A sua pesquisa
Resultados 85 recursos
-
Por volta do ano de 1907, Alfred Adler descreveu pela primeira vez o conceito de compensação ao expor sua teoria sobre o sentimento de inferioridade. Para ele, o estudo sobre a compensação psíquica foi o ponto de partida para novas questões sobre as relações entre indivíduo, família, sociedade, corpo e alma no âmbito da psicologia individual. No que se refere especificamente à deficiência, pode-se dizer que sua teoria permitiu criar novos caminhos para que fossem superadas as concepções pautadas na perspectiva da insuficiência, para se pensar em uma relação desenvolvimento-aprendizagem mais efetiva. Para tanto, objetiva-se, neste artigo, baseado em pesquisa de cunho histórico, de natureza documental, tendo como principal fonte de dados os escritos de Adler, apoiados por alguns de seus comentadores, apresentar um estudo sobre a teoria adleriana, o conceito de compensação e sua importância para a psicologia da educação, particularmente no que diz respeito à compreensão da deficiência e à intervenção pedagógica.
-
Esta pesquisa é uma investigação histórica, de cunho bibliográfico, que busca contribuir para a construção de uma história do suicídio no Brasil, a partir do papel que teve a educação em relação a tal fenômeno. O período estudado circunscreve-se àquele em que essas terras eram colônia portuguesa. O período colonial estruturou-se sobre o escravagismo e teve como principal forma de educação aquela promovida pelas ordens religiosas, principalmente pela Companhia de Jesus, além disso, toma-se aqui a educação em sentido amplo, sem restringir-se a seu aspecto formal. Tal educação religiosa tinha o objetivo de controlar a vida e a morte de colonos e escravos. Tanto os indígenas quanto os africanos que foram escravizados, tinham tradições culturais e religiosas bastante diferentes das europeias, o que fazia com que se relacionassem de formas diferentes com a morte. Com isso, frente aos excessos cometidos pelos colonizadores e o fato de comumente esses escravos morrerem devido ao sobretrabalho a que eram expostos, tornou-se fato comum entre esses trabalhadores escravizados darse voluntariamente à morte, tanto para escapar ao destino de uma vida curta, cheia de sofrimentos, como para prejudicar aos senhores de escravos ou para fugir de castigos ou da separação dos familiares e amigos. A igreja católica teve um papel fundamental nesse processo, o de inculcar nesses indivíduos a culpa e o medo relacionados à morte voluntaria, fato que permitia uma forte entrada da igreja no controle da colônia e a exploração mais acirrada por parte dos senhores a seus escravos. Esses ensinamentos eram transmitidos através dos sermões e orações proferidos publicamente pelos sacerdotes, mas também em outras situações, como sermões impressos e confissões. Os Tratados de Teologia Moral muitas vezes dedicavam algumas páginas à questão da morte voluntária e da forma como deveria o religioso lidar com ela. Todos os elementos aqui expostos, de maneira mais abrangente e pormenorizada são analisados neste trabalho. As fontes documentais são os já mencionados sermões e tratados, além de textos de época que possam contribuir para a contextualização do fenômeno tanto no momento estudado quanto na história precedente ajudando em sua melhor compreensão. Os documentos são analisados a partir de uma perspectiva marxista em História da Psicologia e da Psicologia Histórico-cultural
-
No início do século XIX, Jean Marc-Gaspard Itard, realizou intervenções pedagógicas com um menino encontrado nos bosques do sul da França. Dessas experiências foram redigidos dois relatórios. Tomando-os como base, o objetivo central deste artigo é relatar uma pesquisa histórica, de base documental, que discute as contribuições de Itard sobre as relações entre educação, aprendizagem e desenvolvimento na constituição do homem como ser histórico e cultural. Buscou-se articular três diferentes níveis de análise: o nível interno, que se refere aos conceitos, pressupostos e métodos, relacionados à obra de Itard; a base epistêmico-metodológica adotada pelo autor e a articulação entre seu trabalho e a realidade histórico-social em que viveu. Por meio de sua obra é possível refletir, entre outras questões, sobre a fragilidade e a importância do vínculo entre educando e educador, as concepções do educador que determinam sua prática pedagógica e como a comunicação se faz presente nos processos educativos.
Explorar
Autor
Tipo de recurso
- Artigo de periódico (22)
- Livro (4)
- Seção de livro (34)
- Tese (23)
- Verbete de dicionário (2)
Ano de publicação
-
Entre 1900 e 1999
(14)
-
Entre 1980 e 1989
(1)
- 1989 (1)
- Entre 1990 e 1999 (13)
-
Entre 1980 e 1989
(1)
- Entre 2000 e 2026 (71)