A sua pesquisa
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A relação entre a psicologia empírica e o projeto de uma antropologia pragmática no pensamento de Kant tem sido frequentemente discutida na literatura secundária. No entanto, não há consenso entre os intérpretes de Kant sobre o sentido exato desta relação. O objetivo do presente trabalho é contribuir para um maior esclarecimento a respeito deste tema, investigando a relação entre psicologia empírica e antropologia no pensamento kantiano nas décadas de 1760 e 1770. Nossa análise sugere que até a primeira metade da década de 1770 Kant utiliza os termos ‘psicologia empírica’ e ‘antropologia’ de forma quase idêntica, e que somente a partir da segunda metade desta mesma década ele introduz uma distinção mais clara e fundamental entre ambas as disciplinas.
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John Broadus Watson (1878-1958) é frequentemente indicado como um dos mais importantes psicólogos do século XX. Tal importância se deve principalmente ao seu papel na criação do behaviorismo, um movimento que teve um impacto decisivo na comunidade psicológica da época, e que influenciou a psicologia na contemporanidade. A despeito de sua importância histórica para a psicologia, a obra de Watson ainda é pouco conhecida no Brasil. No intuito de torná-la mais acessível a estudantes, pesquisadores e profissionais interessados no assunto, o presente volume contém oito textos de Watson, sendo sete deles traduzidos pela primeira vez para o português, acompanhados de notas históricas explicativas e cronologia.
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William James é uma figura central na história da psicologia e da filosofia. Entretanto, a interpretação de sua obra ainda está repleta de lacunas e mal-entendidos. Por exemplo, a extensão e o sentido do seu projeto psicológico permanecem mal compreendidos. Para muitos autores, James teria abandonado a psicologia após The Principles of Psychology (1890), ao passo que outros entendem o The Varieties of Religious Experience (1902) como obra psicológica. O objetivo deste artigo é explorar a questão da evolução do projeto psicológico de James, acompanhando diversos momentos de sua manifestação ao longo de sua carreira. Ao final, vamos defender aquilo que chamamos de tese da pervasividade, segundo a qual a psicologia está presente em toda a obra de James.
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Edward Titchener (1867–1927) is one of the most prominent figures in the history of American psychology from the early 20th century. Accordingly, his psychological system—structuralism—has received due attention in the secondary literature. However, a closer look at traditional interpretations of the development of Titchener’s ideas reveals a series of missing elements, such as his early studies before going to Leipzig. The central goal of this article is to present the main elements of Titchener’s intellectual education in Oxford, thereby showing the influence of the British tradition of the 19th century upon his early intellectual development. On the basis of hitherto unexplored primary sources, we discuss Titchener’s relationship with British idealism and scientific naturalism, two movements that shaped a significant part of British psychological thinking in the 19th century. We conclude that Titchener’s Oxford years are much more relevant to understanding his intellectual development than the literature has so far assumed.
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“Methodological behaviorism” is a term that frequently appears in the behavioristic literature, but one accompanied by considerable semantic confusion: the term is used to denote very different theoretical positions and the authors classified as methodological behaviorists are many and various. In order to understand the polysemic character of this term, we propose a historical analysis of its origins and development in the literature from the 50 years following its first appearance in 1923. The results reveal that it has been used by authors as diverse as Karl Lashley, B. F. Skinner, Herbert Feigl, and Gustav Bergmann. Moreover, it has been defined in terms of two central features (one a methodological assumption and the other a metaphysical one) and used to demarcate positive and negative forms of behaviorism, depending on how each author has understood those features and forms. We conclude that the term’s polysemic character and different uses can be traced back to its roots in the 1920s, which helps us to understand the semantic confusion in the contemporary literature.
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Contexto: As visões dos psiquiatras sobre a relação mente-cérebro (RMC) têm marcantes implicações para a clínica e a pesquisa, mas há carência de estudos sobre esse tema. Objetivos: Avaliar as opiniões dos psiquiatras sobre a RMC e se elas são suscetíveis ou não a mudanças. Métodos: Realizamos um levanta- mento sobre as visões que os psiquiatras possuem sobre a RMC imediatamente antes e após um debate sobre a RMC no Congresso Brasileiro de Psiquiatria de 2014. Resultados: Inicialmente, entre mais de 600 participantes, 53% endossaram a visão de que “a mente (o ‘Eu’) é um produto da atividade cerebral”, enquanto 47% discordaram. Além disso, 72% contestaram a visão de que “o universo é composto apenas de matéria”. Após o debate, 30% mudaram de uma visão materialista da mente para uma perspectiva não materialista, enquanto 17% mudaram na direção oposta. Conclusão: Os psiquiatras se interessam por debates sobre a RMC, não possuem uma visão monolítica sobre o tema e suas opiniões estão abertas a reflexões e mudanças, sugerindo a necessidade de mais estudos em profundidade e de debates rigorosos, mas não dogmáticos sobre o tema.
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Esta dissertação tem por interesse estudar as relações teóricas e metodológicas entre a fenomenologia de Edmund Husserl e a Gestalttheorie, tal como proposta por Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka, os principais representantes da chamada Escola de Berlim. Na literatura secundária seja esta a historiografia tradicional da psicologia, certas obras filosóficas já clássicas ou pesquisas mais recentes em ambas as áreas encontramos, em geral, a afirmação de uma influência direta do pensamento husserliano sobre as investigações da psicologia berlinense. Mas, quando nos dedicamos ao estudo das obras envolvidas, à literatura primária oferecida por ambas as escolas, encontramos grande dificuldade em afirmar tal proximidade. Para clarificar a natureza desta relação, nosso percurso será o de expor: (1) alguns aspectos relevantes do cenário intelectual em que tiveram origem tanto a fenomenologia quanto o gestaltismo; (2) as propostas gerais de cada uma das escolas acerca de seu método e de sua compreensão da experiência; (3) os critérios gerais, calçados em literatura primária, pelos quais a relação entre ambas pode ser efetivamente pensada.
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William James é uma figura central na história da psicologia e da filosofia. Muito se destaca seu The Principles of Psychology (1890) como um dos maiores trabalhos já realizados na área e a teoria do fluxo do pensamento como sua principal contribuição original ao estudo da consciência. Após 1890, James se dedicou à investigação dos estados alterados da consciência, que culminou com a publicação de The Varieties of Religious Experience (1902). Nele encontramos a presença do subconsciente como fundamental para a compreensão do fenômeno religioso. O objetivo do presente trabalho, portanto, é explorar em que medida o eu subliminal se desenvolve na psicologia jamesiana para que possa servir de suporte aos estudos das experiências religiosas. Vimos que o ele surge como possibilidade explicativa durante as investigações dos estados alterados da consciência e dos fenômenos psíquicos, uma vez que a teoria do fluxo da consciência não dava conta de explica-los.
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A contribuição de Christian Wolff (1679-1754) para a história da psicologia, particularmente de sua Metafísica Alemã (1720), ainda é significativamente mal compreendida tanto no panorama geral da historiografia da psicologia quanto na literatura especializada no pensador. Tendo isto em vista, o objetivo do presente estudo é descrever e analisar a concepção wolffiana de psicologia presente na Metafísica Alemã. Após uma breve contextualização histórica, é oferecida uma descrição dos conteúdos empíricos e racionais da disciplina, incluindo sua relação com as demais matérias da metafísica. Em seguida, propõe-se uma análise baseada em questões levantadas pela literatura secundária. Em geral, defende-se a existência de uma importância especial da Metafísica Alemã dentro do pensamento psicológico de Wolff, independentemente de seus demais escritos psicológicos, assim como sua relevância para o desenvolvimento, já no século XVIII, de uma noção de psicologia científica, contrariando teses tradicionais em historiografia da psicologia.
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O objetivo do presente trabalho é analisar a constituição do projeto de uma psicologia científica na obra de Wilhelm Wundt. Tendo em vista as inúmeras falhas e lacunas na literatura secundária, propõe-se uma nova interpretação de seu pensamento, amparada principalmente no exame de fontes primárias, envolvendo tanto suas obras oficiais quanto materiais inéditos do ¿Espólio-Wundt¿ da Universidade de Leipzig. A tese central é a de que o projeto wundtiano de uma psicologia científica só pode ser adequadamente compreendido se levarmos em consideração os interesses e os pressupostos filosóficos que o fundamentam. Em outras palavras, demonstra-se que a psicologia de Wundt não pode ser separada de seu projeto filosófico, do qual ela é uma parte essencial. Argumenta-se que somente dentro desta perspectiva é possível compreender a ruptura teórica operada por Wundt em relação ao seu projeto psicológico inicial ¿ ruptura esta que permanece mal explicada, quando não ignorada na literatura secundária ¿, assim como a evolução e o amadurecimento posterior de seu sistema de psicologia. Finalmente, discutem-se a questão da unidade teórico-conceitual de seu projeto final e os limites do mesmo.
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Contexto: As visões dos psiquiatras sobre a relação mente-cérebro (RMC) têm marcantes implicações para a clínica e a pesquisa, mas há carência de estudos sobre esse tema. Objetivos: Avaliar as opiniões dos psiquiatras sobre a RMC e se elas são suscetíveis ou não a mudanças. Métodos: Realizamos um levanta- mento sobre as visões que os psiquiatras possuem sobre a RMC imediatamente antes e após um debate sobre a RMC no Congresso Brasileiro de Psiquiatria de 2014. Resultados: Inicialmente, entre mais de 600 participantes, 53% endossaram a visão de que “a mente (o ‘Eu’) é um produto da atividade cerebral”, enquanto 47% discordaram. Além disso, 72% contestaram a visão de que “o universo é composto apenas de matéria”. Após o debate, 30% mudaram de uma visão materialista da mente para uma perspectiva não materialista, enquanto 17% mudaram na direção oposta. Conclusão: Os psiquiatras se interessam por debates sobre a RMC, não possuem uma visão monolítica sobre o tema e suas opiniões estão abertas a reflexões e mudanças, sugerindo a necessidade de mais estudos em profundidade e de debates rigorosos, mas não dogmáticos sobre o tema.
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A proposta desta dissertação é de apresentar as principais discussões sobre o status do campo de conhecimento psicológico a partir da visão e das contribuições do filósofo da ciência e psicólogo norte-americano Sigmund Koch (1917-1996). Para isso, foram analisados os principais conceitos e argumentos apresentados por Koch em sua discussão sobre a produção de conhecimento da psicologia no século XX. Durante a realização desse estudo utilizou-se como fonte de análise todas as publicações de Koch relativas a essa temática. Além disso, com intuito de contextualização do tema e da perspectiva do autor, foram consultadas fontes secundárias, artigos publicados por autores que discutem o mesmo tema no contexto de Koch e outros que fazem referência a seu trabalho. Diante disso, as discussões que permeiam o trabalho tratam dos argumentos apresentados por Koch para justificar sua avaliação do campo de conhecimento psicológico e de sua proposta de chamar a psicologia de estudos psicológicos, o que para ele, é uma forma de definição mais honesta e coerente do campo.
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- Artigo de periódico (72)
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- Verbete de dicionário (1)
Ano de publicação
- Entre 1900 e 1999 (2)
- Entre 2000 e 2026 (223)