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A intimidade entre a história da fenomenologia e a da psicologia se constata por um percurso que apresenta brevemente alguns textos selecionados para extrair a concepção de vida ética que atravessa de modo contínuo o trabalho de Husserl. Retomando o artigo centenário ‘Filosofia como Ciência Rigorosa’ vê-se a compreensão histórica da fenomenologia resumindo concisamente a ética husserliana. Husserl entende haver uma enteléquia humana que pode ser identificada como um pré-sentimento que, no limite, visa à realização do ser humano. O modo de realização, assim como é a consciência humana, é algo em aberto, mas nem por isto menos uma tensão e nem por isto não sujeito a algumas leis que estarão intimamente apegadas à natureza temporal da própria consciência. A apercepção do conjunto integral da própria vida pessoal, seguida de reflexão é o método ético geral. No conjunto da obra husserliana, a ética se confunde com o próprio fazer fenomenológico.
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O objetivo desta investigação é elucidar os aspectos centrais da vivência de empatia no pensamento de Edith Stein, compreendendo como estes aspectos são desenvolvidos em sua obra O problema da empatia (1917/1998). Parte-se da discussão acerca do tema na literatura científica recente, visando compreender os modos como a empatia é tratada, passando ao acesso da literatura especializada em fenomenologia, concepção norteadora da investigação, buscando os elementos envolvidos com o tema. A concepção da empatia como uma vivência, como reconhecimento do outro como outro eu, desdobra-se eticamente como um movimento de compreensão da experiência do outro, um testemunho sensível daquilo que ele vive.
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O objetivo desta investigação foi identificar e compreender as experiências esportivas significativas relatadas por atletas com deficiência visual, e suas possíveis repercussões na vida cotidiana dessas pessoas. Por meio da arqueologia fenomenológica das culturas, a análise de entrevistas em profundidade, realizadas com quatro atletas, pemitiu apreender e descrever estas experiências vividas no nível fundamental das mesmas. Os atletas com deficiência visual, no esporte, experimentam uma situação de efetividade corporal, de ampliação – de sua condição existencial, da condição do corpo no mundo – e, assim, experimentam a potencialização de seu ser no mundo.
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A capoeira abrange uma variedade de elementos. Como uma forma de luta, a malícia e a malandragem marcam suas características essenciais. Além disto, o elemento luta aparece situado em um ritual, onde brotam a dança, a musicalidade e o ritmo. Deste modo, configura-se uma roda composta por capoeiristas e pelo público na qual se revela o caráter coletivo do aqui agora da capoeira em sua pronta manifestação. Neste sentido, aplica-se uma investigação fenomenológica do sentido vivido das experiências que constituem a capoeira em sua estrutura de acontecimento. Realiza-se uma análise fenomenológica de 15 entrevistas fenomenológicas, realizadas com mestres de capoeira com mais de 28 anos de experiência. Nelas, buscou-se apreender suas experiências intencionais. Após transcritos, os depoimentos foram submetidos a uma análise intencional, que revela uma descrição das vivências coletivas mostrando o papel essencial da musicalidade que dispara as ações voluntárias e livress, estruturates destas vivências coletivas. Realiza-se o contraste destes resultados com os de Edith Stein, verificando-se que existe uma compatibilidade que permite compreender estas vivências da capoeira como comunitárias.