A sua pesquisa
Resultados 16 recursos
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Esta pesquisa objetivou descrever e analisar publicações veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, vinculadas à Psicologia Aplicada ao Trabalho, entre 1949 e 1968. Metodologicamente, é uma investigação em História Social da Psicologia que se apropria de estratégias de sociobibliometria e História Digital da Psicologia. Os resultados encontrados sugerem que a Psicologia esteve presente com estudos e intervenções à serviço das diretrizes desenvolvimentistas estabelecidas pelo Estado, e também contemplou o indivíduo e sua relação com o meio como eixo de estudos que repercutissem na vida do trabalhador, a partir da interação sujeito-trabalho. Assim, historicizar a Psicologia Aplicada ao Trabalho permitiu tatear contribuições de diferentes propostas teórico-metodológicas que viabilizaram novas perspectivas e repercutiram no desenvolvimento da própria Psicologia brasileira, em especial à voltada para o trabalho e as organizações, e que repercutiram na constituição da Psicologia enquanto profissão.
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Este artigo analisa como os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) desenvolvem suas atividades educativas e quais experiências estimulam processos de questionamento e aprimoramento destas atividades. Promove-se uma discussão sobre onde eles buscam referências para realizarem estas atividades; em que medida os serviços de saúde favorecem este processo e como aprendem, apreendem e aprimoram seu trabalho. Estas reflexões tomaram por base a análise de entrevistas dialogadas realizadas com nove ACS atuantes no estado do Rio de Janeiro há mais de dois anos. Observou-se como estes trabalhadores, mesmo sem as condições adequadas de trabalho, produzem sentidos para os eventos de seu dia a dia, se reinventando. Entretanto, identificou-se a importância de um espaço de formação para eles. Tal espaço pode ser enriquecedor e promover a construção de práticas educativas potentes para a transformação, não de hábitos, mas de sujeitos - trabalhadores e usuários - na luta por condições de saúde e vida melhores.
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Esta pesquisa bibliométrica historiciza aspectos da Psicologia Organizacional e do Trabalho, no Brasil. Ela descreve e analisa publicações associadas à Seleção Profissional, nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (1949-1968). Os resultados apontam o desenvolvimento da Psicologia em organizações, a partir da atuação de profissionais que utilizavam de métodos e técnicas da Psicologia, principalmente da Psicometria. Eles buscavam compreender as habilidades e tendências do trabalhador, e seu ajustamento às condições do trabalho. Isso ocorreu em momento socioeconômico brasileiro que requisitou conhecimentos e práticas da Psicologia fossem para a "modernização" nacional, utilizando métodos e técnicas aplicadas à seleção que, por sua vez, articulavam-se com o zeitgeist de regulamentação da profissão e formação em Psicologia, no Brasil.
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Vivemos um período da história que tem se caracterizado por muitas mudanças no mundo em favor de movimentos ultraconservadores e retrógrados. Tempos sombrios também marcados por uma pandemia que, a cada dia, tem matado mais e mais pessoas, além de colocar nós, educadores, em uma situação vulnerável, não só fisicamente, mas também uma vulnerabilidade que nos inquieta, nos aprisiona e apequena nossas almas, nossos afetos, nossas alegrias e nossos ideais. Na educação, a lógica obscurantista dos tempos atuais se faz ver através de programas que defendem princípios antidemocráticos, privatistas, mercadológicos, individualistas, competitivos, meritocráticos, excludentes e autoritários. Incentivam-se os discursos de perseguição, desqualificação, violência e ódio contra educadores e estudantes que, de modo heroico, continuam resistindo re-existindo, fazendo da escola pública um espaço-tempo de luta e alteridade. Como pesquisadores e pesquisadoras da Educação, uma das maneiras que temos encontrado para fortalecer os movimentos e as lutas dos praticantes das escolas públicas é pela afirmação de sua dimensão democrática e, ao mesmo tempo, por nos opormos ao estado de degradação do humano, às tentativas de anulação da diferença e ao extermínio dos diferentes que temos vivido. Assumimos, com Espinosa, a ideia de que o conhecimento é o mais potente dos afetos e, assim, potencializar escritos que apostem na força dos corpos coletivos dos cotidianos das escolas como possíveis de criação de uma vida bonita, como defende Foucault. Assim, os capítulos deste livro afirmam possibilidades de se produzir um conhecimento ético, estético e político com e para as escolas públicas e seus praticantes, isto é, um conhecimento assumido como forma de luta e de afirmação da escola pública.
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Este artigo se propõe a estudar como os modos de vida da população em situação de rua têm sido abordados no âmbito das produções acadêmicas. Neste trabalho, focalizamos o mapeamento da produção de dissertações e teses defendidas no Brasil no período de 2010 a 2016, destacando a produção acadêmica realizada no Estado do Espírito Santo. A metodologia utilizada para produzir os dados foi o Estado do Conhecimento, usando como procedimento a pesquisa bibliográfica. A partir do material levantado, efetuamos uma análise do modo como a população de rua configura campos problemáticos nessas produções. O resultado apontou a reduzida produção de conhecimento acadêmico acerca dos modos de vida deste grupo populacional, o que tem interferido negativamente na elaboração de políticas públicas e na formação de profissionais que atuam com este segmento populacional. Espera-se fornecer subsídios para ampliação da produção de conhecimentos e das redes de garantia de direitos no Espírito Santo.
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A Gestalt-terapia vem crescendo e se desenvolvendo desde de sua recepção na década de 1950. Para alguns autores, a Gestalt-terapia está envolvida no processo de recepção da fenomenologia na psicologia Humanista. Todavia, aspectos que envolvem o processo de formação de um conhecimento especializado e institucionalizado, como a disciplinarização dessa abordagem, são pouco visíveis no Mato Grosso do Sul (MS). Nesse cenário, esta pesquisa objetiva descrever e analisar formas de disciplinarização da Gestalt-terapia, em Mato Grosso do Sul, entre 1980 e 1990. Metodologicamente, esta é uma pesquisa em História da Psicologia que opera com Análise Documental e Análise de Conteúdo de fontes orais e textuais. Os resultados indicam que a disciplinarização da Gestalt-terapia ocorreu simultaneamente à graduação dos primeiros psicólogos, na cidade. Eles destacam, também, envolvimento nessa formação como uma possibilidade de expansão de conhecimentos, já que o cenário campo-grandense, à época, dificultava o acesso a formações complementares. Por fim, sinalizam um perfil de grupo eminentemente feminino e que salienta a importância de vivências terapêuticas no grupo de formação. Assim, ao desvelarmos esse processo, compreende-se determinados aspectos da história da Psicologia brasileira além de clarificar aspectos não narrados da história local, até então.
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A História da Psicologia é considerada um campo de pesquisas, discussões, ensino e formação profissional, que tem se propagado e circulado, no Brasil e em outros países, a partir de várias manifestações culturais acadêmicas. Este artigo descreve e analisa produções brasileiras em História da Psicologia, segundo uma análise bibliométrica de artigos publicados de 1996 a 2019. Obtivemos 112 textos em que os dados foram categorizados em três grandes grupos: perfil dos autores; características da produção; e aspectos dos estudos. Os resultados indicam preponderância de autor principal feminino e, independentemente do gênero, há prevalência de doutores como primeiro autor, com predominante filiação institucional do Sudeste. As produções versam, principalmente, sobre temas como Educação, História dos Saberes Psicológicos e Política. Por fim, os resultados sugerem um uso pouco uniforme do termo “história da psicologia”, que vem ligado tanto a trabalhos propriamente historiográficos quanto a estudos que fazem “históricos” ou “introdução/conceitualização” de temáticas, bem como a ocorrência de títulos, resumos e palavras-chave pouco precisos.
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