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Quando nos deparamos com pensadores como Friedrich Nietzsche e William James uma questão se põe: qual a relação da verdade com a vida? Estratégias diferentes na consideração do que é a vida, e o posicionamento da verdade perante esta são postulados. É deste modo que se para James a vida é adaptação constante nos fluxos da experiência, para Nietzsche, vontade de potência, forças múltiplas em busca de afirmativa em busca afirmativa de expansão, e negativa de conservação. A par das diferenças de substrato, a vida é tomada como múltipla, expansiva, e fluida na deriva do tempo. Tendo o ser as características da própria vida, a verdade que pode ser predicada sobre ele não se curva mais à sua cópia adequada, à sua "re-apresentação" (representação) no conhecimento. Aqui, duas estratégias para a consideração da verdade: de um lado se identifica esta exclusivamente à relação de adequação, na busca do Ser Transcendental por ascese, e esta, tal como este Ser, é ficcional e contrária à Vida (estratégia excludente). De outro, pode se tomar a verdade como os efeitos que nossas crenças, o nosso conhecimento se produz na vida. Esta estratégia poderia ser denominada includente ou pragmática em oposição à excludente, ou cética, que depõe a verdade enquanto imutável perante a vida. James seria nitidamente includente. Já quanto a Nietzsche, sua postura oscila; parece falar ora de uma "falsa verdade", oposta à vida, ora de uma verdade ancorada na vida, e não mais no intelecto ou na razão. O objetivo deste trabalho é mostrar os deslocamentos entre as estratégias excludente e includente (pragmática) por parte de Nietzsche.
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Neste artigo, o cotejo entre os pensamentos de William James e Friedrich Nietzsche será visto em temas como a recusa à tese de representação, a relação da verdade com a vida, a relação do pragmático com o genealógico, a verdade como artifício, a vontade de crer e o pluralismo. Também será vista a repercussão destes temas em alguns pensamentos atuais.
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O objetivo deste trabalho é restabelecer o lugar da Psicofísica nos trabalhos de Fechner, rompendo com a concepção vigente, que a considera uma mera ferramenta instrumental a serviço do rigor científico da Psicologia. Com isto, busca-se situá-la enquanto função empírica do pensamento metafísico e religioso, a chamada Visão Diurna. Para tal, este pensamento é esmiuçado em seus componentes, como a hipótese panpsiquista, a tese anímica da natureza, a hierarquia das almas e a concepção panteísta de Deus. De igual modo, esse quadro do pensamento de Fechner habilita ao estabelecimento de ressonâncias com a obra de outros pensadores, com especial destaque para a filosofia de Baruch de Spinoza.
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Procura-se, aqui, saber por que a Psicologia, mesmo almejando-se científica, possui uma multiplicidade de orientações, sem que nenhuma saia vencedora, ou, ao menos, perdedora. Sem se ater à qualquer juízo epistemológico sobre a cientificidade da Psicologia, o que se busca aqui é a constituição de modelos que dêem conta deste estado de coisas. Inicialmente postula-se um modelo sincrônico e descritivo deste quadro da Psicologia, batizado de máquina de múltiplas capturas. Sugere-se aqui que as diferentes Psicologias representam diversos modos em que práticas sociais são acopladas a conceitos científicos que, com este poder de ser ciência, retornam às práticas sociais, produzindo subjetividades. Para explicar o funcionamento destas máquinas, é constituído um modelo diacrônico que visa buscar as condições históricas destas múltiplas capturas na modernidade, onde são inventadas diversas cisões como as existentes entre: homem X natureza; indivíduo autônomo X controlado; sujeito empírico X transcendental, passíveis de várias combinações.
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A meta deste trabalho é a utilização de alguns conceitos do antropólogo das ciências Bruno Latour visando pensar de modo positivo o conjunto das psicologias em sua dispersão. Não se buscará o julgamento das psicologias em termos da sua cientificidade, mas o entendimento das condições que conduzem a essa dispersão. Para tal, serão expostos alguns conceitos de Latour como o de Sistema Circulatório da Ciência (especificando as condições ou os circuitos internos e externos que tornam a ciência possível) e o de Constituição Moderna (fundada na tentativa de separação entre entes naturais e humanos). Esses conceitos ajudariam a pensar não apenas a especificidade do saber psicológico, como também as suas condições de possibilidade históricas, e efeitos de subjetivação contemporâneos.
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