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Os laboratórios científicos contribuíram para os processos de institucionalização e disciplinarização da psicologia, nos séculos XIX e XX. Tais contribuições foram registradas em diversos textos memorialísticos, que foram tomados com características historiográficas, além de outros, celebratórios. A partir da década de 1960, houve críticas à história dos laboratórios de psicologia, as quais produziram um hiato na produção historiográfica sobre eles. Diante disto, nosso objetivo é apresentar os laboratórios científicos como objeto presente na história da psicologia e, consequentemente, como um objeto de pesquisa historiográfica. Para tanto, expomos uma panorâmica da historiografia sobre os laboratórios de psicologia, notas sobre tal historiografia no Brasil e possibilidades contemporâneas de estudos sobre os laboratórios. Assim, mostramos os laboratórios científicos como objetos que permitem dizer sobre diferentes aspectos da história da psicologia.
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Esta pesquisa objetivou descrever e analisar publicações veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, vinculadas à Psicologia Aplicada ao Trabalho, entre 1949 e 1968. Metodologicamente, é uma investigação em História Social da Psicologia que se apropria de estratégias de sociobibliometria e História Digital da Psicologia. Os resultados encontrados sugerem que a Psicologia esteve presente com estudos e intervenções à serviço das diretrizes desenvolvimentistas estabelecidas pelo Estado, e também contemplou o indivíduo e sua relação com o meio como eixo de estudos que repercutissem na vida do trabalhador, a partir da interação sujeito-trabalho. Assim, historicizar a Psicologia Aplicada ao Trabalho permitiu tatear contribuições de diferentes propostas teórico-metodológicas que viabilizaram novas perspectivas e repercutiram no desenvolvimento da própria Psicologia brasileira, em especial à voltada para o trabalho e as organizações, e que repercutiram na constituição da Psicologia enquanto profissão.
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Este trabalho apresenta uma narrativa histórica sobre os laboratórios de Análise do Comportamento no Brasil, mais precisamente, os da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em decorrência dos impactos da Análise do Comportamento na UFMG durante a década de 1970, o período investigado situa-se entre 1969 e 1981. A caixa decondicionamento operante foi o principal objeto analisado. A caixa, como instrumento científico, permitiu a elaboração de discursos sobre os laboratórios e sobre aqueles que o utilizaram. Como aporte para a análise dos percursos da UFMG, utilizou-se de parte da história do behaviorismo na Universidade de São Paulo (USP) entre 1961 e 1965. Isso se deveu às influências da USP na UFMG no tocante à Análise do Comportamento. Foram referenciais teóricos, trabalhos da História da Psicologia e dos Estudos Sociais da Ciência. Foram utilizadas técnicas de História Oral, Iconografia e Análise Documental para o levantamento e análise dos dados. Dentre os documentos analisados, encontram-se:fotografias; cronogramas, ementas e planos de ensino de disciplinas; cartas; relatórios de atividades; relatórios de compra de equipamentos; periódicos; e anais de eventos. Além disso, foram analisadas entrevistas realizadas com professores que atuaram nos laboratórios de Análise do Comportamento durante o período estudado. Os resultados indicaram que a caixa de condicionamento operante e, consequentemente, os laboratórios de Análise do Comportamento, foram apropriados como elementos de ensino e pesquisa no período.Especificamente na UFMG, eles foram utilizados primordialmente como recursos de ensino. Dessa maneira, o laboratório didático de Análise do Comportamento ficou em evidência. Pode-se interpretar que isso ocorreu por quatro motivos principais: (a) os professores envolvidos no desenvolvimento inicial da Análise do Comportamento acreditavam em uma Psicologia científica; (b) esses sujeitos comungavam da crença da importância do laboratório para uma Psicologia científica; (c) o acentuado interesse desses docentes na criação de condições de ensino de uma Psicologia científica experimentalista; e (d) a necessidade de formação específica para atuar nos laboratórios de pesquisa experimental em Análise do Comportamento. Observou-se, ademais, a caixa de condicionamento operante acentuando aimportância do laboratório de Psicologia Experimental no imaginário de uma Psicologia científica no Brasil. Dessa forma, o laboratório didático de Análise do Comportamento foi mais um dos elementos intimamente relacionados à formalização dos primeiros currículos de Psicologia no Brasil, justificados em bases científico-experimentais e à institucionalização da Psicologia como ciência e profissão.
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O objetivo deste trabalho é descrever e analisar o laboratório de psicologia da Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte. A temporalidade estudada coincide com seu funcionamento - 1929 a 1946 e nossas fontes foram textuais e iconográficas. Nolaboratório, circularam diferentes sujeitos, tais como políticos mineiros, especialistas europeus e estudantes-professoras da Escola de Aperfeiçoamento. O laboratório estava equipado com cerca de 60 instrumentos diferentes, dentre aparatos de bronze e vidro, bem como, de testes psicológicos. Os resultados indicam que o laboratório foi uma ferramenta importante no ensino e na pesquisa em psicologia, permitindo a realização de estudos psicológicos que contribuíram para a formação prática das estudantes-professoras. Essa formação prática possibilitou a aprendizagem de conhecimentos psicológicos sobre a escola, a infância brasileira e a professora primária. Concluímos que o laboratório de psicologia da Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte contribuiu para a organização e a circulação da psicologia, nas primeiras décadas do século XX, no Brasil.
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Este artigo historiciza aspectos da recepção e circulação da Análise do Comportamento no Brasil a partir da tradução do livro Science and Human Behavior (S&HB) em português brasileiro. Foram utilizadas como fontes textuais primárias biografias e autobiografias publicadas, trocas epistolares e entrevistas de personagens da referida história. Fontes secundárias também foram utilizadas. Nos Estados Unidos da América (EUA), uma nação com longa tradição de psicologia experimental, o S&HB foi desenvolvido como recurso didático, mas ficou conhecido e disseminado principalmente por sua exposição abrangente de uma ciência do comportamento humano. No Brasil, sua apropriação por meio da tradução, que ocorreu na primeira metade da década de 1960, ainda que também tivesse um fim didático, foi importante para ajudar a consolidar a importância da fundamentação experimental de uma ciência do comportamento no contexto de criação da nova profissão de psicólogo que se consolidava no país. S&HB foi um marco no desenvolvimento da Análise do Comportamento nos EUA e no Brasil, mas o processo de apropriação do livro no Brasil teve conformações próprias no contexto do nosso país.
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Descrever e analisar produções de enfermagem, no Brasil, que circularam na revista Annaes de Enfermagem, entre 1932 e 1988. Método: pesquisa historiográfica de cunho bibliométrico, cujas fontes primárias foram textos da referida revista, analisados de maneira mista: quantitativa e qualitativamente. Resultados: as análises indicaram número expressivo de publicações por autores anônimos; predominância de autoria feminina; relativa conexão entre as carreiras e as atuações das autoras e suas relações com a produção circulante nos Annaes; espaço exclusivo para enfermeiras diplomadas socializarem suas produções; e um esforço de definição da profissão, redefinindo-a como “moderna e científica”. Conclusão: as produções que circularam, no periódico, focalizavam qualificar a formação da enfermeira e institucionalizar leis que garantissem a defesa da classe profissional e de seus interesses socioeconômicos. As discussões representaram preocupações do coletivo de pensamento, ao eleger os “problemas de enfermagem” que conformavam sua profissionalização.
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O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir a forma como o Sanatório São Julião circulou na mídia impressa campo-grandense, entre 1941 e 1970. Estima-se analisar, por meio do discurso midiático, práticas de assistência ao Sanatório e aos seus internos, por parte da sociedade. As fontes primárias utilizadas foram notícias publicadas em jornais, disponíveis no Arquivo Municipal de Campo Grande (ARCA), a saber: Correio do Estado, O Matogrossense e o Jornal do Comércio. As análises do material sugerem que a sociedade campo-grandense, movida por certa visão social da lepra, manifestada pela mídia impressa, “amparou” os internados no Sanatório São Julião com doações de diversos gêneros, desde alimentos a expressivos valores, efetuados por “generosos” campo-grandenses. Assim, as imagens evocadas pelo discurso midiático, referentes ao Sanatório São Julião, concebem a ideia de um cuidado em saúde ligado a práticas assistencialistas.
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Autor
Tipo de recurso
- Artigo de periódico (68)
- Livro (10)
- Seção de livro (55)
- Tese (37)
Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (3)
- Entre 2000 e 2025 (166)
- Desconhecido (1)