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Vários estudos têm destacado algumas ideias equivocadas que perpassam o tema das altas habilidades / superdotação, influenciando diretamente na educação dos indivíduos talentosos. Assim, o objetivo geral deste estudo é realizar uma investigação a respeito dos mitos que ainda perpassam o tema das altas habilidades / superdotação na atualidade, estabelecendo um paralelo com a evolução das leis e políticas públicas voltadas para o atendimento aos superdotados no Brasil. As pesquisas analisadas indicam que somente as leis não são suficientes para determinar uma educação efetiva aos alunos superdotados se não houver uma divulgação esclarecedora do tema. A análise crítica dos estudos abordados poderá favorecer a realização de novas pesquisas sobre a forma como a superdotação tem sido entendida pela sociedade. Além disso, os questionamentos suscitados poderão auxiliar a elaboração e aprimoramento de programas voltados para os indivíduos superdotados e para o meio no qual estão inseridos.
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A Escolologia, definida como a ciência da escola, é uma proposta da educadora e psicóloga russo-brasileira Helena Antipoff, desenvolvida na Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte, nos anos de 1930, tendo por objeto de estudo a escola e tudo relacionado a ela. Por meio de uma investigação documental, analisaram-se os conceitos e fundamentos teórico-metodológicos que deram origem à proposta, a saber: a perspectiva do movimento da Educação Nova, em que a criança é colocada no centro do processo pedagógico; a psicologia da criança; a pedagogia experimental de Édouard Claparède, e o método de experimentação natural de Alexander Lazursky. Antipoff inovou elegendo a escola como unidade psicossociológica, considerando-a como uma totalidade com múltiplos fatores que, em conjunto, poderiam influenciar os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, como o meio familiar, social, cultural, econômico; a escolha dos métodos pedagógicos, e a organização da gestão escolar. Os estudos escolológicos inseriram, na formação dos professores, o uso de métodos científicos de investigação visando tornar a pedagogia uma ciência experimental.
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A ADAV Associação Milton Campos Para Desenvolvimento e Assistência de Vocações de Bem Dotados é uma instituição voltada para o atendimento aos bem dotados no estado de Minas Gerais, criada sob a orientação da psicóloga e educadora Helena Antipoff. A expressãobem dotado caracteriza o indivíduo que possui capacidade e potencial superior, em relação à média da população nas variadas áreas e características humanas (artes, ciências, esportes...). Neste estudo buscou-se abordar a história dessa instituição educacional em sua primeira década de funcionamento (1973-1983) e entender como os bem dotados eram identificados, qual era a metodologia utilizada na educação dos talentos e como os adavianos avaliam o significado de ter participado dessa experiência. Foram utilizados dois procedimentosmetodológicos: análise de documentos (atas de reuniões; relatórios; fichas de inscrições; correspondências; livros e boletins publicados; relatos manuscritos; diários e jornais) e entrevistas semi-estruturadas com quatro participantes dos encontros na Associação, submetidas à análise de conteúdo. Os documentos foram encontrados nos acervos do CDPHA (Centro de Documentação e Pesquisa Helena Antipoff), da Fundação Helena Antipoff e nos arquivos da própria ADAV, localizados no Complexo Educacional da Fazenda do Rosário, em Ibirité, Minas Gerais. Os resultados indicam que a ADAV foi uma obra original,assumindo importante papel no desenvolvimento de uma metodologia educacional para bem dotados e para o desenvolvimento de talentos. A definição de bem dotado ultrapassava a questão intelectual, sendo também valorizados os aspectos artístico, criativo, esportivo esocial. O processo de identificação mostrava-se complexo, priorizando a participação das escolas através da indicação daqueles alunos que se destacavam dos colegas. O desenvolvimento de talentos se dava através de encontros realizados como colônia de férias, nas quais eram proporcionadas atividades em variadas áreas com a participação deconvidados em regime de voluntariado. A metodologia dos encontros era baseada na experimentação natural proposta por Alexander Lazursky, adaptada por Helena Antipoff, através da qual o educando é colocado em um ambiente rico em estímulos para que possa escolher as atividades mais adequadas a suas aptidões, habilidades e interesses, sob a observação dos educadores. Os princípios educativos adotados eram: princípio da Escola- Viva, com imersão no ambiente educacional e divisão das tarefas cotidianas; associação entreteoria e prática; uso de tarefas concretas; ensino individualizado; incentivo à preocupação com a natureza e com o bem comum. No período pesquisado, foram realizadas atividades de contato com a natureza, música, literatura, biblioteca, artes, teatro, artesanato, atividades folclóricas, esportes, jogos, culinária, ciências, agricultura, escotismo, excursões, dinâmicas de grupo para auto-conhecimento e conhecimento do grupo e palestras proferidas por diferentes profissionais, seguidas de debates. Quanto ao significado da experiência adaviana para seus participantes bem dotados, verificou-se que os momentos vividos na ADAV lhes possibilitaram uma reconfiguração positiva de suas visões de si mesmos a partir das relações estabelecidas nos encontros. Isto porque, ao se depararem com outros bem dotados, com interesses e anseios afins, puderam sentir-se fazendo parte de um grupo, o que favoreceu o desenvolvimento de sua auto-estima. Os resultados desta pesquisa poderão auxiliar futuros empreendimentos voltados para a educação de bem-dotados.
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Esta tese tem como objetivo apresentar a história da separação que a psicóloga e educadora Helena Antipoff entreteve com seu filho único, Daniel, educando-o por meio de cartas semanais entre ela e ele, durante 9 anos, de1929 a 1938. O referencial teórico utilizado para trabalhar essa extensa correspondência executa uma espécie de fenomenologia sugerida por Husserl, acrescida dos cuidados que as críticas de Kant e de Marx postulam para a atividade teórica, levando também em consideração a literatura epistolar dos últimos séculos, como as recentes publicações das cartas entre Claparède e Antipoff e das de Freud a seus filhos. Quanto ao método, depois de uma leitura longitudinal das cerca de 700 cartas, ordenadas cronologicamente, selecionamos 58 de Helena Antipoff, distribuídas em três quadros (da infância, da adolescência e da juventude de Daniel), esquadrinhadas pelos temas tratados para, em seguida, apresentarmos algumas delas. Consideramos que os resultados obtidos oferecem aos estudiosos uma visão geral do conteúdo e da relevância desse acervo para o tratamento das relações de contraponto - a partir da escola - às limitações da família, porque nos remetem ao que de melhor oferecem a filosofia, a psicologia e a pedagogia de todos os tempos para conclusão da tarefa educativa. Sobre esse patamar, ergueu-se um tripé: a criação de uma escola nova, em Beauvallon, França, as cartas semanais e o escotismo, com o verniz da musicalidade. Os golpes de estado no Brasil(1930 e 1937) e a ascensão do nazismo na Europa, envolvem o conteúdo lírico e filosófico das cartas, tornadas testemunho vivo daqueles momentos históricos. Por sua vez, a então recente ação educativa de Antipoff, na Rússia dos primeiros anos da revolução de 1917, revela-se por escrito numa tradução informal de suas dúvidas e convicções. Os insistentes convites ao filho para se juntar a ela no atendimento à juventude encarcerada pelo sistema prisional mineiro sinalizam, naqueles anos de separação, sua inclinação pelos caminhos inclusivos da educação, a tônica de sua obra magistral. À guisa de conclusão, consideramos que nosso esforço trouxe à luz - como um convite - uma opção apaixonada pela arte de viver e pela arte de educar, sugerida naquela separação voluntária entre mãe e filho por quase meio milhar de semanas, unidos pelo laço delicado e íntimo de uma mesma quantidade de cartas mar a mar.
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Tipo de recurso
- Artigo de periódico (59)
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- Tese (60)
Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (56)
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Entre 2000 e 2026
(276)
- Entre 2000 e 2009 (125)
- Entre 2010 e 2019 (112)
- Entre 2020 e 2026 (39)