A sua pesquisa
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A presente pesquisa busca compreender a dialética, o movimento, as contradições e a interação entre a esfera religiosa e a esfera docente a partir das narrativas de professoras do ensino fundamental – anos iniciais, de uma escola confessional adventista. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada em uma escola Adventista na cidade de São Paulo. Para a produção de informações foi utilizada a Entrevista na modalidade Reflexiva, com duas professoras, bem como um questionário sociodemográfico, elaborado pelo autor, e a aplicação da Escala de Religiosidade da Universidade Duke (DUREL). A pesquisa teve como referencial de campo os autores da pedagogia adventista, a saber: Cadwallader, Knight, Schunemann, e White; como referenciais teóricos a teoria da identidade humana de Ciampa e os conceitos de socialização de Berger e Luckmann. Os dados compreendidos na entrevista foram agrupados em cinco eixos e, em seguida, discutidos: Eixo 1: Infância, família e escolarização; Eixo 2: A religiosidade; Eixo 3: Docência – Formação Inicial e Continuada e experiências iniciais; Eixo 4: Relatos de docência; Eixo 5: Religiosidade e docência. A partir dos conteúdos, foi possível observar muitas semelhanças e coerência entre as crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e, consequentemente, a pedagogia adventista e as falas das participantes. As professoras professam e praticam a religiosidade cristã adventista, adotando sua cosmovisão, tanto na vida, fora da prática do docente, quanto na prática pedagógica. A partir de Ciampa, as participantes apresentam uma narrativa marcada por interações, mediadas pela linguagem, com outros indivíduos, aparecendo, assim, a metamorfose em vários momentos, por causa e/ou a partir da atribuição de papéis que foram vivenciando, papéis estes influenciados pela aceitação de um referencial religioso específico, no caso o cristão-adventista, com característica vindas da socialização primária e assumidas na socialização secundária. Como sugestão, torna-se necessário que novos estudos sejam realizados unindo as três temáticas primordiais: a religiosidade, a docência e a identidade, utilizando outros métodos, como estudos longitudinais e/ou os de caráter quali-quantitativos.
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O objetivo deste trabalho é apresentar as condições do processo ensino-aprendizagem para educandos surdos durante a pandemia de Covid 19 numa escola bilíngue para surdos. Para tanto, escolheu-se como objeto de pesquisa a experiência pessoal da autora como docente, em que se analisam os prós e os contras durante as aulas de Educação Física, além de se discutir a educação inclusiva, bem como trazer um histórico do componente curricular citado como ferramenta de ensino. São abordados os textos de lei, no que tange ao conceito de inclusão, bem como o atendimento especializado à educação bilíngue para surdos a partir das normativas municipais para a educação inclusiva. Constataram-se as dificuldades de acesso às aulas por falta ou precariedade de equipamentos e o não domínio de LIBRAS pelas famílias, o que dificultou o processo de ensino-aprendizagem. Mas também se constatou que as atividades planejadas permitiram a participação ativa dos educandos que puderam acompanhar as tarefas propostas.
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O presente trabalho tem como objetivo identificar como se configuram as pesquisas sobre Educação Inclusiva, em dissertações e teses, que têm a referida expressão no título e como sujeito o professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental, produzidas entre 2009 e 2020 no Brasil. O estudo justifica-se pelo fato de que no campo educacional, a quantidade de publicações que contêm no título a expressão “Educação Inclusiva” triplicou em relação à década anterior. Na intenção de acompanhar esse crescimento, optou-se pela revisão sistemática, em busca de oferecer um panorama do que se tem produzido sobre Educação Inclusiva no Brasil. Para tanto, adotou-se como critério de inclusão: a) dissertações e teses, teóricas ou empíricas, que tenham a expressão “Educação Inclusiva” no título; b) produzidas no Brasil; c) no período de 2009 a 2020. A busca resultou em 260 pesquisas. Desse conjunto, 11 trabalhos referiam-se exclusivamente ao professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental, formando o corpus desta pesquisa, em consonância com os critérios de inclusão e exclusão adotados. Para discussão, as pesquisas foram agrupadas e sintetizadas em duas categorias. Constatou-se que na prática as instituições de ensino pouco avançaram rumo à Educação Inclusiva; os desafios permanecem; não há apoio e suporte eficaz do Estado; a resistência à inclusão ainda acontece socialmente na forma de discriminação, preconceito e estereótipo em relação à aprendizagem e ao desenvolvimento do estudante com deficiência, além do despreparo das instituições e professores para incluírem essas crianças com deficiência. Espera-se que a presente pesquisa por meio dos dados e sínteses produzidas auxilie outros pesquisadores a seguirem contribuindo teoricamente e praticamente para a efetivação de práticas inclusivas mais eficazes.
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O objetivo desta pesquisa foi analisar as concepções de corpo difundidas nas produções referentes à Educação Física escolar. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa, para a qual foram selecionados artigos científicos, publicados nos portais da CAPES, SciELO e BVS, entre os anos 2009 e 2019. Estabelecidos os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 36 pesquisas empíricas. Os dados revelam que não há um consenso sobre a concepção de corpo. Percebe-se que a maioria dos pesquisadores o considera como uma construção sociocultural, porém não há explicitação da concepção acerca da relação de unidade corpo-mente. Por outra perspectiva, a maioria dos participantes das pesquisas ainda apresenta concepções de corpo biológicas e/ou dicotômicas. Nesse sentido, os dados sugerem a necessidade de mais investigações e intervenções sobre a relação entre Educação Física e corpo, especialmente na prática pedagógica.
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O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento bibliográfico de artigos nacionais da Análise do Comportamento Aplicada e estratégias para a facilitação do processo de ensino-aprendizagem na Educação Especial no período de 2013 a 2022 como contribuição teórica e prática aos professores, seja na escola especializada ou no Atendimento Educacional Especializado. A primeira etapa, identificação, consistiu na busca dos artigos realizada nos bancos de dados do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Scientific Electronic Library On-line (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo que o protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) foi escolhido para delineamento desta revisão por apresentar um conjunto de diretrizes para a realização de revisões sistemáticas e meta-análises. Dos 28 estudos selecionados, verificou-se, dentre outros aspectos, que a maior parte foi de trabalhos voltados à capacitação de professores; das deficiências e transtornos mais encontrados nas pesquisas o TEA é o mais frequente; as estratégias mais relevantes levantadas foram o ensino dos princípios básicos da Análise do Comportamento e o reforçamento diferencial. Esta revisão indicou contribuições relevantes de estratégias analítico- comportamentais relevantes para a atuação de professores na educação especial.
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Esta pesquisa teve como objetivo investigar como ocorre o brincar na faixa etária de cinco e seis anos na escola, foi realizada numa instituição escolar da rede privada do município de São Paulo, tendo como referencial teórico-metodológico a psicogenética walloniana. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, para a qual foi selecionada uma turma de nove alunos da Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental I, na faixa etária de 5 e 6 anos, para a observação do brincar e dos momentos destinados para tal na escola, seja dentro ou fora da sala de aula. Quadros e sínteses foram elaborados para auxiliar na análise e discussão das informações. Como procedimento de produção de dados foram utilizados: documentos relativos à escola, especialmente seu Projeto Político-pedagógico, entrevistas não formais com gestores e professores e, principalmente a observação participante; além dos documentos, os dados de observação foram registrados num caderno de campo. Este estudo apontou as articulações entre a dimensão psicológica do brincar e a dimensão pedagógica, revelando que o brincar dirigido, planejado intencionalmente, promove o desenvolvimento da criança em sua totalidade, nas dimensões afetiva, cognitiva e motora, bem como pode propiciar o surgimento de um brincar espontâneo, livre, desde que o professor reconheça a importância do desenvolvimento integral em sua concepção de ensino e de que o brincar é uma condição fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento e que se faz necessário um olhar e uma escuta sensíveis, respeitando os desejos da criança, para que haja uma flexibilidade nesse planejamento, permitindo o brincar em sua plenitude e que a criança se expresse em toda sua inteireza. Esse processo é possível porque os educadores da escola foram e continuam sendo formados para a ação pedagógica fundamentada numa concepção de ser humano e de educação que reconhece a importância do desenvolvimento integral do educando. Mostrou-se, também o corpo como canal de aprendizagem, a dimensão motora integrada com as demais dimensões, afetivas e cognitivas, e que constituem a criança em sua plenitude.
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Esta pesquisa teve como objetivo identificar e analisar as significações que docentes do Ensino Fundamental I produzem no processo de escolha do livro didático pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os dados foram coletados a partir de entrevista semiestruturada, do tipo entrevista reflexiva. Foi entrevistada uma professora aposentada, que reside em um município da Região Metropolitana de São Paulo, onde também cumpriu toda sua trajetória docente. O procedimento de análise dos dados orientou-se pelo método dos Núcleos de Significação, que tem por base teórica a Psicologia Sócio-histórica. Foram construídos três Núcleos de Significação, em que foram analisados: o percurso profissional da docente entrevistada, que ocupou diferentes cargos na educação; a maneira pela qual se deu a relação com o livro didático; e, como, ao longo de sua carreira no magistério foram feitas as escolhas do livro didático. Na análise dos dados, constatou-se que educadora, no início da carreira do magistério, adotou o livro didático como um instrumento pedagógico essencial para sua atividade docente, por compreendê-lo como um objeto que estruturava suas aulas; ele se tornava o próprio currículo. No entanto, os estudos, as formações, as diferentes experiências com os alunos, a experiência na gestão escolar e as trocas com outros docentes foram mediações significativas para a transformação de sua relação com o livro didático. Nesse sentido, o trabalho pedagógico passou a pautar-se mais pelo planejamento, com maior foco na aprendizagem do aluno e, dessa forma, mudou a função do livro didático: ele passou a ser um recurso que o professor pode ou não usar. Conclui-se que o processo de escolha do livro didático revela as significações que são construídas na relação que o professor estabelece, em diferentes momentos de sua carreira no magistério, com o livro didático e, em especial, deste com o compromisso com o processo de ensino-aprendizagem.
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Este artigo apresenta uma análise das primeiras experiências de escolarização de crianças com deficiência nos séculos XVIII, XIX e início do século XX, por meio dos trabalhos de Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780), Jean Marc Gaspard Itard (1774-1838), Edouard Séguin (1812-1880) e Maria Montessori (1870-1952), identificando pressupostos metodológicos que contribuíram para a constituição da área da Educação Especial e da Psicologia. Trata-se de uma pesquisa histórica que considera a produção teórica na área da educação especial e da psicologia, contemplando a leitura e a análise de livros, artigos, teses, dissertações e, principalmente, textos e obras completas de autoria dos educadores pesquisados. As análises apontaram que, ao proporcionarem condições de aprendizagem e desenvolvimento para crianças com deficiência, os trabalhos desses educadores contribuíram para a constituição histórica da educação especial, bem como apresentam as raízes do processo hoje denominado de inclusão social.
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