A sua pesquisa
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A prostituição infanto-juvenil tornou-se um fenômeno independente da adulta nos idos de 1990, tanto em nível nacional quanto internacional. Percebida sob os signos da gravidade e da urgência, suscitou denúncias, intervenções e saberes especializados. Na busca por compreender as condições de surgimento desses novos discursos, seus fundamentos e perspectivas hegemônicas acerca da prostituição infanto-juvenil, a presente dissertação percorre quatro etapas. Inicialmente, elabora uma genealogia das três principais fontes brasileiras sobre a exploração sexual na década de mil novecentos e noventa: documentos do CECRIA, a série de reportagens Meninas Escravizadas da Folha de S. Paulo e a CPI da Prostituição Infantil de 1993. Sob inspiração foucaultiana, elabora nova genealogia, agora sobre o sexo, em sua relação com o cristianismo, o direito e as ciências humanas e médicas. Visando a perceber novos olhares sobre a prostituição infanto-juvenil, em seguida ouve prostitutas adultas, uma militante dos direitos das prostitutas e também adolescentes envolvidas com o mercado sexual. A última etapa, de feições ensaísticas, constitui uma tentativa de vislumbrar possibilidades para uma sexualidade mais livre e de apontar trajetórias mais interessantes para a prostituição adulta e infanto-juvenil.
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A formação do psicólogo, sua profissionalização e regulamentação da Psicologia são temáticas recorrentes de pesquisas e discussões, no Brasil. Nessa direção, objetivamos identificar e caracterizar condições do campo científico-profissional da Psicologia que estiveram envolvidas no processo da regulamentação da profissão entre as décadas de 1940 e 1950. Metodologicamente, esta é uma pesquisa na interlocução entre História Social da Psicologia e a História do Tempo Presente. As fontes primárias foram prioritariamente aqueles presentes no Dossiê Legislativo vinculado à proposição da Lei nº 4.119/62. Os resultados indicam a existência de condições típicas das comunidades científico-profissionais (e.g., sociedades, revistas, exercício profissional, etc.) antes da referida regulamentação. Tais condições respondiam ao projeto de “modernização” nacional a partir de aplicações e da formação de “especialistas” em Psicologia. Assim, o que nos parece é que, para que profissão e a formação fossem legisladas, parte das condições necessárias para sua existência já estavam presentes no país.
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Este ensaio tem o objetivo de problematizar os efeitos e movimentos produzidos pelas ações de educação em saúde quando massificadas, em especial, no contexto da pandemia de covid-19. Para tanto, incialmente, ele retoma o histórico do desenvolvimento das atividades de educação em saúde no Brasil, buscando entender os diferentes formatos que ela assumiu, e assume ainda hoje, nas políticas e nos serviços públicos de saúde. A educação popular em saúde, que tem como base teórica os trabalhos de Paulo Freire aparece, então, como um importante desdobramento destas atividades em nosso país, a partir dos anos de 1980. As análises que se seguem utilizam os trabalhos de Michel Foucault notadamente os conceitos de biopolítica e governamentalidade para pensar criticamente, este processo, aprofundando o debate sobre o tema no contexto atual, imerso na pandemia da covid-19. Mesmo diagnosticando o lugar paradoxal que ocupa a educação em saúde no interior da saúde pública e da governamentalidade neoliberal, procura-se estabelecer um diálogo a partir dela, no intuito de facultar a invenção de novos sentidos, a produção de novas realidades.
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O artigo analisa a influência das concepções tradicionais da Psicologia nas falas de educadores e alunos sobre o fracasso escolar na atualidade. Para tanto, faz uma breve revisão da psicometria e da teoria da carência cultural como representantes da concepção ideológica que centra no indivíduo e no "ambiente" as causas do fracasso. Posteriormente, analisa criticamente trechos de entrevistas com educadores e alunos de uma escola pública municipal, ilustrativos da repercussão dessa concepção, em suas diversas nuances, no pensar e fazer pedagógico. Por último, reflete sobre as aproximações e rupturas da Psicologia com a ideologia, apresentando os princípios da Psicologia Histórico-cultural e sua contribuição à compreensão dos fenômenos escolares.
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Estudos sobre a história da profissão e da formação do psicólogo sugerem embates entre médicos e aqueles que praticavam psicologia, quando da regulamentação da profissão, no Brasil. Um dos embates estava relacionado à atuação do psicólogo como profissional independente, na área clínica, já que os médicos entendiam que esse campo de atuação pertencia à medicina. Neste cenário, este artigo objetiva descrever e analisar conhecimentos e práticas psicológicas produzidas pela comunidade médica, em período anterior às primeiras discussões sistemáticas sobre a regulamentação da psicologia. Assim, analisaram-se artigos publicados nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria, de 1943 a 1949. Os resultados sugerem que, na circulação de práticas e conhecimentos psicológicos, na comunidade médica, houve prevalência de discursos e métodos psicanalíticos. Isto pode indicar que os embates em torno da profissionalização da psicologia ocorreram entre médicos psicanalistas e aqueles que produziam outras intervenções clinicas, em Psicologia.
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O objetivo do presente artigo é compreender a Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família (ESF) a partir de um diálogo interdisciplinar entre Saúde Pública e Filosofia, visando refletir sobre o cuidado integral do ser humano. Buscou-se evidenciar fundamentações fenomenológicas acerca da singularidade humana, da alteridade e da comunidade. Para tal foram realizadas entrevistas abertas com profissionais, usuários e familiares, analisadas em profundidade, audiogravadas e transcritas na íntegra. Para o aprofundamento da análise selecionou-se recortes de três entrevistas considerando o envolvimento dos participantes e a riqueza dos conteúdos. A análise apontou a necessidade de reflexões críticas sobre o desenvolvimento de ações comunitárias, de se construir projetos voltados às comunidades para além da dicotomia saúde/doença e da discriminação e, ainda, para a compreensão do que vem a ser Saúde Mental na atenção primária.
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A conformação da Psicologia Clínica ocorreu por meio de tensionamentos produzidos por diferentes profissionais, envolvidos nas práxis da clínica psi, no país. Parte desses embates ressaltam a utilização de métodos e técnicas psicológicas, para solução de problemas de ajustamento, no campo Psi - Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise. Esta pesquisa objetiva identificar e caracterizar tensionamentos no campo psi referentes à Psicologia Clínica a partir de publicações de um de seus personagens, Elso Arruda. Metodologicamente, essa é uma investigação sociobibliométrica, que se insere na interseção entre a História Social da Psicologia, a História da Psiquiatria e a História da Psicanálise. Para a análise do conteúdo das fontes primárias utilizamos o software Iramuteq. Os resultados sugerem que circularam, entre os saberes psi, discursos pró-reforma psiquiátrica, na década de 1960. As fontes indicam ainda uma mudança da noção de diagnóstico na clínica psi, norteada por uma proposta antipsiquiátrica e antidiagnóstica, bem como o uso da psicologia, da psicanálise e da fenomenologia existencial para compreender o indivíduo.
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Este artigo descreve e analisa relações entre assistência, cuidado em saúde e benemerência aos doentes internados com lepra no Sanatório São Julião, entre os anos de 1941 e 1986. Este é um estudo historiográfico que analisou fontes primárias textuais e orais a partir de aportes da Análise Documental e da História Oral. Os resultados indicam, de maneira geral, que dois cenários se destacaram, por um lado, pelo cuidado com a população sadia, mantendo aquelas pessoas internadas na ausência de tratamento, por outro, no controle dos corpos dos internos que aparecia ora como prática de cuidado em saúde do corpo, por vezes pela produção de práticas assistencialistas. Assim, nota-se que a articulação daquelas práticas pode ser compreendida como estratégias de esquadrinhamento da população sadia e não sadia, de modo a marcar os lugares em que se circula e quem pode circular, portanto, não propriamente como curativas de enfermidade, em si mesmas.
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Este artigo analisa como os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) desenvolvem suas atividades educativas e quais experiências estimulam processos de questionamento e aprimoramento destas atividades. Promove-se uma discussão sobre onde eles buscam referências para realizarem estas atividades; em que medida os serviços de saúde favorecem este processo e como aprendem, apreendem e aprimoram seu trabalho. Estas reflexões tomaram por base a análise de entrevistas dialogadas realizadas com nove ACS atuantes no estado do Rio de Janeiro há mais de dois anos. Observou-se como estes trabalhadores, mesmo sem as condições adequadas de trabalho, produzem sentidos para os eventos de seu dia a dia, se reinventando. Entretanto, identificou-se a importância de um espaço de formação para eles. Tal espaço pode ser enriquecedor e promover a construção de práticas educativas potentes para a transformação, não de hábitos, mas de sujeitos - trabalhadores e usuários - na luta por condições de saúde e vida melhores.
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Tipo de recurso
- Artigo de periódico (66)
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- Seção de livro (50)
- Tese (29)
Ano de publicação
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Entre 1900 e 1999
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Entre 1990 e 1999
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- 1999 (2)
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Entre 1990 e 1999
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- Entre 2000 e 2026 (150)
- Desconhecido (1)