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O artigo apresenta uma discussão sobre a história da Psicologia na qual ressalta alguns importantes nomes que colaboraram para a formação deste saber no Brasil. A partir de uma contextualização histórico-social, situada entre o final do século XIX e a segunda metade do século XX, analisa a constituição de uma ciência e as relações de forças que tornaram este saber autônomo. Na primeira década do século XX, destacam-se os nomes de Arthur Ramos e Manoel Bomfim, desenvolvedores de pesquisas no campo da Psicologia Social que raramente são mencionados por parte dos historiadores da Psicologia. Outros dois nomes são destacados pela autora, Waclaw Radecki e Emílio Mira y López, personagens da psicologia científica e técnica. Ao longo do texto reflete-se não apenas sobre a historicidade da psicologia, como também sobre suas dificuldades em submeter-se ao saber histórico.
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Os discursos psicológicos brasileiros do fim do século XIX e meados do século XX permitem investigar a autonomização da Psicologia no Brasil e sua relação com a constituição de concepções de Pessoa. As características presentes nestes discursos remetem-se àqueles das duas primeiras décadas do século XIX. que antecederam e propiciaram a instituição deste campo. Esta “Proto-Psicologia” apresenta um mundo trascedente, baseado no saber filosófico auto-contemplativo da Alma, cuja finalidade é a produção de subjetividades. No entanto, este discurso é enfraquecido com a chegada do pensamento positivista ao Brasil. O gradual processo de fisiologização do saber da Alma pode ser observado em práticas como o Higienismo, a Medicina Social e a Frenologia. A compreensão da influência cientificista permite perceber a preocupação dos saberes médico-psicológicos com a adaptação social do homem, estudar as posteriores alterações da concepção de Pessoa e observar a atual crise dos modelos acadêmicos.
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O discurso político dos anos trinta (século XX) somado ao contexto médico-higienista permitiu a valorização da prática educacional como facilitadora da transformação social. O papel do professor era organizar classes homogêneas segundo a capacidade de aprendizagem e desenvolvimento mental das crianças, futuro do país. Neste contexto, a russa Helena Antipoff (1892-1974), convidada pelo governo de Minas Gerais para ensinar Psicologia Educacional na Escola de Aperfeiçoamento de Professores, destaca-se por sua diferente concepção de anormalidade. Através da análise de suasobservações, propõe uma nova abordagem, na qual o desempenho é marcado pelo contexto social, e passa a concentrar seu trabalho nas crianças marginalizadas. Influenciada pelas idéias de Jean-Jacques Rousseau e Johann Heinrich Pestalozzi, funda a Sociedade Pestalozzi (1932) e a Fazenda do Rosário (1940), instituições que trabalharam com estas crianças sob uma ótica multidisciplinar. Criadora do termo “excepcional”, Helena Antipoff ampliou as possibilidades educacionais para todos os brasileiros.
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O texto visa apresentar a história dos estudos médicos no Brasil por se entender, em consonância com vários historiados da psicologia, a relevência do saber médico para a constituição da psicologia no Brasil. Neste sentido, acompanha-se o exercício da profissão médica desde a colônia, a criação das primeiras Faculdades de Medicina e sua produção de teses médicas. Observe-se que estas representam parte relevante das primeiras produções teóricas brasileiras e têm sido pesquisadas por investigadores de origens diversas objetivando a construção da história de suas disciplinas, entre elas a psicologia. Daí decorre a importância da orientação do ensino médico, principalmente no tocante à psiquiatria e à medicina social, conforme se apresenta nessas teses. Dá-se especial relevo às teorias psicológicas mais utilizadas então porque estas serão fundamentais para a constituição do saber psicológico.
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