A sua pesquisa
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Este estudo apresenta o arcabouço de idéias humanísticas desenvolvido por Miguel Rolando Covian no âmbito da universidade: como cientista que foi, através de artigos científicos e de várias iniciativas concretas buscou enfrentar o problema da atual crise no campo das ciências modernas e na formação humanística do estudante universitário. No pensamento de Covian verifica-se a particular contribuição de três autores contemporâneos, muito lidos e comentados por ele, representantes de três diferentes áreas do conhecimento – Teilhard de Chardin, José Ortega y Gasset e Thomas Merton. A relevância teórica e testemunhal destes autores para o pensamento de Covian evidencia-se na estreita relação de idéias entre eles e nas citações feitas em seus artigos aos autores. O estudo desta relação nos permitiu aprofundar a concepção de humanismo em Covian e identificar as suas principais matrizes teóricas.
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O objeto desta pesquisa são as idéias e as práticas de assistência ao idoso no Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, nas décadas de 1910 a 1950. O Lar Padre Euclides foi fundado em 1919 sob a denominação de Asilo de Mendicidade de Ribeirão Preto, por Padre Euclides Gomes Carneiro. Entende-se a assistência no Lar como uma prática apoiada em idéias psicológicas acerca dos assistidos, motivada pela demanda de um contexto sócio-cultural específico. Através da reconstrução da história e do contexto de inserção da instituição, buscou-se compreender a concepção, a estruturação e o desenvolvimento de sua proposta assistencial e da sua trajetória do passado ao presente. A coleta de documentos foi iniciada na própria instituição, na Biblioteca Padre Euclides e no Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto. Posteriormente foram visitados em São José do Rio Pardo/SP o Asilo de Inválidos e o Museu Riopardense, e em Botucatu/SP o Asilo Padre Euclides e o Centro Cultural. Os asilos destas duas localidades foram também fundados por Padre Euclides. A análise descritiva e crítica dos documentos (relatórios anuais, estatutos, atas, regulamentos, notícias de jornais, fotografias) seguiu a orientação teórica e metodológica da Micro-História. O trabalho é inicialmente composto pelas narrativas histórica acerca da vida de Padre Euclides e das obras criadas por ele, e da origem e desenvolvimento do Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, enfatizando-se as práticas de assistência voltadas ao oferecimento de moradia, trabalho e vida religiosa aos assistidos. Segue-se a descrição e caracterização das idéias acerca dos assistidos, ressaltandose a idéia dos verdadeiramente necessitados". A partir da análise das principais fontes de receita e despesas da instituição, evidenciaram-se aspectos específicos do relacionamento do Lar com a comunidade, sendo estes responsáveis pela permanência da obra no presente. A reconstrução da história do Lar Padre Euclides, nas décadas de 1910 a 1950, possibilitou também a compreensão da sua realidade atual, do reconhecimento de elementos de continuidade entre o presente e a origem da instituição.
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O artigo analisa a utilização e a importância da música como forma expressiva e simbólica para a elaboração da experiência psíquica, na visão de mundo barroca presente na cultura brasileira. Analisa comparativamente duas pesquisas conduzidas em dois diversos domínios – história cultural e fenomenologia da cultura – apreendendo o típico dinamismo psicológico de uma comunidade rural brasileira de tradições barrocas. A abordagem comparativa permite evidenciar a atualidade de elementos barrocos tomados para a elaboração da experiência na referida comunidade em termos de: vivência psicológica e espiritual suscitada pela música; estrutura retórica da composição musical; lugares comuns inerentes à visão de mundo de referência. A música é vivenciada como elemento fundamental da relação entre o universo de sentido pessoal e aquele proposto pela cultura, tendendo a estabelecer conexões precisas entre vivências sensoriais, cultura local e constituição do corpo social, inseridos num horizonte de totalidade mitológico-religioso.
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Discutem-se as definições de “experiência” da história da cultura ocidental que influenciaram a constituição dos saberes psicológicos: desde Aristóteles até Wundt e James. Originariamente entendida segundo dimensões diversificadas, experiência se referia seja ao conhecimento sensorial e prático das coisas, seja à verificação e à prova, seja ao conhecimento interior. Analisam-se nessa tradição as contribuições de Agostinho, Roger Bacon, Tomás de Aquino e seus interpretes jesuítas em âmbito luso-brasileiro. A partir da Idade Moderna, pela influência das filosofias empiristas, experiência foi reduzida à dimensão de conhecimento sensorial testado e comprovado conforme os critérios do método científico; a ‘prática das coisas’ foi definida como senso comum tendo acepção negativa; e o conhecimento interno foi restrito ao âmbito determinado pelos parâmetros do conhecimento externo. Separavam-se assim dimensões da experiência anteriormente concebidas de modo unitário. Este conceito de experiência foi utilizado no século XIX no estabelecimento de domínio, métodos e objetos da nova Psicologia científica.
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Evidenciam-se contribuições da Fenomenologia à discussão sobre o conceito de experiência na Psicologia contemporânea. Negação da experiência enquanto categoria gnosiológica leva a fragmentação do vivido, redução a representação ou a reações, negação do sujeito. Husserl aponta as raízes: objetivação do sujeito questiona fundamentos da cultura ocidental. Duas posições decisivas na formulação daquele conceito e constituição da Psicologia: (1) experiência subentende juízo; (2) experiência como sensação. Esta fundamenta a Psicologia moderna. Tal redução do conceito leva à crise da Psicologia científica: a inviabiliza como ciência da pessoa. A Fenomenologia (Husserl e Stein) repropõe a centralidade da experiência distinguindo vivência de experiência; síntese passiva de síntese ativa; a atitude própria das Ciências Naturais daquela das Ciências do Espírito. Experiência tem como centro a pessoa: eu-no-mundo; agente por ter experiência determinada e ordenada do mundo, podendo habitá-lo; tem experiência privilegiada do corpo próprio.
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Tipo de recurso
- Artigo de periódico (205)
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- Tese (33)
Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (65)
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Entre 2000 e 2026
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- Entre 2000 e 2009 (162)
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