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Este trabalho tem como objetivo compreender a História da Psicologia no Estado deGoiás a partir de sua relação de complementaridade com a Educação, contextualizando a penetração, o apogeu e o declino da Escola Nova no Estado, assim como as concepções, os discursos e as práticas psicológicas, oriundas desse movimento, sinalizando também a sua transição para uma proposta de cunho tecnicista. Para tanto, foi realizado, inicialmente, um estudo histórico-bibliográfico descrevendo e discutindo a Psicologia e a produção historiográfica da mesma no Brasil. Esse estudo possibilitou a compreensão da situação histórica da Psicologia no Brasil, apontando também alguns trabalhos mais recentes que contribuíram para a escrita da história dessa ciência nos diferentes Estados. Num segundo momento, buscou-se descrever e discutir a história da Psicologia em Goiás, alçando relação com educação. Esse momento está dividido em três partes. Na primeira parte foram descritas e analisadas as concepções, os discursos e as práticas psicológicas na Educação, anteriores ao advento da Escola Nova. Na segunda parte, buscou-se descrever e analisar a Psicologia em Goiás desde a inserção do ideário escolanovista até a sua consolidação e declínio. Numa terceira parte, procurou-se apresentar uma descrição e analise sobre o Ensino Tecnicista em Goiás, buscando sua relação com a Psicologia. A pesquisa revelou que as ideias da Escola Nova: 1. estiveram presentes em documentos oficiais desde 1916; 2: começaram a se intensificar a partir dos anos de 1920, sendo possível evidenciar, com mais clareza, sua relação com a Psicologia 3. tiveram sua máxima expressão, o apogeu, na era Vargas/Ludovico (1930-1945), principalmente após 1937, sendo a Revista Oficial de Instrução o mais importante impresso para sua disseminação nessa época, onde foram publicados vários artigos de autores goianos sobre Psicologia e Escola nova; 4. Após a era Vargas/ Ludovico, as ideias escolanovistas começam a perder sua força, o que pode ser evidenciado na diminuição de temas referentes a Escola Nova na segunda fase da Revista Oficial de Instrução, e o aumento de temas relacionados a técnica e aperfeiçoamento técnico. No final de 1950 até 1962, foi possível perceber, na terceira fase deste periódico, um esvaziamento ainda maior das ideias escolanovistas, e uma aumento expressivo de assuntos voltados para: a educação do adulto; os aspectos socioculturais da Educação; a educação dos excepcionais; o ensino da matemática; a preparação técnica dos professores por meio de programas de formação/especialização; a Psicologia dos excepcionais, os testes psicotécnicos como instrumentos para seleção de professores; os métodos de pesquisa em Psicologia.
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Os laboratórios científicos contribuíram para os processos de institucionalização e disciplinarização da psicologia, nos séculos XIX e XX. Tais contribuições foram registradas em diversos textos memorialísticos, que foram tomados com características historiográficas, além de outros, celebratórios. A partir da década de 1960, houve críticas à história dos laboratórios de psicologia, as quais produziram um hiato na produção historiográfica sobre eles. Diante disto, nosso objetivo é apresentar os laboratórios científicos como objeto presente na história da psicologia e, consequentemente, como um objeto de pesquisa historiográfica. Para tanto, expomos uma panorâmica da historiografia sobre os laboratórios de psicologia, notas sobre tal historiografia no Brasil e possibilidades contemporâneas de estudos sobre os laboratórios. Assim, mostramos os laboratórios científicos como objetos que permitem dizer sobre diferentes aspectos da história da psicologia.
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O objetivo do presente artigo é compreender a Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família (ESF) a partir de um diálogo interdisciplinar entre Saúde Pública e Filosofia, visando refletir sobre o cuidado integral do ser humano. Buscou-se evidenciar fundamentações fenomenológicas acerca da singularidade humana, da alteridade e da comunidade. Para tal foram realizadas entrevistas abertas com profissionais, usuários e familiares, analisadas em profundidade, audiogravadas e transcritas na íntegra. Para o aprofundamento da análise selecionou-se recortes de três entrevistas considerando o envolvimento dos participantes e a riqueza dos conteúdos. A análise apontou a necessidade de reflexões críticas sobre o desenvolvimento de ações comunitárias, de se construir projetos voltados às comunidades para além da dicotomia saúde/doença e da discriminação e, ainda, para a compreensão do que vem a ser Saúde Mental na atenção primária.
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Uma das peculiaridades da formação do psicólogo é a necessidade de lidar com a diversidade de teorias e sistemas em psicologia. Essa pluralidade lança o desafio de reconhecer a irredutibilidade das diferentes formas de compreensão dos fenômenos psicológicos, bem como de buscar clareza sobre o desenvolvimento histórico e os compromissos filosóficos que sustentam essa diversidade. Esse esclarecimento pode ser alcançado por meio da pesquisa teórica, entendida como uma das principais maneiras de produção de conhecimento em história e filosofia da psicologia. Contudo, a pesquisa teórica ainda é vista de forma reticente na psicologia. Um dos motivos dessa desconfiança é a falta de clareza acerca de sua própria definição, bem como de seus procedimentos metodológicos. Além disso, o ensino das habilidades básicas de pesquisa em psicologia geralmente toma como modelo a pesquisa empírica, tratando a pesquisa teórica como uma pseudopesquisa. Assim, o livro pretende trazer ao menos três contribuições para a área de psicologia: dar maior visibilidade às pesquisas teóricas, destacando suas potencialidades e especificidades metodológicas; fornecer material para o ensino de habilidades de pesquisa em psicologia, tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação; e auxiliar no reconhecimento da pesquisa teórica como uma forma legítima de produção de conhecimento em psicologia.
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La difusión y adopción regional de objetos psicológicos ha sido un tema de interés en la historia de la psicología. Uno de los elementos discutidos ha sido el laboratorio de psicología y su influencia en el moldeamiento de la psicología en el mundo. En esta dirección, nuestro trabajo apunta a describir el laboratorio de psicología expe- rimental del Colegio de Profesores de Belo Horizonte y analizar su rol en la historia de la psicología en Brasil. Particularmente, se describe su instalación a finales de la década de 1920, sus aparatos y el uso que se les daba para la evaluación mental en este contexto. Nuestros resultados resaltan dos aspectos de este laboratorio: (1) fue un lugar para la enseñanza de psicología científica a futuros profesores de edu- cación básica, así como (2) fue origen de diferentes estudios sobre antropometría y aspectos mentales de la niñez, en el contexto urbano y de cambio industrial de Brasil durante las primeras décadas del siglo 20. Como era previsto, el laboratorio fue un agente de cambio social que promovió la modernización en la educación y sociedad brasileña. El laboratorio también contribuyó a la circulación del conocimiento psicológico en Brasil y, al mismo tiempo, fue un importante capítulo en la historia local y una parte de la historia global de la psicología.
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