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O objeto desta pesquisa são as idéias e as práticas de assistência ao idoso no Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, nas décadas de 1910 a 1950. O Lar Padre Euclides foi fundado em 1919 sob a denominação de Asilo de Mendicidade de Ribeirão Preto, por Padre Euclides Gomes Carneiro. Entende-se a assistência no Lar como uma prática apoiada em idéias psicológicas acerca dos assistidos, motivada pela demanda de um contexto sócio-cultural específico. Através da reconstrução da história e do contexto de inserção da instituição, buscou-se compreender a concepção, a estruturação e o desenvolvimento de sua proposta assistencial e da sua trajetória do passado ao presente. A coleta de documentos foi iniciada na própria instituição, na Biblioteca Padre Euclides e no Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto. Posteriormente foram visitados em São José do Rio Pardo/SP o Asilo de Inválidos e o Museu Riopardense, e em Botucatu/SP o Asilo Padre Euclides e o Centro Cultural. Os asilos destas duas localidades foram também fundados por Padre Euclides. A análise descritiva e crítica dos documentos (relatórios anuais, estatutos, atas, regulamentos, notícias de jornais, fotografias) seguiu a orientação teórica e metodológica da Micro-História. O trabalho é inicialmente composto pelas narrativas histórica acerca da vida de Padre Euclides e das obras criadas por ele, e da origem e desenvolvimento do Lar Padre Euclides de Ribeirão Preto/SP, enfatizando-se as práticas de assistência voltadas ao oferecimento de moradia, trabalho e vida religiosa aos assistidos. Segue-se a descrição e caracterização das idéias acerca dos assistidos, ressaltandose a idéia dos verdadeiramente necessitados". A partir da análise das principais fontes de receita e despesas da instituição, evidenciaram-se aspectos específicos do relacionamento do Lar com a comunidade, sendo estes responsáveis pela permanência da obra no presente. A reconstrução da história do Lar Padre Euclides, nas décadas de 1910 a 1950, possibilitou também a compreensão da sua realidade atual, do reconhecimento de elementos de continuidade entre o presente e a origem da instituição.
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Este artigo é o resultado de uma pesquisa histórica que procurou estabelecer conexões entre a história da psicologia científica do século XX e da História da educação brasileira tendo como foco de análise o percurso intelectual do educador brasileiro Paulo Freire. Este educador recebeu influências de diversas matrizes filosóficas, reconhecendo os avanços trazidos pela Psicologia Científica, identificando também seus limites em fornecer elementos para uma formulação de concepção integral do homem e da vida. Após sua experiência de exílio, Freire encontrou no percurso investigativo da psicologia humanista de Erich Fromm o mesmo anseio na busca de entender qual possibilidade o homem contemporâneo teria de viver sua liberdade no contexto histórico complexo de sua época. Paulo Freire se apropriou da psicologia humanista de Erich Fromm, para interpretar, do ponto de vista pedagógico, a inexperiência democrática do povo brasileiro do contexto histórico em questão e buscar um caminho formativo de transformação.
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Na epistemologia escolástica havia não somente a preocupação de aplicar a doutrina aristotélica da abstração, considerando o funcionamento dos sentidos externos e internos, mas também de garantir a possibilidade do conhecimento direto ou intuitivo, que se daria sem a mediação de representações mentais. Tal possibilidade baseava-se no fato de haver um conhecimento que aconteceria pela força própria do objeto de dar-se a conhecer, que permitiria conhecer algo excedente à experiência sensorial humana, visto que os sentidos somente podem perceber o que é comensurável a eles. O componente interno que permite tal conhecimento intuitivo na tradição agostiniana era o verbum intus prolatum, que seria palavra anterior a toda fala humana e diferente do discurso da racionalidade humana. Na refinada teologia de Vieira no sermão da Madrugada da Ressurreição pregado na Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Belém do Pará, aparecem claros elementos da Teologia Negativa, de Mariologia e da doutrina do conhecimento intuitivo.
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O objetivo de um pregador é mudar juízos e atitudes. O instrumento que possibilita o sucesso da pregação é a palavra eficaz. Os jesuítas compartilhavam a concepção da arte retórica clássica e moderna de que o poder da palavra decorre da capacidade de atingir e mobilizar o dinamismo psíquico dos destinatários. Nas psicologias filosóficas formuladas por Aristóteles e Tomás, o mundo anímico estrutura-se em potências sensoriais externas e internas, afetivas, cognitivas e volitivas. A palavra do pregador move tais potências, também conhecidas como sentidos internos, que fornecem os objetos imateriais intimamente relacionados com as coisas no mundo e através dos quais o entendimento pode identificar e separar a natureza das coisas. No Sermão da Oitava da Páscoa de 1656, pregado por Antônio Vieira em Belém, estes elementos convergem para possibilitar o ”˜desengano'. A tristeza pelas minas não encontradas deveria ser mudada em alegria pelo bem maior do Reino Português, as almas.
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Autor
Tipo de recurso
- Artigo de periódico (205)
- Livro (40)
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- Tese (36)
Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (65)
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Entre 2000 e 2025
(341)
- Entre 2000 e 2009 (165)
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