papel singular nas narrativas em história da psicologia: em um número grande de trabalhos ele é descrito como uma espécie de gênio científico que teria aberto as portas para a matematização dos fenômenos psicológicos, mas tendo produzido também um grande conjunto de textos satíricos, metafísicos e religiosos. Nessas narrativas históricas, esses textos muitas vezes são apresentados como curiosidades metafísicas. Neste livro apresentamos pela primeira vez em língua portuguesa um desses textos, "O Pequeno Livro da Vida Após a Morte" – escrito por Fechner na década de 1830 e aqui acompanhado da introdução escrita por William James para a edição em inglês (1904) –, além de um conjunto de artigos de diversos pesquisadores estrangeiros, que se reúnem aos pesquisadores brasileiros para dar uma dimensão única à vida e à obra desse singular pensador alemão. Num mesmo gesto recusamos a operação de fragmentação feita pelos historiadores da psicologia e propomos uma retomada das principais questões de Fechner, buscando um formato do texto acadêmico que não exclua o estético e o poético. Tomamos Fechner como autoria a ser reconstruída pela voz de seus textos, de seus comentadores mundo afora e nas expressões do trabalho artístico, permitindo uma perspectiva muito além daquela esboçada pelos manuais de história da psicologia. Na escolha dos textos aqui presentes, na interlocução com os comentadores e com os trabalhos de poesia literária e visual que compõem esta edição, acreditamos nos afastar daquilo que o autor chamou de "visão noturna", incluindo aí todas as perspectivas reducionistas e mecanicistas no tocante ao entendimento da nossa existência no cosmos.
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Tipo de recurso
- Artigo de periódico (10)
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- Tese (4)
Ano de publicação
- Entre 2000 e 2025 (73)