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Nuestro trabajo pretende analizar algunas de las principales características de la configuración de los espacios manicomiales en Europa y América durante el período que corresponde al “Gran Encierro” al que nos remite Michel Foucault, comprendido según éste entre los siglos XVII y XVIII, pero cuyas consecuencias se extendieron hasta el XIX. Dicho período de la historia coincide con la proliferación de instituciones correctivas y penales desmarcadas del ámbito médico y cuyo fin era el encierro tanto de alienados mentales como también de otras personas que supusieran una cierta peligrosidad social. En consecuencia, la creación de manicomios configuró una nueva manera de entender y definir la sociedad y sus necesidades. Para nuestro análisis nos centraremos en la intrínseca relación que se desprende entre la constitución de un modelo de subjetividad (el del paciente recluido) y el espacio manicomial, comprendiendo en éste la funcionalidad del propio espacio, la conformación arquitectónica y la disposición escenográfica en el interior de sus dependencias.
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O principal objetivo deste artigo é compreender as práticas cotidianas de gestão de pacientes e profissionais nos dispositivos pós-reformistas no campo de saúde mental. A partir do trabalho genealógico de Foucault sobre as práticas de governo, entendidas como formas de condução da conduta alheia, abre-se um campo possível para o estudo do surgimento e das práticas dos saberes psicológicos e psiquiátricos. Aqui teríamos dois marcos: 1) no século XVI, surgem técnicas de governo baseadas no disciplinamento, o “Estado de polícia”; e 2) no século XVIII novas tecnologias de governo em referências liberais. Neste último marco, a psicologia passa a ter especial importância no século XX, atuando especificamente em sociedades democráticas. Não somente através da disciplinarização dos indivíduos, mas principalmente através das livres manifestações naturais destes. Nosso objetivo é avaliar as práticas e conceitos de cidadania e liberdade no contexto de alguns processos de Reforma Psiquiátrica, especialmente a chilena e a brasileira. Para tal, sustentamos a hipótese de que coexistem neste campo não apenas os antigos dispositivos disciplinares e a resistência a estes, mas modos liberais de gestão. Estes serão analisados nas práticas cotidianas de gestão dos usuários em saúde mental
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Este libro reúne una decena de trabajos recientes sobre prácticas psicológicas, todos ellos con material empírico de carácter etnográfico o historiográfico. Están realizados por un total de veintiún autores y en ocho universidades distintas de Brasil, Chile, Colombia, España y Uruguay. Los precede un capítulo introductorio donde se problematizan las condiciones de posibilidad teóricas y metodológicas para investigar las prácticas psicológicas, entendiéndolas como tecnologías del yo, de acuerdo con el concepto acuñado por Michel Foucault referido a las técnicas de modificación de la subjetividad. Los trabajos abordan varios fenómenos de producción de subjetividad en ámbitos tan significativos como la Psicología clínica, la Psicología educativa, la política social, el psicoanálisis, la Psiquiatría, el tratamiento del autismo, el diseño urbano y lo que desde algunas perspectivas se considera que es un proceso de psicologización general de la sociedad, típico del mundo contemporáneo.
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Este livro-texto reúne artigos que oferecem uma reflexão sobre a História da Psicologia produzida por autores que conhecem a realidade do ensino universitário e da pesquisa no Brasil, atuando nas principais instituições de nosso país. Diferente de um a coletânea, História da Psicologia foi estruturado e tecnicamente revisto de forma a oferecer ao leitor uma visão geral sobre o tema, evitando repetições e ausências. Conta também com uma inédita contribuição sobre o estabelecimento deste campo de conhecimento e atuação no Brasil após os mais de quarenta anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Uma obra própria para adoção em cursos de História da Psicologia ou Introdução à Psicologia de qualquer universidade.
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O artigo, que se define como trabalho de reflexão, busca discutir o vínculo entre história da subjetividade e história da objetividade, principalmente no que diz respeito aos primeiros laboratórios de psicologia. Entendendo que explorar tal vínculo requer abordagens simétricas na produção do conhecimento, que não supõem corte entre projetos científicos bem sucedidos e malogrados, nos valeremos de referências provenientes dos estudos Ciência-Tecnologia-Sociedade, da epistemologia política (Despret e Stengers), da genealogia da ética (Foucault) e da história da objetividade (Daston e Galison). Partindo de tais referências, abordaremos três grandes tópicos: a) as práticas operadas nos primeiros laboratórios de psicologia; b) a objetividade propiciada por tais práticas; c) as transformações subjetivas pelas quais os psicólogos experimentais deveriam passar visando obter resultados científicos. Na conclusão, avaliamos se é possível dizer que, no treinamento introspectivo, as técnicas de si operam como uma marca distintiva da constituição de um self científico e como um conceito chave para um estudo histórico destes laboratórios psicológicos.
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