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O texto procura traçar, em linhas gerais, os caminhos percorridos pela Psicologia no Brasil do século XIX ao XXI, articulando esses percursos com as condições concretas, econômicas, culturais, políticas, que o país vivia nos diferentes momentos. Procura-se apontar as mudanças no interior da disciplina em termos de perspectivas teóricas e na prática psicológica, salientando o processo de autonomização (de sua anterior inserção principalmente nos campos da Medicina e da Educação) e a regulamentação da profissão, bem como as mudanças no final do século XX e no começo do século XXI. Utiliza-se para isso de diferentes pesquisas e trabalhos já publicados pela autora.
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O texto faz uma síntese da trajetória da psicologia desenvolvida na Europa e nos Estados ao longo da modernidade e apropriada pelos médicos brasileiros no século XIX e pelos educadores já no começo do século XX. Procura-se apontar os interesses pela disciplina oriundos de diferentes campos e instituições que se desenvolveram ao longo dos anos, como as utilizações em organizações, na assistência a menores, nas Forças Armadas, na Educação física etc., bem como a crescente formação de profissionais, a institucionalização científica e acadêmica, a regulamentação da profissão e do sistema Conselho. Destaca-se, nesse processo, a existência de um modelo de indivíduo autônomo, sem amarras sociais. Aponta-se para as mudanças mais recentes que têm sido trazidas e que constituem novos sujeitos e novas propostas de compreensão do humano. Utiliza-se para isso diferentes pesquisas e trabalhos já publicados pela autora.
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Este trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre el papel del estudio histórico en la psicología y revisar el curso de las ideas psicológicas desde el siglo XIX hasta principios del siglo XX en Brasil, desde la perspectiva de que, aunque tiene su propia singularidad, su historia es similar a la de otros países latinoamericanos, forjada en el proceso de colonización. El método utilizado es una revisión bibliográfica sobre dos temas que se cruzan, la historia de Brasil y la historia de la psicología en el país. Presenta la llamada "psicología tomista" en la época colonial y su progresiva sustitución por la psicología científica, es decir, el paso del discurso religioso sobre el alma por el nuevo discurso médico-científico. Sin embargo, ese discurso se manifiesta con fuerza y retoma una parte de su espacio a principios del siglo XX bajo el disfraz de "neotomismo", mostrando una bifurcación en la enseñanza y la práctica de la psicología en la primera mitad del siglo. Se concluye en la consideración del surgimiento de este debate desde finales del siglo XIX, y aún en el XXI, a través de la llamada psicología cristiana.
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Este artigo apresenta a emergência e a história dos estudos de gênero na psicologia a partir da consideração sobre a relevância de usar a noção de” gênero” como categoria de análise histórica para pensar o campo disciplinar da psicologia. Isto nos possibilita compreender os efeitos teóricos, metodológicos e epistemológicos na produção de conhecimento. A partir de uma pesquisa bibliográfica realizada na base de dados SciELO, foram analisados 153 artigos de três periódicos da psicologia. Estes, com seus 402 autores(as) e 191 instituições, foram agrupados em 15 categorias temáticas. Uma análise quali-quantitaviva encontrou resultados que apontam para desigualdades de gênero na autoria dos artigos e uma presença marcante das universidades públicas entre as instituições que mais publicam na área. A psicologia, quando debate gênero, o faz por meio de discussões temáticas de campos de conhecimento tradicionais - como saúde, educação e trabalho, típicos da segunda onda do feminismo. As questões identitárias e sobre sexualidades se destacam em produções mais recentes. Da articulação entre gênero e psicologia com foco nas discussões teórico-epistemológicas, constatamos que, embora haja publicações que apontem críticas à psicologia questionando o uso descritivo de gênero, bem como à objetividade do conhecimento e à universalidade do sujeito, ainda se verificam dificuldades em sair do lugar androcêntrico, etnocêntrico e cisheteronormativo que caracteriza a produção psicológica. O estudo aponta a necessidade de maior sensibilização e ampliação de espaços de discussão entre gênero e psicologia para que se possa resistir às invisibilidades ainda tão persistentes nesse campo disciplinar de conhecimento.
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Em 2020 foi realizado, virtualmente, o XIV Encontro Clio-Psyché com o tema transversal a história da psicologia e suas críticas. Já é uma tradição para os estudiosos da história e da memória da psicologia, a cada dois anos, o encontro do Clio-Psyché e, também, o livro com o que de melhor aconteceu por lá! Dessa vez não foi diferente e a obra traz desde uma reflexão bastante atual sobre a história da psicologia em tempos de confinamento e distanciamento social, provocados pela pandemia de COVID, até depoimentos e apresentações de livros. Sob a batuta competente da equipe do Laboratório Clio-Psyché, o livro está organizado em seis seções, com quase 30 capítulos, escritos por mais de 50 autores do Brasil e de vários outros países. A diversidade de temas e perspectivas de análise é outro diferencial e contribuem para que o livro possa ser apreciado por leitores iniciantes, como alunos de graduação e pós-graduação, mas também por estudiosos experientes. Todos os interessados na história e na memória da psicologia são convidados para a leitura desse livro que apresenta uma síntese do que está na ordem do dia dos centros mais avançados de pesquisas em história e memória da psicologia pelo mundo. Boa leitura! Sérgio Cirino, UFMG
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O Laboratório de História e Memória da Psicologia – Clio-Psyché da Universidade do Estado do Rio de Janeiro apresenta neste livro o resultado do XIII Encontro Clio-Psyché, realizado em novembro de 2018 na UERJ, reunindo uma grande variedade de trabalhos altamente qualificados inspirados na prática histórica. Este livro é um dos ricos e variados produtos do XIII Encontro Clio-Psyché cujo tema Resistências: Ciência e Política na História da Psicologia propôs uma discussão crítica dos processos que desvelam os diferentes desdobramentos da Psicologia na história e as complexas relações entre ciência, sociedade e política na produção dos saberes psicológicos, centrando-se mais especificamente no Brasil e na América Latina. Diversas ordens discursivas estiveram presentes e variadas composições se atualizaram. Estão presentes neste livro composições históricas que emanam de uma grande variedade de experiências aglutinadas em quatro grandes eixos. O tema central Resistências se fez presente como devia se fazer: por meio da diversidade analítica e temática com o rigor e a sistematicidade que caracteriza o conhecimento acadêmico qualificado. As leitoras e os leitores poderão enriquecer seus conhecimentos e fortalecer suas reflexões sobre temas minoritários e necessários para resistir aos movimentos monocórdicos da crítica à ciência bem como do fundamentalismo com tons revisionistas que têm circulado entre nós. Que a história nos apoie nesta ação de resistir e que lembremos que resistir é movimento vital, que luta e defende a vida.
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